Monarquia, Cidadania, Democracia


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VIV’Á MONARQUIA!

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Muitos gritos de ordem se têm feito ouvir nos últimos tempos, mas aquele que realmente pode significar a Salvação Nacional só pode ser um: Viv’á Monarquia!
Já Platão, que acabou por chegar à conclusão que o melhor sistema de Governo era a Monarquia – o que curiosamente fez na sua obra “A República” –, advertia que “o preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior”.
Ora é o que tem acontecido, salvo honrosas – mas poucas – excepções, nos últimos 103 anos. De facto, nunca a máxima de “que a excepção confirma a regra”, teve mais cabimento, ou não fosse por isso excepção.
A regra é mesmo a do mau político, aquele que Eça de Queiroz descreveu, em 1867 in Distrito de Évora, como sendo suas características: “… vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver coisas. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a independência?”.
Pois há Homens que são talhados pela genialidade; e o pior, que, o sempre actual, Eça previra, aconteceu.
A essência da Democracia é de que ninguém é obrigado a concordar com nada e, portanto, é hora de defendermos com toda a veemência a Causa Monárquica.
Temos Voz; queremos que nos deixem fazê-la ouvir!
Queremos um debate esclarecedor, igual e democrático sobre esta questão; por isso tem de ser facilitado aos monárquicos o tempo de antena necessário para poder transmitir a sua mensagem, tal como fazem as outras entidades políticas. Nenhum partido republicano tem o monopólio da defesa da Democracia e da Legalidade, e, do Estado de Direito.
Queremos um Rei como Chefe de Estado! Entre o Rei e os Cidadãos da Nação existe uma afinidade nata, uma relação quase familiar, pois assenta nos princípios do próprio Direito Natural, portanto ninguém melhor do que um Monarca para defender os interesses do seu Povo junto das instâncias governativas.
Vamos fazer ouvir a voz dos Monárquicos na defesa do nosso amado País e na apologia do sistema de governo que achamos melhor para a nossa Nação!
Então, como é que é:
Viv’ó Rei!
Então, como é que é:
Viv’á Monarquia!


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A Soberania Real do Povo

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Correio Real, nº 9, Maio de 2013*
(…) “sempre que qualquer forma de governo se torne
destrutiva de tais fins (vida, liberdade e felicidade), cabe
ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – (…) “Nenhum
indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não
emane expressamente”.
Aclamação do Rei D. João IV,
assento das cortes de Lisboa – 1641

É princípio liberal que os povos devem ter o direito a eleger os seus representantes e a respectiva forma de governo. Os Portugueses aquando da fundação do Reino de Portugal há 870 anos reconheceram o Príncipe Dom Afonso Henriques, como o seu natural líder e aclamaram-no como Rei de Portugal. Tal tradição manteve-se nos reinados seguintes. Todos os Reis de Portugal foram aclamados, respeitando sempre a vontade soberana da geração que aclamou Dom Afonso Henriques.

Com base neste princípio, tanto Dom João I foi aclamado Rei para salvar a independência de Portugal, como Dom João IV foi também aclamado para resgatar a Pátria da tirania estrangeira. E a tradição manteve-se até Dom Manuel II.

Nestes actos de aclamação, o Povo Português garantiu a sua Soberania sobre os destinos de Portugal. Foi o povo que decidiu ter um Rei desde a Fundação do Reino até Dom Manuel II, até que uns quantos exaltados tomaram o poder e quebraram esta ligação secular entre o Povo e as suas raízes e tradições.

Foi também o povo que no Assento das Cortes de Lisboa de 1641, ratificando a aclamação de El-Rei Dom João IV, depois da Restauração da Independência, afirmou claramente que

(…) “sempre que qualquer forma de governo se torne
destrutiva de tais fins (vida, liberdade e felicidade), cabe
ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – (…) “Nenhum
indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não
emane expressamente”.;

significando isto que o Povo tem a Soberania para poder decidir sobre o seu futuro; ou pelo menos deveria ter. A Constituição Republicana de 1911 e a actual de 1976, vedem a possibilidade do Povo de poder voltar a ter um Rei, e daí reatar a confiança secular das gerações antigas na Coroa como verdadeira e única protectora do Reino. 

Lutemos pois, em memória daqueles que lutaram pela Soberania Real do Povo, para que as nossas liberdades sejam efectivamente restauradas, aclamando o nosso legítimo Rei.

