Monarquia, Cidadania, Democracia

Formas de tratamento

6 comentários

De vez em quando na imprensa com maior peso no mercado, nomeadamente jornais e algumas revistas, além de também vermos o seguinte fenómeno em alguns telejornais, quando falam de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte Pio João Pedro Miguel Rafael Gabriel de Orleães e Bragança (nome completo), apanhamos com formas de tratamento que deixam muito a desejar.

Coloquei o nome completo do Senhor Dom Duarte de propósito para vermos os erros – que para mim são propositados – na forma como o Herdeiro do Trono de Portugal é tratado.

Muitas vezes vemos desde o simples erro “Dom Duarte Nuno”, à maior aberração possível e que nem em repúblicas mais antigas que a Portuguesa, como a França, se trata um Príncipe, Herdeiro de uma Dinastia que reinou no País: “Duarte Pio”.

Trata-se de uma regra básica de educação, para além do civismo, tratar as pessoas pelo primeiro e último nome, pelo menos!

Se a imprensa, por exemplo, não quisesse utilizar o “Dom” e dizer apenas “Duarte de Bragança”, no mínimo, seria mais correcto, porque efectivamente é o primeiro e o último nome do Senhor Dom Duarte.

Mas, por exemplo, olhando de novo para o exemplo francês, cada vez que Sua Alteza Real o Conde de Paris, Henry d’Orléans vai a um programa de televisão, como um telejornal ou um programa onde é entrevistado, o entrevistador trata-o por “Monseigneur”, aludindo à dignidade natural de se tratar efectivamente de alguém que é descendente, e por isso representa, uma parte da História do País, sendo Príncipe Herdeiro e Representante de uma Casa Real que reinou de facto. Repito, isto acontece em França, um País que é uma República desde a queda do II Império em 1870!

Pelo que, não me venham com “republicanices” a dizerem que o sentimento republicano eventualmente impede de se tratar as pessoas com respeito e dignidade. Qualquer bom republicano percebe que Portugal antes da República já existia e que o actual Herdeiro do Trono de Portugal merece, por ser Representante de uma Herança, de uma História, o respeito devido a alguém da sua condição. Sendo assim, não ficava mal, mesmo a uma imprensa “republicana” (que devia ser neutra nestas e noutras questões!) tratar o Herdeiro do Trono de Portugal, sem erros, e com respeito.

Não é nem “Duarte Pio”, nem “D. Duarte Nuno” – basta aliás estudar a Biografia, lendo, por exemplo, um notável livro entitulado “Dom Duarte e a Democracia” da autoria do Prof. Mendo Henriques, editora Bertrand, lançado em 2006!

E por isso, como Monárquico atento à imprensa, exijo que o Herdeiro do Trono de Portugal seja tratado com dignidade e pelo seu nome, isto é, por Dom Duarte de Bragança, ou e ainda ficava melhor, recordando-me outra vez do exemplo “republicano” francês, O Senhor Dom Duarte de Bragança.

A educação agradece!

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6 thoughts on “Formas de tratamento

  1. Para mim, português e republicano, a forma mais correta de tratamento seria Dom Duarte de Bragança, embora se possa aceitar a maneira mais “proletária” Duarte de Bragança. Deixaria para os monárquicos a tradicional Sua Alteza Real Dom Duarte de Bragança. Mas nunca Dom Duarte Nuno – este era o pai deste Duque de Bragança – e muito menos Sua Majestade – não vivemos em monarquia!

    • Caro José Sousa,
      É um republicano com bom senso e sabe o que é a educação. Bem haja por isso. Cumprimentos.

  2. Era só o que mais faltava que eu, republicano, tratasse alguém a que não reconheço quaisquer valias, antes pelo contrário, por DOM… devem estar a gozar comigo! Para mim este homem, Duarte Bragança é “igualzinho” a mim, ou antes, é menos do que eu, que trabalho de sol a sol e ganho o meu ordenado, enquanto esta “cambada” vive à custa de outros! Tenham dó e consciência dos tempos que vivemos e o Duarte Bragança que vá trabalhar para merecer, se quiser, algum respeito dos portugueses.

    • Caro João Santos,

      O seu comentário demonstra que não conhece Dom Duarte de Bragança e não sabe nada sobre ele. Pois se soubesse, seguramente não dizia o que disse.
      Posto isto, o seu comentário foi aceite aprovado, porque, mais do que um espaço democrático, este espaço é pedagógico, e seguramente esperamos que possa segui-lo e informar-se sobre as vantagens de uma Monarquia Democrática e comparar ao desastre do actual regime que é sustentado por todos nós.

      O que este texto quis chamar a atenção foi para o facto de que tal como todos nós, gostamos de ser tratados com respeito. Dom Duarte de Bragança, quer goste dele ou não, é um direito seu!, merece como Ser Humano ser respeitado e ser tratado pelo primeiro e último nome por uma certa comunicação social e por outro lado, permita-nos lhe dizer que o futuro de um país não é preparado de acordo com os “gostos” como no Facebook.

