Monarquia, Cidadania, Democracia

O laboratório experimental republicano

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Ao longo do século XX, fomos, infelizmente, assistindo à tomada de poder por grupos radicais, ligados alguns a sociedades secretas, ou a grupos armados. Chamam-lhes os revolucionários, de algum modo até posso concordar, porque todos eles lutaram e até morreram por aquilo em que acreditavam estar correcto; e foram muitos os que foram influenciados por homens e mulheres saídos de um meio mais intelectual.

Essas pessoas através de diversas reuniões, umas públicas, outras privadas e outras secretas, foram construíndo o que eu chamaria, em jeito de figuração, o Laboratório Experimental Republicano, em que foram trabalhando ideias, planos, discursos, propostas de mudança de regime político efectivo.

Em alguns países europeus, como se sabe, as primeiras experiências republicanas deram lugar a, em muitos casos, terríveis ditaduras. Em Portugal, a I República deu lugar à Ditadura Republicana do Estado Novo – II República, em Espanha, a II República deu lugar a uma terrível guerra civil e posteriormente ao Franquismo, na Alemanha a República de Weimar deu lugar ao Nazismo, em França a II República deu lugar ao II Império que levou a França a entrar em guerra com a Prússia que por sua vez originou a criação do II Reich Alemão com a unificação germânica, etc.

Vários dos países aí citados e outros, foram ao longo do século XX palco de mudanças de regimes republicanos, uns mais democráticos do que outros, fruto, em grande medida pelas crises que estes provocaram a nível interno, seja no campo institucional – França da IV República para a V República (actual), Portugal – da I República para a II República e finalmente a actual III República, a Alemanha, da República de Weimar, o Nazismo, a divisão Alemã, a Reunificação, etc. Entre outros países, repito, como o Brasil também.

Assim, o tacto pelo experimentalismo, que animou os republicanos científicos durante o século XX, tem dado provas de que o Laboratório Experimental está a ficar com poucas alternativas em vários países, como Portugal ou a França, por exemplo.

Mas um País não pode viver de experiências, muitas delas não trouxeram felicidade nenhuma e pior, criaram situações muitas vezes que duraram anos, até uma verdadeira recuperação.

Poderão dizer os republicanos em relação a Espanha, que na actualidade está mais perto de uma república do que manter a Monarquia. Sinceramente não concordo. As crises existiram sempre ao longo da História, e quem conhecer a História sabe que isto é verdade e com honestidade tem que o reconhecer. Mas as Monarquias resolvem as crises com empenho, com disciplina, com moral, com honestidade e enorme espírito de serviço. Não fossem as Monarquias existentes na Europa, e noutros países do mundo, arriscar-me-ia a dizer que a crise global teria sido em grande medida bem pior. E bastará apenas recordarmos, assim por alto, como ficaram os Americanos, depois da Quinta-feira Negra, do ano de 1929, com o Crash da Bolsa de Wall Street e a pobreza que isso causou.

Um País, em conclusão, não se governa, nem progride com experimentalismos, mas sim com serviço e patriotismo, com uma Instituição verdadeiramente guardiã dos interesses da respublica, do bem comum, assim como da Democracia e da Liberdade. Essa é, sem margem para dúvidas, a Instituição Real.

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