*Boletim da Causa Real

 


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CONTRA FACTOS MONÁRQUICOS, não há argumentos republicanos!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

Existem muitos fundamentos a favor do Sistema de Governo Monárquico e um dos mais pertinentes é o argumento económico-financeiro que demonstra, num verdadeiro e justo confronto de custos, a mais-valia da MONARQUIA!
Nesse plano, é rigoroso e demonstrável, sem esforço, que as Monarquias são mais aforradas que as repúblicas.
É pertinente fazer este raciocínio, pois numa altura em que o Mundo e particularmente o nosso amado País vive uma crise quase sem precedentes, prova-se que de facto os Monarcas e as respectivas Famílias Reais ficam, de facto, mais económicos ao Erário Público dos seus países do que os Chefes de Estado das repúblicas.

Acareação

A Casa do Rei de Espanha publicitou pela primeira vez as finanças da Família Real em 2011, ano em que o Governo espanhol destinou à Casa Real 8,43 milhões de euros cuja gestão financeira impende directamente ao Rei Dom Juan Carlos.
Em concordância com a Constituição Espanhola, o Monarca é livre de repartir os recursos da maneira que achar mais ajustada, sendo que esses fundos se destinam à legítima remuneração da Família Real pela representação na vida pública oficial, e não só a provir a sua subsistência, mas, tal-qualmente, reservado a custear o funcionamento da Casa Real e do pessoal.
Assim, na Monarquia do Reino de Espanha, o orçamento real do Palácio da Zarzuela serve para pagar os únicos dois salários da Casa Real: o do Rei e o do Príncipe herdeiro, o Príncipe das Astúrias, Dom Felipe. Assegura, ainda, as despesas salariais dos 300 funcionários que trabalham directamente com a Coroa, desde assistentes que têm o salário igualado ao de ministros e secretários de Estado – como o chefe da Casa Real, Alberto Aza -, até às empregadas de limpeza. Destas contas apenas a segurança é paga pelo Ministério do Interior, pois são membros do Corpo de Segurança de Estado.
O Orçamento Real destina-se, também, a custear os gastos quotidianos do Palácio com alimentação, vestuário, as viagens, os carros particulares – que, conquanto de gama média-alta, não embarcam em excentricidades.
De acordo com o jornal El Mundo, o Rei só encomenda um fato novo (de valor entre os 2000 a 2500 euros) ao alfaiate Gonzalo López, de 18 meses em 18 meses, e a Rainha Dona Sofia e a nora a Princesa Dona Letizia têm o hábito de repetir, sem confrangimentos, os mesmos vestidos e fatos saia-casaco ou saia-calça. Já em Belém, é um sempre estrear de farpelas e, também, de fatiotas.
Desta forma, tornadas públicas as contas da Casa Real espanhola, ficou a saber-se que Sua Majestade não ficou alheio à crise económica – que assola sobretudo a Europa -, e que, no segundo semestre de 2010, o Rei Dom Juan Carlos determinou, ao então presidente do conselho de ministros Rodriguez Zapatero, que a partir de Junho desse ano, providenciasse um corte no orçamento anual da Casa do Rei. Assim, efectuado esse corte, em 2010, a Casa Real recebeu 8,9 milhões de euros para as suas despesas. Ora como o pagamento é trimestral, feitas as contas, por iniciativa do Rei, houve uma poupança de 1,7 milhões de euros relativamente ao ano anterior.
Examinada, sem enredados, a Presidência da República Portuguesa custou, ao Orçamento do Estado 2010, um total de 20,7 milhões de euros.
Esquadrinhando ao pormenor as contas da Família Real espanhola: em 2006, a Casa Real espanhola teve um orçamento de 8 milhões de euros. Esse valor subiu até 2009, alcançando o tecto máximo de 8,9 milhões. Desta forma, com esse corte, em 2011, a poupança ainda foi maior, e, a Monarquia espanhola teve um custo de 8,43 milhões de euros. Desta forma, o Rei não ignorou os primeiros indícios da crise, e se primeiro Dom Juan Carlos I tinha pedido para que o valor se mantivesse no ano de 2011, depois instigou o governo a diminuí-lo.

Logo, fazendo a ACAREAÇÃO da Monarquia Espanhola com a presidência da república portuguesa, em 2011, a Monarquia custou a cada espanhol 19 cêntimos, enquanto a presidência teve um importo de 1,9 euros para cada cidadão português.

Novamente, em 2012, no âmbito das medidas de austeridade aprovadas pelo Rei e pelo Governo espanhol, o orçamento da Casa Real sofreu um corte de cerca de 5% e os salários dos membros da Família Real e de todos os funcionários uma redução de 15%. Conhecidas as contas reais, ficou a saber-se que do orçamento de 2012 cerca de 300 mil euros é para o salário do Rei Dom Juan Carlos, 146 mil euros para o ordenado do Príncipe Dom Felipe e que S.M. a Rainha Dona Sofia, a Princesa Dona Letizia e as infantas Dona Elena e Dona Cristina dividem, entre si, 375 mil euros/ano. Há quem diga que não foram eleitas, mas as 1.ªs damas também não, e no entanto têm salário e despesas de vestuário pagas pelo Erário Público.
A presidência da república portuguesa no mesmo exercício orçamental custou 16,5 milhões de euros.

