Monarquia, Cidadania, Democracia

Verdadeira Importância de Se Chamar GEORGE ou a MONARQUIA Mais Famosa Do Mundo

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* Autor: Miguel Villas Boas

By George!
Príncipe George Alexandar Louis de Cambridge, com o tratamento de Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge, foi o nome que, dois dias após o nascimento (22 de Julho de 2013), os Duques de Cambridge, Príncipes William e Kate escolheram para o seu primogénito. O primeiro bisneto varão de Sua Majestade Britânica a Rainha Isabel II passou a ocupar o terceiro lugar na sucessão ao Trono do Reino Unido e Irlanda do Norte, destronando o, agora seu tio, Príncipe Harry de Gales.
Nenhuma outra notícia no Mundo inteiro despertou mais curiosidade ou teve mais importância mediática do que o nascimento do novo Principezinho, gerando uma onda de interesse verdadeiramente tsunami. Por todo o Globo foi notícia de abertura de noticiários, parangona de jornais, ocupou a quase totalidade do tempo de antena dos Países da Commonwelth e, pasme-se ou não, do País dos Cowboys. Em Hollywood as estrelas daquele firmamento disputaram entre si a prémio daquele que melhor conhece William e Kate, como se, esse sim, fosse o galardão mais cobiçado, a estatueta mais dourada que se pode alcançar. De facto, os Duques de Cambridge, a sua avó – A Rainha – e o novo Príncipe George de Cambridge, são real e incontestavelmente as pessoas mais famosas da Terra, título também que acumulam sem qualquer possível constatação.
A gerência dos prazos, diga-se perfeita, com as notícias a serem reveladas respeitando os compassos e os tempos de uma grande sinfonia de cerimonial e emoções alimentava ainda mais a curiosidade e o apetite pelas novas. Gerou-se uma dependência por factos que veio de uma vez por todas dispersar qualquer dúvida sobre a relevância e a utilidade da Monarquia, não só a britânica, mas em geral.
Todos somos natural e intrinsecamente monárquicos: entre a Realeza e o Povo permanece uma relação quase familiar, pois fundamenta-se nos princípios do direito natural. Há uma relação imediata entre um Rei e os cidadãos do seu país, que divisam no Rei a referência e, a Instituição, que sentirá as suas urgências e que será o Paladino ante a provável e fácil dominação dos políticos. É essa ligação directa e emblemática entre o Rei e o Indivíduo da Nação que faz todos sentirem-se parte de um todo, porque o Monarca é o original guarda da tradição dos antepassados dos homens e dos costumes da Nação. O Rei no meio do seu Povo escuta os seus problemas e, sentindo com ele, dá voz aos seus anseios junto das instâncias governativas, emaranhadas em conveniências partidárias e que estranham as questões superiores.
George Alexander Louis, Príncipe de Cambridge, é isso mesmo: é o renovar da Esperança do Povo Britânico e, para os que não são, a Ideia do que, numa situação idêntica, podem vir a ter.
O Príncipe George de Cambridge assegura que a Casa de Windsor reinará por mais de uma centena de anos, e que, a Família Real, se perpetuará pelo próximo milénios. “Que Reine Por Mais Mil Anos!”, ouviu-se nas ruas de Londres, aludindo ao desejo de ver a Casa Reinante Inglesa atravessar este e o novo século e os seguintes no Trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte assim como Chefe de Estado dos outros quinze Estados soberanos independentes conhecidos como os reinos da Commonwealth: Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, e São Cristóvão e Nevis. Em todos esses países também não se pouparam nas homenagens ao novo Príncipe.
Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge é assim terceiro, depois do avô Carlos, Príncipe de Gales, e do pai Príncipe William, Duque de Cambridge, na linha de sucessão ao Trono de dezasseis Estados Soberanos, e a garantia de que continuarão assim. Independentemente, do primeiro, o novo membro da Família Real Britânica tem três nomes próprios, como é apanágio – o pai e avô até têm quatro e outros reis tiveram mais. Este costume refere-se ao facto de quando for Rei ter uma bouquet maior de nomes por onde escolher o nome com o qual reinará. O nome George sem dúvida que foi escolhido para marcar a continuidade da Casa de Windsor, nome adoptado pela Família Real Britânica, a partir de George V, e também porque era o nome do pai da Rainha Isabel II, George VI. Quando reinar, George Alexander Louis, será, muito provavelmente, George VII, um número augúrio de boa sorte. Ainda há o famoso “By George!”