      O que queremos é gente honesta no Parlamento e no Governo e um Rei que nos guie neste momento difícil e sim, acredite, Dom Duarte de Bragança, um homem extremamente humilde de caracter, tem todas as qualidades para ser o nosso melhor amigo, isto é, o melhor amigo do Povo. Ele representa hoje, os que no passado fizeram o nosso País.

      Os Reis amavam a Pátria e queriam engrandecê-la. Nem todos foram perfeitos, porque eles também eram homens e não génios! E daí? Se calhar foi também em muitas infelicidades que tivemos na nossa História que algo deviamos como Povo ter aprendido: Valorizar o melhor que temos e aclamar o nosso melhor defensor: O REI!

      • Meu caro

        Diz e muito bem: “todos nós gostamos de ser tratados com respeito” e “ser respeitado e tratado pelo primeiro e último nome”.

        – É exatamente isso que pode e deve esperar: ser tratado por Duarte Bragança.
        – É assim que eu sou tratado e é assim que todos devem ser tratados.
        – Portugal não é uma monarquia, nós não temos qualquer rei.
        – Não existe nas repúblicas títulos de DOM.
        – Os monárquicos como minoria que são deveriam respeitar a enorme maioria dos portugueses que nas urnas votam, e que votam, em partidos não monárquicos.
        É exatamente aí que reside a questão: os monárquicos (que têm todo o direito a existir e respeitar quem quiserem) não podem exigir dos não monárquicos (a grande maioria dos portugueses) que tratem de forma diferente, quem para nós, não é diferente.

        Por outro lado, permita-me lembrar-lhe que quem quer ser respeitado como minoria tem que respeitar as outras minorias e aceitá-las (o que não é o caso de Duarte Bragança) e senão relembremos as suas opiniões sobre os homosexuais, sobre o casamento gay, sobre o aborto (referendado por uma enorme maioria) etc, etc.
        Posso ainda lembrar-lhe atitudes e comentários mais do que estranhas de Duarte Bragança, p.e. a sua ida à Síria e os seus comentários sobre a “democracia síria”.

        Disponha de mim para lhe fornecer variadíssimas informações do conhecimento público sobre a vida, atividade e comentários de Duarte Bragança.

        Cumprimentos

      • Caro João Santos,

        Muito obrigado pelos comentários ao meu texto.

        Concordo plenamente consigo, o respeito deve ser reciproco.

        Se me permite, eu como Monárquico, vou tratar o Herdeiro do Trono de Portugal, por Dom Duarte de Bragança. Compreendo e respeito o seu ponto de vista em não incluir o “Dom”.

        Tem toda a razão. Portugal não é, infelizmente – quanto a mim – uma Monarquia. E portanto, não tem um Rei na Chefia do Estado, mas é a república que impede o referendo ao regime e logo é anti-democrático.

        Não está em causa se há mais republicanos do que monárquicos ou vice-versa. Não importa se somos republicanos ou monárquicos; somos acima de tudo Portugueses. E como Portugueses prezamos o nosso património, a nossa identidade nacional, as nossas tradições, a nossa cultura, a nossa História, etc.

        Diz que nas repúblicas não existe “Dom”. Mas há muitos Comendadores por este País fora, o que não deixa de ser curioso, a cada 10 de Junho em que o Presidente da República condecora uma espécie de “aristocracia republicana”, não concorda?

        Interpreto pelas suas palavras que em República não podemos usar o título de Dom, e no entanto, por exemplo em França, como escrevi aliás no meu texto, muitas vezes os jornalistas ou apresentadores de televisão, quando convidam o Conde de Paris, Henry de Orleães, tratam-no por “Monseigneur”, que traduzindo à letra quer dizer “Meu Senhor” ou simplesmente “Senhor” – com S maíusculo. Tal situação não acontece, recordo-lhe por haver jornalistas ou apresentadores de televisão franceses que até tenham simpatias pela monarquia, mas trata-se de um respeito pelos homens que fizeram a França e que têm interesse e curiosidade em conhecer os herdeiros dos Reis de França.

        No que toca portanto a Portugal, não custa nada haver algum respeito cordial para com o Herdeiro dos Homens e Mulheres que fizeram Portugal.

        No que toca às opiniões de Dom Duarte de Bragança, somos uma Democracia e o meu amigo pode não concordar com as opiniões, isso é um problema seu. Porque, se é republicano, Dom Duarte de Bragança, para si é um mero Cidadão da República, e como tal, tem todo o direito a dar as suas opiniões.

        Mas veja uma entrevista de Dom Duarte feita por Manuel Luís Goucha, está aliás no youtube onde o próprio aborda também essas questões e acho que vai ficar surpreendido. Fica a sugestão.

        Cumprimentos.

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