Continuando a fazer as contas, de acordo com o ministro das Finanças Montoro, o orçamento de 2013 da Casa Real de Espanha encolheu 2%, passando dos 8,43 milhões de euros para os 8,26 milhões de custo para o Tesouro Espanhol, o montante mais baixo desde 2007. Neste sentido – o da poupança -, também, houve mudanças na representação da Família Real espanhola que tem sido representada sobretudo por SS.MM. os Reis, pelos Príncipes das Astúrias e, ocasionalmente, acompanhando os seus pais, as pequenas Infantas Leonor e Sofia. Desta forma, este ano, as Infantas deixaram de receber gastos de representação.
Em 2013, a verba destinada para o orçamento da presidência da república portuguesa foi de 15.139.110 Euros, e, continua a manter os 500 funcionários ao serviço, ou seja, mais 200 que a Coroa Espanhola e, também, a Casa Real Britânica. Logo, por cá, não há nem grandes medidas automáticas de contenção do orçamento presidencial (no Orçamento de Estado), nem por iniciativa própria para fazer corresponder a uma imagem de moderação. Além disso, é inaceitável que os ex-presidentes da república conservem as pensões, ditas subvenções vitalícias, que figuram mais de 200 mil euros/ano por cada um dos três, ao que acresce gabinete com secretária, segurança e automóveis com motoristas.
Assim sendo, com as respectivas contabilidades apuradas conclui-se que A MONARQUIA ESPANHOLA CUSTA METADE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA; mensurem-se as dimensões dos dois Países e retirem-se as devidas conclusões.

A Sobriedade das Monarquias Europeias

Visitando o Reino dos Países-Baixos, aí as rendas outorgadas pelo governo holandês à, então, Rainha Beatriz e aos outros membros da Família Real sofreram, em 2011, um corte de 4%, pelo que a monarca recebeu 834 mil euros por ano, enquanto que, o, então, Príncipe de Orange, como herdeiro, importou a soma de 492 mil euros do Erário público e que sustém a Sua família de 5 membros. No total, o orçamento da Família Real Holandesa foi de 5,8 milhões de euros para despesas pessoais. Os gastos com segurança, visitas de Estado e manutenção dos palácios – o grosso das despesas – que, com a excepção de um, pertencem ao Estado, ficaram a cargo do governo, pelo que no total a Monarquia Holandesa custou menos de 45 milhões de euros.
Mas mais medidas de poupança anunciadas em Setembro de 2012, pelo governo de Haia para fazer frente à austeridade que se atravessa atingiram de forma assombrosa a Casa Real que nesse ano recebeu menos 5 milhões de euros que em 2011. Assim o orçamento da Casa Real passou de 44,5 milhões de euros em 2011 para 39,5 em 2012. De igual forma, os salários reais sofreram cortes e o salário da Rainha passou para 828.000 euros, em vez dos 834.000 de 2011 e o Príncipe herdeiro recebeu 480.000 euros em vez de 492.000 de 2011 e 496.000 de 2010.
Tais cortes, levaram o primeiro-ministro a declarar que “a Casa Real holandesa já poupa o suficiente”, não sendo dessa forma forçoso “cortar mais o investimento”, para 2013.
Entretanto, em 2013, com a abdicação de Beatriz Guilhermina Armgard de Orange a Coroa Holandesa, passou para Guilherme-Alexandre, que passou a auferir o mesmo salário da mãe, enquanto que, Amélie, a nova Princesa de Orange, só terá direito à provisão que o pai auferia enquanto Príncipe, a partir dos 18 anos quando passar a ocupar o cargo, que é seu por inerência, no Conselho de Estado.

Na mesma linha no Reino da Bélgica, apesar do aumento anual legalmente fixado, o Rei Alberto II anunciou, no inicio de 2012, que renunciava ao incremento do orçamento da Casa Real para os anos vindouros de 2012 e 2013, decisão que resultou numa poupança de cerca de 600 mil euros/ano para o Tesouro belga.
Mais ainda: o governo da Bélgica vendeu por 5 milhões de euros alguns terrenos contíguos a um palacete propriedade da família real na província de Oostende e que faziam parte da herança que deveria ser recebida pelo Rei do anterior Rei Leopoldo II, seu irmão.
Com a Abdicação do Rei e a entronização do novo Soberano, Filipe, esses cortes mantêm-se.
Contabilizado tudo, a Monarquia belga custa 13,7 milhões de euros ao erário público do país, mas, mesmo assim, o novo Rei já ordenou que houvesse uma significativa redução de despesas da Casa Real, pelo que vai começar a ser feita uma indagação para verem onde pode ser cortada mais verba.

