Monarquia, Cidadania, Democracia

Naturalmente Monárquicos!

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1016174_259883834150064_1764300163_n* Autor: Miguel Villas-Boas

Era uma vez… numa república demasiado perto!

A forma mais correcta de começar uma história seria “Era uma vez num Reino muito distante” só que, demasiado perto, a realidade é outra bem diversa do imaginário popular dos contos de fadas, por isso decidimos começar o texto desta forma que parece tão estranha. Claro que não faz sentido, e porquê?
Embora, o cenário não seja o de uma narrativa de fábula, na iconografia popular não há lugar à terminologia republicana, pois há sempre um príncipe a resgatar uma mocinha de um qualquer destino trágico.
Tal-qualmente, seria estranho escutar a expressão o “Presidente/a da Pop”, porque só faz sentido haver um Rei do Rock, um Rei da Pop, Princesas da Pop e o Prince… bem, Sua Majestade Púrpura, será sempre incomparável. Além disso as meninas serão sempre as princesas dos seus “papás” e os filhos os reizinhos das suas “mamãs”.
É algo natural atribuir a alguém que se destaca desmedidamente numa determinada área artística, ou que tem um lugar especial no coração, um título “real”, porque no âmago todos somos monárquicos. Não haveria nexo em outorgar a uma figura desta envergadura outro rótulo que não fosse de tal grandeza.
Por outro lado, nunca uma action figure ou um boneco em PVC de uma qualquer figura presidencial, de uma qualquer república, será um best seller comercial; não tem apelo nem para as crianças que perante tal presente só poderiam vestir a máscara da decepção.
Se os republicanos deste mundo têm tanta certeza da popularidade das suas figuras presidenciais porque não lhes erguem estátuas, talvez porque, com uma carreira sem qualquer facto assinalável para bem dos seus países, fosse difícil justificar tal escolha. Uma mão cheia de presidentes nunca bateria, no póquer da popularidade, um simples rei.
Os grandes notáveis pertencem ao universo das Monarquias! Só esses pelos seus feitos da “lei da morte se libertaram”, como assinalou Camões.

Monarquia Natural

É um facto a que não deve ser estranho, que, na sua génese, quase todas as sociedades começaram por se organizar em estruturas políticas monárquicas, claro que até às monarquias contemporâneas que caminham de braço dado com a democracia, houve uma grande e demorada evolução, mas também outros regimes que existiram na antiguidade não atribuíam mais direitos aos seus cidadãos que as antigas formas de governo monarquista.
Há uma relação imediata entre um Rei e os cidadãos do seu país, que hoje não são vassalos e nem sequer já súbditos. Estes cidadãos de pleno direito vêem no Rei a referência e, também, a última, e por vezes derradeira, instituição, que sentirá as suas necessidades e O defenderá perante a possível opressão dos políticos.
Existe uma instantaneidade, uma ligação directa entre o Rei e o Indivíduo da Nação ou País, pois o Rei, mais do que uma pessoa, é uma Entidade, é uma Instituição que encarna uma carga emblemática que faz todos sentirem-se parte de um todo, só que uma entidade Real, porque o Monarca é o primeiro depositário da tradição dos antepassados dos homens e dos costumes da Nação. O Rei não é uma personagem distante enclausurada numa redoma de luxo e privilégios, antes caminha, sem medo, no meio da multidão, ouvindo os problemas do seu Povo e sentindo com ele, para depois dar voz aos seus anseios junto das instâncias governativas, enredadas em interesses partidários que não raras vezes roçam o clubismo e ignoram as questões maiores como o supremo interesse do seu Povo e que por isso perante os que governam não possuem qualquer autoridade natural.
Perante esses governantes que têm ouvidos e não ouvem e sofrem da “maldita fome de ouro” – expressão pela qual Virgílio condena a ambição desmedida – só um Rei como Chefe de Estado terá poder para tornar a igualdade de direitos um facto, pois, a esta, não lhe basta ser consagrada como direito. Assim, entre o Rei e o Povo existe uma relação quase familiar, pois assenta nos princípios do direito natural.
A Coroa visará a consecução do interesse público, não estando o Monarca confinado a ser um árbitro parcial, por consequência do alinhamento político.
E como é necessária, dir-se-ia mesmo indispensável, uma entidade estabilizadora e reguladora independente, que evite a exaltação do poder pelo poder, posto ao serviço dos governantes.
O Rei gozará sempre da plena liberdade de meios para garantir o bem público, porque livre de qualquer calendário político ou constrangimento partidário e ideológico poderá exercer com plena autonomia o seu Poder Moderador de forma a atingir consensos tão raros entre as forças partidárias e diversas energias sociais. Assim, fundamental, será o esforço do Rei em obter consensos não só entre as diversas forças políticas, mas entre os diversos agentes civis.
O Rei será o dínamo da sociedade.
Desta forma a Coroa será sempre mais progressiva que uma presidência, pois não fica confinada ou agarrada à defesa de interesses políticos.
A esta luz não procede, pois, a critica de que o Rei o é por privilégio, pois, educado para reinar, tomará o ser cargo por um ofício dedicado ao bem-estar do seu Povo e à defesa dos interesses do seu País.
Não se pretende uma prevalência do princípio Monárquico sobre o Democrático, mas, antes, uma interacção entre Monarquia e Democracia, entendendo-se que a primeira potencia a segunda. Não haverá oposição entre elas, mas influências recíprocas.
De resto o privilégio do nascimento será, e só será, completamente abolido quando a democracia for uma Méritocracia, que sem dúvida será mais fácil de alcançar com uma Monarquia Constitucional e Parlamentar.

Viv’á MONARQUIA!
Viv’ó REI!

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