- reminiscência da invocação do Santo Padroeiro Inglês, São Jorge que venceu o Dragão, símbolo da derrota de e de todo o Mal. Já Alexander especula-se que será uma homenagem aos três reis escoceses com esse nome e que pretende assegurar a União com a Escócia – note-se que o Duque de Cambridge, também, é Conde de Strathearn (título escocês) -, além da Bisavó da Rainha, também, se ter chamado Alexandra. Louis, além de ser o quarto dos nomes do Príncipe William (William Arthur Philip Louis), será, também, uma homenagem a Lorde Louis Mountbatten, Conde de Burma, padrinho do Príncipe Carlos, último Vice-Rei e primeiro Governador-Geral da Índia, além de Comandante Supremo das Forças Aliadas no Pacífico durante a II.ª Grande Guerra.
Respectivamente, I.º, 3.º e 5.ºs nomes na Bolsa de apostas sobre o nome do Bebé Real, a escolha acolheu o maior entusiasmo por parte dos britânicos e do mundo em geral. Sua Majestade a Rainha Isabel II foi informada da escolha dos Duques de Cambridge aquando da sua visita ao Palácio de Kensington na manhã do dia 24 de Julho de 2013, escolha essa que foi anunciada ao Mundo às 18h10m do mesmo dia.
Como nasceu um rapaz, não serão aplicadas as novas alterações à Lei de Sucessão introduzidas na Reunião da Comunidade Britânica ocorrida na Austrália, em 28 de Outubro de 2011, com a Presença de Sua Majestade a Rainha Isabel II, em que foram introduzidas modificações somente estabelecidas para os descendentes do Príncipe Carlos de Gales e que garantiram a igualdade de género na Linha de Sucessão ao Trono, e que foram ratificadas por todos os Países da Commonwealth há exactamente 9 meses.
A primeira aparição pública dos Duques de Cambridge e do novel Príncipe Real, a 23 de Julho, marcou também a renovação no estilo da Família Real. Vestidos de azul, de forma despretensiosa, mas aprimorada, os Príncipes saíram com toda a naturalidade pelas portas da Ala Lindo do Hospital de St. Mary’s, em Paddington, Londres, para serem ovacionados e aclamados por entusiastas “Hey’s!”. A Princesa Kate carregava o recém-nascido – na altura ainda sem nome oficial – nos braços, que depois passou ao babado William, que também se estreou no mais importante papel da sua vida, o de pai. Aproximaram-se dos repórteres e sem evitar qualquer questão responderam à curiosidade alheia do Planeta. De resto, os Duques de Cambridge já fizeram saber que vão optar por uma educação normal, sem amas (nanny’s) e com o próprio Príncipe William a, também, trocar as fraldas e dar banhinho ao seu “robusto” bebé de três quilos e oitocentos gramas. Muitas fotografias depois, e também depois de tantos flashes e perguntas dos jornalistas, despedindo-se de toda a equipe que os acolheu durante dois dias no hospital de St. Mary’s, o Príncipe William acomodou, aplicadamente, o Príncipe de Cambridge na cadeirinha e com a Duquesa no lugar de trás ao lado do bebé, abandonarem o hospital, com o Duque de Cambridge ao volante do seu automóvel privado, com destino ao Palácio de Kensington – é nos simples gestos que se reconhece a nobreza de carácter e não é pelo facto de caminhar por entre pompa e circunstância que se é importante. Essa redoma, tão querida dos republicanos que exercem funções oficiais, torna-os ainda mais distantes do Povo que dizem que os elegeu, mas o que só aparentemente acontece, pois rapidamente quebram o contrato social com esses últimos.
Após a visita privada da Rainha, a 24 de Julho de 2013, os Duques de Cambridge e o Principezinho terão partido para a localidade nos arredores de Londres, Bucklebury, residência dos pais de Kate, onde ficarão nos próximos tempos. Terminada a licença de paternidade, o Príncipe William partirá para Gales, onde reassumirá as suas funções de comandante de helicóptero de salvamento na RAF, ficando a Princesa Catherine apoiada pela mãe Carol e pela irmã Pippa, na pequena vila do Condado de Berkshire, indo o Duque passar os fins-de-semana à moradia Midletton.
Finda a carreira militar do Príncipe William, o que acontecerá já no Outono próximo, uma vez que irá passar a realizar as funções do Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, o avô já com idade avançada, os Duques de Cambridge mudar-se-ão, com o seu Príncipe George, para o seu reformado apartamento A1 no Palácio de Kensington, em Londres.