Na Noruega todas as despesas com a Monarquia, que não somente com a Família Real, totalizam 28 milhões de euros, mas, por exemplo, o Rei só aufere salário desde 1947, e a manutenção dos palácios foi bastante negligenciada pelo que só começou as ser realizada nos últimos anos, o que inflaciona o custo final anual das despesas da Coroa.
Tanto as Monarquias do Reino da Dinamarca e do Reino da Suécia têm cada uma o mesmo custo anual de 12 milhões de euros e no Luxemburgo a Família Grão-Ducal fica-se pelo custo de 8,7 milhões de euros anuais.

Lembre-se, novamente, que A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA VAI CUSTAR, EM 2013, AO ERÁRIO PÚBLICO NACIONAL 15.139.110 EUROS – até ver.

O Superavit da Monarquia Britânica e o Melhor Cartão-de-visita Possível

Na Monarquia Britânica, a mais famosa e imponente Monarquia do Mundo, em 2012 a verba da Rainha rondou os 42,5 milhões de euros, uma redução de 5%, face a 2011, que já tinha tido igual queda comparando com o período de 2010.
Para 2013, a provisão anual da Rainha Isabel II ia inicialmente ter um aumento de 5,8 milhões euros no seu orçamento anual, destinado a cobrir as despesas de cada um dos elementos da Família Real com funções formais e aspectos relacionados com eventos oficiais, como o caso das despesas de deslocação, cujos custos em ano de Jubileu de Diamante aumentaram exponencialmente, por obrigação de deslocação da Rainha e de diversos membros da Família Real em representação da Soberana aos vários territórios de que Sua Majestade é Chefe de Estado, e ainda com alojamento e segurança da Família Real, a conservação dos palácios – tirando os Palácios privados, como Sandringham e Clarence House – e os vencimentos dos trabalhadores e as custas das diferentes entidades associadas à Casa Real.
Todavia, com as medidas de contenção que a Rainha Isabel II decidiu tomar de sua livre e espontânea vontade, estima-se que as provisões da Casa Real inglesa não ultrapassarão os 46,5 milhões de euros, menos 1,8 milhões do que fora estimado inicialmente.
Assim, relativamente à Lista Civil – como se chama ao orçamento real – da Monarquia britânica, há um Superavit do Input em relação ao Output.
Num breve relance comparativo da Monarquia Inglesa, com Países da mesma dimensão internacional, a presidência da república francesa gasta 112 milhões de Euros por ano e a presidência norte-americana tem um orçamento de 1.400 milhões de euros.

Fazendo a síntese histórica do financiamento da Monarquia Inglesa, antes de 1760, o monarca britânico custeava todas as despesas oficiais com as receitas do seu património, compreendendo os lucros das Propriedades da Coroa. Todavia, o Rei Jorge III, anuiu em entregar essas receitas da Coroa em troca da Lista Civil, acordo que subsiste até aos dias de hoje. Desta forma, o Monarca continua dono e senhorio das Propriedades da Coroa, mas não pode vendê-las; os imóveis passam por sucessão de um Soberano para outro.
Nos nossos dias, os lucros obtidos com as Propriedades da Coroa excedem largamente a Lista Civil e as ajudas de custo da Rainha: no exercício financeiro de 2003-2004, as Propriedades da Coroa produziram mais de £ 170 milhões para o Tesouro, enquanto o financiamento parlamentar da Rainha foi inferior a 40 milhões de libras.
A Soberana é tal-qualmente dona do Ducado de Lancaster como propriedade privada herdada, e da mesma forma, como as Propriedades da Coroa, o Ducado é mantido em confiança, e não pode ser vendido. As receitas do Ducado de Lancaster são as únicas que não precisam ser devolvidas ao Tesouro, uma vez que fazem parte da Bolsa Privada, e são utilizadas para despesas não cobertas pela Lista Civil. O Ducado da Cornualha é um imóvel idêntico, mantido em confiança para fazer face às despesas do Príncipe de Gales, que, como é o filho mais velho da Monarca é o herdeiro presuntivo do Trono.
A Rainha de Inglaterra está ainda sujeita a impostos indirectos, como o IVA, e desde 1993 a Rainha Isabel II paga imposto sobre o rendimento singular (IRS), embora, a Lista Civil e as ajudas de custo sejam utilizadas unicamente para as despesas oficiais, elas não são levadas em conta no cálculo dos impostos.
A Colecção de Artes espalhadas pelos diversos palácios reais está estimada em £1 bilião; só que a Colecção Real não é propriedade particular dos Windsor, mas é administrada pela Royal Collection Trust, uma instituição de caridade, e em última instância pertence ao Estado Britânico.

