Monarquia, Cidadania, Democracia

Vénias?

2 comentários

O meu pensamento de hoje pode causar, eventualmente, o desacordo de alguns monárquicos, mas esta questão é, numa Democracia, um ponto com alguma relevância.

As vénias, nomeadamente aos Reis e Rainhas – falando apenas e só na relação entre o Cidadão e o Monarca – no tempo da Monarquia Absoluta, fazia sentido, pois o Rei tinha um papel em vários países de nível Sacral. Contudo, a tradição manteve-se nos Liberalismo Monárquicos no século XIX, apesar dos Reis se terem submetido a uma Constituição ou Carta Constitucional.

Mas com os avanços das conquistas sociais, nomeadamente a chegada do Sufrágio Universal, do princípio da igualdade de todos perante a Lei, e por isso mesmo, todos estarem submetidos à Constituição e às Leis de regulação de uma sociedade, as sociedades chegaram ao século XXI com uma cultura e uma abordagem diferente de outros tempos.

Assim, chegando nós ao ano de 2013, em pleno século XXI, fará sentido se fazer uma vénia ao Rei?

Há aqui dois critérios:

O valor da tradição e do reconhecimento do valor para o País, da representação Dinástica na Chefia do Estado, com um passado que transcende gerações.

E

O valor da igualdade de todos perante a Lei e do reconhecimento de que todos os Cidadãos, assim como o Rei ou Rainha que juram cumprir e fazer cumprir uma Constituição que é o Texto fundamental de uma Sociedade, não impede, de forma alguma, o respeito que é devido aos mais diversos representantes dos diversos orgãos de soberania.

O cumprimento a um Rei, que seja Chefe de Estado Constitucional, pode ser feito de uma forma tão simples como um cidadão a outro. Tal, não tem que fomentar a má educação.

Dom Pedro V, Rei de Portugal, em meados do século XIX afirmou claramente que não queria que nenhum Português se ajoelhasse perante sí para o cumprimentar. Embora, a vénia se fizesse baixando a cabeça como sinal de respeito.

Em pleno século XXI, vemos muitos governantes de Monarquias Democráticas, cumprimentarem os Reis ou Rainhas sem fazer propriamente uma vénia ou não fazerem alguma.

Sinais dos tempos, mudança de atitudes, orgulho de se ter um Rei que é primus inter pares – primeiro entre iguais!

A Monarquia Portuguesa, por acaso, também se adaptaria muito bem aos novos tempos. Sendo o Rei aclamado em Cortes, no Parlamento, torna-se primus inter pares, o primeiro servidor da respublica, do bem comum e tal como o próprio Dom Afonso Henriques foi aclamado em Ourique, no ano de 1139, Rei dos Portugueses, pelos seus pares, Dom Duarte, Duque de Bragança, será aclamado pelos representantes da Nação, como Rei dos Portugueses, com legitimidade Democrática, numa Monarquia plural que não requererá vénias, mas sim, empenho de todos, a começar pelo Rei, na resolução das crises graves de que padece o país, fruto da incompetência e desnorte da república.

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2 thoughts on “Vénias?

  1. fuck alllllllllll,e os 1º ministros,presidentes ,so´servem para viver a custa do povo,e quem discordar do que eu digo aqui,e igual,so´esta a espera de uma oportunidade de fazer o mesmo.

    • Lastima-se a falta de argumentação lógica e coerente, como se um País pudesse alguma vez viver e sobreviver, sem Estado, sem Orgãos de Soberania, etc. A ideia que o povo tem da política hoje, é culpa dos políticos. Pena é pessoas colocorem tudo no mesmo saco e até injustamente, dado que esta iniciativa é apartidária.

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