A Casa Real de Windsor Ou A Monarquia Mais Famosa do Planeta

A Dinastia Windsor é a Casa Real de Inglaterra, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha, sendo presentemente a Dinastia reinante no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos países da Commonwealth. O seu actual soberano é a Rainha Isabel II. Com o fim da Casa reinante de Stuart, pois a Rainha Ana de Inglaterra não teve descendência, em 1714, o Eleitor Jorge de Hanôver, tornou-se Jorge I da Grã-Bretanha. A sua pretensão, que assegurava a sucessão protestante, baseou-se no facto de ser bisneto do Rei Jaime I de Inglaterra (VI da Escócia) através da sua mãe a Condessa Palatina, Sofia de Simmern. Embora, ainda houvesse membros mais chegados da Casa de Stuart, como James Francis Edward Stuart, como eram católicos, o Príncipe (um dos Nove Príncipe Eleitores Germânicos, donde era escolhido o Kaiser) de confissão protestante foi preferido pelo Parlamento britânico.
Depois, com o casamento da Rainha Vitória a Casa de Hanôver deu lugar à de Saxe-Coburgo-Gotha.
A Família Real Britânica passou a ter a denominação actual de Windsor no ano de 1917, durante a I.ª Grande Guerra, altura em que um sentimento exacerbado anti-germânico no povo inglês fez com que o Rei Jorge V – brilhante estratega em relações públicas e em modernizar a Monarquia; pode-se mesmo dizer que foi Sua Majestade que a trouxe para o século XX – alterasse para versões em inglês todos os seus títulos e sobrenomes alemães. E nada melhor do que Windsor, pois o Castelo homónimo remonta aos tempo de Guilherme I, o Conquistador.
O nome alemão reporta ao casamento da Rainha Vitória com o Príncipe Albert, filho do Duque Ernesth de Saxe-Coburgo-Gotha, em Fevereiro de 1840. Todavia, Saxe-Coburgo-Gotha não era o sobrenome pessoal do Príncipe Consorte, mas o sobrenome dinástico da sua família – o seu apelido era von Vettin. Desta forma, através de uma Ordem ao Conselho (Order-in-Council) o Rei Jorge V transformou o von Vettin em Windsor. Porém, a Ordem ao Conselho, como era costume, aludia apenas “aos” descendentes da Rainha Vitória, e não inevitavelmente “às” descendentes. Em Abril de 1952, dois meses volvidos da sua entronização, a Rainha Isabel II terminou o descuido do lapsus lingue com o nome dinástico e decretou ao seu Conselho Particular a sua “vontade e satisfação de que eu e meus filhos sejamos chamados e conhecidos como membros da Casa e Família de Windsor, e que meus descendentes que se casem e seus respectivos descendentes carreguem o nome Windsor.”
Ulteriormente, a 8 de Fevereiro de 1960, a Soberana proclamou outra Ordem ao Conselho corroborando que Ela e os seus quatro filhos seriam conhecidos como Dinastia, Casa e Família de Windsor e que Ela e outros descendentes da linhagem masculina (exceptuando aqueles que fruíam do título de Príncipe ou Princesa e eram conhecidos como “Sua Alteza Real”) seriam conhecidos pelo nome de Mountbatten-Windsor. Mountbatten é o apelido do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, depois de adoptar a nacionalidade inglesa e de renunciar a todos os seus títulos reais estrangeiros, pois era Príncipe Real da Grécia e da Dinamarca. Nascido Philippos Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca era filho do Príncipe André da Grécia (tio do actual Rei Constantino – não reinante) e da Princesa Alice de Battenberg. Assim, Filipe adoptou o nome anglicizado de sua mãe, transformando Battenberg em Mountbatten.
Na Inglaterra, a Revolução Gloriosa de 1688 levou a uma monarquia constitucional restringida por leis como o Bill of Rights de 1689 e da Lei de Estabelecimento de 1701, apesar de limites ao poder do monarca, “a monarquia limitada “, são muito mais velhos e remontam à Magna Carta. Ao mesmo tempo, na Escócia, a Convenção de Estates promulgou a reivindicação de Right Act 1689 que colocou limites semelhantes sobre a monarquia escocesa. Com a Casa de Hanôver a assegurar a Sucessão dinástica na Grã-Bretanha, os monarcas viram os seus poderes transferir-se ainda mais para os seus primeiros-ministros, e a neutralidade real na política consolidou-se no início do reinado da Rainha Vitória. Hoje, o papel é, por convenção efectivamente cerimonial. Em vez disso, Cabe ao Parlamento Britânico e ao Governo – principalmente ao primeiro-ministro exercer os poderes executivos sob Prerrogativa Real, isto é, em nome do monarca e com os poderes ainda formalmente havidos pelo monarca. Nenhuma pessoa pode aceitar um cargo público importante, sem prestar um juramento de fidelidade à Rainha.
Com acontecimentos, como o Trooping The Color, a Abertura do Ano Parlamentar, os Casamentos Reais, e agora, o nascimento do Príncipe George, estima-se que a Família Real Inglesa dê um retorno financeiro de mais de 3 mil milhões de euros ao Reino Unido no exercício financeiro de 2013. Só o nascimento real deverá originar, com o estímulo da economia britânica, receitas de € 303.325.581,14, principalmente a partir do turismo, aquisição de lembranças, incentivo da indústria têxtil, e, das festividades relacionadas com o nascimento.

Que república ou republicano pode presumir-se ter uma tal influência social e económica? Nenhum.

God Save Prince George! Long May He Live!

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2 thoughts on “Verdadeira Importância de Se Chamar GEORGE ou a MONARQUIA Mais Famosa Do Mundo

  1. Depois de este artigo, só tenho a dizer do que é que estamos a espera? volutariado meus senhores ! De porta há porta, nos cafés, nas ruas, dos netos as avós tudo a assinar a petiçao QUERO Um REI ! Uma democracia monarquica, chamem -lhe o que entenderem ! Nós PORTUGUESES somos mais ricos que todas as fortunas nos bancos da Suiça só nos falta a diciplina!!!

  2. FALAR É FÀCIL …. MAS a “ACÇÃO” È MUITO MELHOR E ESSA PRODUZ LOGO RESULTADOS. “Afirmative Action” if you please!!!!!

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