Mas não é só por isso que a Monarquia resulta largamente lucrativa para a Nação Britânica. Além dos Monarcas e suas Famílias ficaram mais baratas para o Erário Público, outro aspecto, muito relevante, é que AS FAMÍLIAS REAIS, muito especialmente a Britânica, TRAZEM RETORNO FINANCEIRO aos seus Países.
De facto, a Rainha Isabel II do Reino Unido, os Príncipes William e Catherine, o Príncipe George de Cambridge e o Príncipe Harry são REALmente as pessoas mais famosas da Terra, título que, também, usam sem qualquer possível contestação.
Um momento muito relevante foi, sem dúvidas, o nascimento a 22 de Julho passado, do bebé real! O filho primogénito dos Duques de Cambridge teve, não só impacto na vida da Família Real, como também na economia do Reino Unido, uma vez que estimulou as receitas do turismo – com os hotéis de Londres a ficarem esgotados -, lembranças, indústria têxtil, e, festividades, o que originou um impacto na economia de mais de 303 milhões de euros. Mal fora anunciada a gravidez de Kate, “abrira a caça” a todo o tipo de memorabilia e artigos relacionados com a maternidade e com roupa de bebé, que se intensificou à medida que se aproximava a data do parto. Com o nascimento do Príncipe George, o povo saiu às ruas a festejar o nascimento, não só do filho dos seus adorados William e Kate, mas, também, do neto de Lady Diana Spencer, Princesa de Gales. E como os súbditos de Sua Majestade sabem festejar… a economia só ficou a ganhar.
Agora com o Baptizado, no próximo dia 23 de Outubro, já começou mais uma corrida aos “souvenirs”: entre cópias do traje que o Príncipe George vai usar na cerimónia, réplicas da bacia de prata, usada há décadas pela Família Windsor, que vai conter a Água Baptismal do Rio Jordão que baptizará o Principezinho, assim como a emissão de uma Moeda Comemorativa cunhada em prata ou ouro e que entre os diversos metais, pesos e medidas tem um preço que oscila entre 15 e os 60.000 euros.
Além disso, as visitas do público ao Palácio de Buckingham geram anualmente, com o pagamento das entradas e a venda de merchandising, uma receita de mais de 50 milhões de libras. Também, acontecimentos, como o Trooping The Color, a Abertura do Ano Parlamentar e os Casamentos Reais, originaram enormes receitas entre recordações e turismo. Assim nestes 3 últimos anos de Casamento de William e Kate, Jubileu da Rainha Isabel II e Nascimento e Baptizado Real, estima-se que a Família Real Inglesa dê um retorno financeiro de mais de 6 mil milhões de euros ao Reino Unido. E para o exercício financeiro de 2014 já está previsto mais um acontecimento mediático que vai “encher os cofres” da economia britânica: o casamento real do Príncipe Harry com Cressida Bonas, a jovem aristocrata de 24 anos que derreteu o coração do filho mais novo de Carlos e Diana.
A popularidade da Família Real Britânica é um facto e o melhor cartão-de-visita possível o que, também, deve ser levado em conta depois de ser divulgado que Londres é a 2.ª cidade mais visitada do Mundo e que as receitas do turismo britânico atingiram um máximo histórico de 115 mil milhões de euros. Os turistas quando vão a Londres têm sempre a esperança, ainda que remota, de vislumbrar um membro da Família Real, e elegem como locais de eleição para visitar: os Palácios de Buckingham, St. James, Kensington, Clarence House, a Torre de Londres (habitação dos reis medievais ingleses), e o Castelo de Windsor a poucos quilómetros; por isso a cidade não seria a mesma, nem teria a mesma atracção, sem essa “iconografia real”.
A importância de um símbolo é deveras evidente; basta, por exemplo, pronunciar a expressão “A Rainha” e ninguém terá dúvidas que se refere a Isabel II.
Que república ou republicano pode presumir-se ter uma tal influência social e económica? Nenhum. Por isso, CONTRA FACTOS MONÁRQUICOS, não há argumentos republicanos!

Bibliografia:

. Jornal “El Mundo”
. Jornal “The Guardian”
. Euronews
. Reportagem TVI
. Orçamento Geral do Estado 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014

* Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica


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Sem Dúvidas… MONÁRQUICOS!

1379766_220460151455532_671512440_nSe há algo que os Monárquicos não têm, é dúvidas da sua opção por esse sistema de governo. Todos os partidários da Monarquia estão esclarecidos e sabem que a Monarquia é o modelo de regime para a governação de um País, e, desta forma a melhor solução para o nosso. A Coroa visará a consecução do interesse público e não do interesse individual do Chefe de Estado, não estando o Monarca confinado a ser um árbitro parcial, por consequência do alinhamento político. Uma vez que o Rei não tem amarras, também, o Povo não estará submetido: “Nós somos livres, nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram” – o famoso “Grito de Almacave” que foi pronunciado pela grei representada nas Cortes de Lamego, que assinalaram a Fundação de Portugal e que é apregoado desde a Restauração de 1640, simbolicamente, como o brado da independência portuguesa. É essa maneira de estar “livre” que o Monárquico toma como sua divisa que mais nenhum partidário possui, bem diferente de um republicano que está sujeito a um Estado que comanda pela condescendência para com o seu Povo, com paternalismo que esse sim, julga os cidadãos como súbditos, menores que não podem discernir o que lhes é deveras vantajoso ou nocivo, obrigando-os a portar-se de forma resignada, a fim de aguardarem tão-somente da governação um julgamento de simplesmente como devem ser felizes e na medida da bondade que ele o queira. Ora, os Monárquicos sabem que, como escreveu Emanuel Kant: “A cada um tem de ser permitido buscar a Felicidade pela via que lhe parece boa, contanto que não cause dano à liberdade dos outros aspirarem a um fim semelhante”; e por isso têm a consciência liberta de qualquer dúvida sobre o que pretendem, optem por que forma de Monarquia for – nós defendemos uma Monarquia Constitucional -, mas que sempre arreigadamente defendem. Em consequência dessa emancipação, somos verdadeiramente independentes, por isso, somos, sem dúvidas… Monárquicos!


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Comentário a um debate “Monarquia ou República?” no Facebook

Há poucos dias, tive uma troca de argumentos bastante interessante com uma cidadã portuguesa, num grupo da rede social Facebook, na sequência da partilha de uma publicação do presente blogue.

Para garantir o anonimato na partilha de alguns desses argumentos, vou simplesmente quando estiver a citar essa mesma cidadã, não direi o nome, colocando apenas “anónima”.

1. Anónima: “Na vossa Monarquia já há um Rei pré-determinado ou o povo é que o elege de entre cidadãos comuns?”

                  R: “A Monarquia garante a Democracia e a Liberdade, como é evidente. O Herdeiro do Trono é preparado para o ofício de reinar, desde criança até um dia assumir a Chefia do Estado. Devemos entender o seguinte: Portugal merece e o nosso futuro merece alguém que verdadeiramente esteja preparado ou alguém que simplesmente tenha a ambição de lá chegar? Ter ambição significa estar preparado para a grande responsabilidade? Na Monarquia Democrática, há limites ao poder. Os eleitos, vão para o Parlamento ou para as Câmaras Municipais, formam governos, executivos de Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia. Mas o Rei não pode ser escolhido, porque a sua função é de unir e não de dividir. Que privilégio nós, os Portugueses, um Povo que já existe há mais de 900 anos, de termos um Herdeiro do Trono entre nós, que nas suas veias corre o Sangue de Dom Afonso Henriques, de D. Nuno Álvares Pereira chamado popularmente na época de Santo Condestável – entretanto já confirmado pela Igreja, é certo, entre outras grandes personalidades que marcaram a nossa História. Eu sei, vai pensar que estou aqui a ser um saudosista. Mas repare, a Espanha tem uma Monarquia que aliás restaurou a Democracia. Os Países onde há maior prosperidade, felicidade e sucesso dos povos são Monarquias, como a Holanda, a Noruega, a Suécia, etc. A República já está provado e basta vermos as notícias todos os dias, funciona mal, a justiça funciona mal, a classe política – salvo raras excepções – não dá o exemplo. Mas queremos gente séria à frente do nosso País ou queremos continuar nesta lenga-lenga da impunidade de quem prejudica e prejudicou gravemente as nossas vidas nos últimso anos? Sabe, eu conheço muito bem Dom Duarte de Bragança, o Herdeiro do Trono de Portugal, e posso lhe dizer isto a si e a outros membros deste grupo: Dom Duarte ama Portugal do fundo do coração, é uma pessoa séria e honesta, e sobretudo nunca nos deixou ficar mal. Acho e digo com toda a franqueza: dar-lhe a nossa confiança. Ele não será Rei absoluto. Provavelmente até poderá vir a ter poucos poderes enquanto Rei, porque a Democracia assim o exige, mas da Chefia do Estado, ele será o nosso maior aliado, aquele que vai com autoridade exigiri dos políticos mais seriedade e melhor serviço público. Podem ou não acreditar, mas é o que eu penso, como Português que me orgulho de ser, e como Monárquico a favor de uma melhor Democracia, porque acho que merecemos respeito.”

2. Anónima: “Afinal respondeu logo na primeira frase:”A Monarquia garante a Democracia e a Liberdade, como é evidente. O Herdeiro do Trono é preparado para o ofício de reinar, desde criança até um dia assumir a Chefia do Estado”Ou seja, não, o Rei não é eleito pelo povo,o poder é herdado. Logo, é falso quando diz que a Monarquia garante a Democracia. Era o que bem me parecia E está tudo dito.”

                  R: “A Monarquia é democrática se tiver legitimidade democrática. Por outras palavras, só um Referendo que dê vitória à Monarquia, lhe dará legitimidade democrática e por isso também dará legitimidade democrática à Dinastia Histórica. De resto a Democracia existe com eleições periódicas.”

3. Anónima: “Ahhhhh aí concordo. Mas nessa altura até uma Ditadura pode ter legitimidade democrática O povo é quem mais ordena mesmo que ordene que bata nele”

                  R: “A falar de Ditaduras, tivemos uma durante 48 anos e foi sob um regime republicano. O Chefe de Estado no Estado Novo era Presidente da República. A I República também durou 16 anos e foi um período em que houve perseguição violenta contra todos aqueles que eram contra o Governo. E na actual III República acredita mesmo que é o povo quem mais ordena? Sinceramente acho que é cada vez mais a partidocracia que domina cada vez mais os orgãos de soberania. É por isso que é fundamental um Rei para conter a ganância cega pelo poder”

4. Anónima: “Eu como democrata que sou concordo que se fizesse um referendum e que fosse o povo a escolher: se escolhesse m… é porque era da m… que ele gosta. E os gostos não se discutem”

                   R: “Curiosamente a única Constituição republicana que foi a votos foi a da Diatura do Estado Novo………….. pelo que, quanto a m…, estamos conversados. Já agora quero aqui dizer que houve muitio monárquico que lutou contra Salazar e a Ditadura Dom Duarte apoiou o Movimento das Forças Armadas.”

5. Anónima: “Eu não digo que os monárquicos sejam maus, até podem ser os melhores do mundo. Agora o que não cabe na cabeça de ninguém é o poder ser herdado. Isso é totalmente contrário ao princípio da igualdade. Numa democracia qualquer cidadão deve poder ser eleito. Se os herdeiros querem ser eleitos que se candidatem como outro cidadão qualquer”

                    R: “Na Monarquia Portuguesa é tradição os Reis serem aclamados pelos representantes do Reino. Não se trata de uma lógica de “Rei morto, Rei posto”, isso é noutras monarquias, não na nossa. A Monarquia Portuguesa é uma Monarquia electiva, com um Rei natural, não um Rei estrangeiro. Por outro lado, a nossa Monarquia tinha algo que não me recordo de ver noutras Monarquias: havendo um Rei incapaz, este é removido do poder pelos representantes do Reino. Foi assim com Dom Sancho II, com Dom Afonso VI também. A Aclamação do Rei é o reconhecimento dos Representantes do Povo, eleitos para as Cortes (Parlamento), da Legitimidade Histórica da Dinastia. Por outro lado, por exemplo, quando foram as Cortes de Coimbra de 1385, havia vários Pretendentes ao Trono, e a maioria eram filhos legítimos. Curiosamente, saíu eleito o Mestre de Avis Dom João, filho bastardo do Rei Dom Pedro I, pelo seu vasto apoio popular numa situação em que estava em jogo a Independência de Portugal, e por isso, foi aclamado Rei como Dom João I iniciando uma fantástica Dinastia que foi a Dinastia de Avis que nos deixou uma Herança fabulosa: A Lusofonia De resto, em mais nenhum orgão de soberania, o poder é herdado. A defesa da Monarquia não é hoje um regresso ao feudalismo ou às Monarquia Absoluta. Defendemos um Estado de Direito Democrático. Mas entendemos também que tem que haver um equilibrio entre Direitos e Deveres. Entendemos que a Monarquia é a antítese da ganância pelo poder, que prejudica o País e a nossa História do século XX assim o demonstrou.”

6. Anónima: “Nós já temos um Rei e uma Rainha , que é o Cavaco e a Dona Maria, e como viu não servem para nada, só servem para nos fazer gastar mais dinheiro. E também já temos o Clero e a Nobreza qua são os Deputados, o Governo e todos os boys. E nós somos a plebe. Portanto, como vê, não funciona Temos de mudar o sistema para uma democracia verdadeira.”

                   R: “estou a ser sério e a fazer até um esforço intelectual para lhe explicar bem as coisas. Acredite também no que lhe digo: a República sai-nos muito caro. A Monarquia Espanhola, mesmo aqui ao lado, custa 8 vezes menos que a República Portuguesa. http://www.youtube.com/watch?v=34hdr-0zdK8 – tire as suas conclusões. A Monarquia funciona. A República prejudica e muito o povo. Se quer o bem da república, tenha um Rei que sabe dar o exemplo para o bem público de todos – a coisa pública, a res publica, a república, o bem comum de todos, em plena e saudável Democracia verdadeira”

7. Anónima: “Entendemos que a Monarquia é a antítese da ganância pelo poder, que prejudica o País e a nossa História do século XX assim o demonstrou.”Ó Senhor, a ganância não tem nada a ver com o tipo de regime, isso tem a ver com os Homens. Uns são gananciosos, outros não. O problema é que só se candidatam os gananciosos, e podia muito bem acontecer que o Rei fosse ganancioso também, ou se tornasse ganancioso.”

                       ” “David Garcia Meu caro, estou a ser sério e a fazer até um esforço intelectual para lhe explicar bem as coisas”Eu estava a ser séria, mas então eu vou ser mais séria ainda: eu não aclamo nem Reis nem ninguém. É melhor ir fazer esse esforço intelectual com os ignorantes que aclamam futebóis e vedetas de cinema, o Big Brother e Realities shows. E nem precisa de fazer esforço.”

                   R: “Não concordo consigo. É tudo uma questão de educação de base. Se esta for no sentido de serviço para bem de todos, certamente que o Rei não seria nenhum ganancioso, quanto muito poderá ter a legitmida ambição de dar o seu melhor para bem do seu povo. A ganância é muitas vezes fruto da corrupção e do mau exemplo. Não me posso deixar disso, sabe porquê? Porque acredito nestes valores, porque sei que funciona. Não tenho ambição de ser candidato a presidente da república, nem quero saber da eleição presidencial para nada. Porque a Presidência da República não representa a essência, a legitimidade histórica, de Portugal como um todo, e estou a falar da Identidade Nacional. Por muito respeito que tenha pelas pessoas que lá tenham passado e que lá estão, não me revejo nelas. Mas pronto, olhe, gostei muito desta troca de argumentos. Uma coisa estamos de acordo: somos democratas e queremos o melhor para Portugal.”

8. Anónima: “Também foi um prazer, e como bem disse, o problema é uma questão de educação de base. Eu fui educada para ser livre e não ter de aclamar ninguém pois trato todos por igual, e você foi educado para outras coisas”

                  R: “Tive uma educação de cidadão livre e democrata”

9. Anónima: “Não disse o contrário, mas você parece dar importância a aclamações e tradições e essas cenas de reis e cerimónias, que a mim faz-me muita confusão porque é uma palhaçada e um absurdo. E note que não é só nas Monarquias que isso existe, existe na nossa sociedade em todo o lado. Sequelas da Monarquia, da vassalagem, os ritos ainda estão visíveis em muita coisa.”

                   R: “Quando os sistemas funcionam bem, e os povos se sentem bem servidos, acredite que vale a pena todos esses cerimoniais, tradições, etc. Um povo sem memória é um povo sem futuro. A preservação da memória colectiva de um povo, é um dever de todos nós. Faz parte da nossa identidade. A cara (Anónima) pode achar uma palhaçada, etc, etc, bom… é uma opção sua, cada um tem as suas opiniões neste ponto não lhe posso valer de muito, mas tenho pena que pense assim. Devia ter visto, para finalizar, agora há dias, aquando do Jubileu do Rei da Suécia; foi o próprio Rei que convidou os populares presentes e posso lhe garantir que estavam junto do Palácio aos milhares, para se juntarem à festa no páteo do Palácio Real, onde aliás o Rei dançou e se festejou um evento histórico. A Suécia é um país cuja governação é um exemplo a seguir de longe em muitos aspectos – é um país que nem déficit das contas públicas tem. Eles não sabem o que é isso. E certamente viu como o nosso Presidente da República foi recebido pelo Rei – com pompa e cerimonial digna da recepção de um Chefe de Estado de um País amigo. Mas isto são já protocolos, códigos de conduta, etc”

Comentário: Foi um debate muito interessante e que pautou-se em primeiro lugar pelo respeito democrático e boa elevação. Contudo, há um grande problema para os republicanos: facto de a Sucessão Dinástica existir, para eles é o fim da igualdade. Os republicanos em abono da verdade, é preciso de uma vez por todas dizê-lo, são incapazes de consultarem as Constituições Monárquicas Europeias. Pois se o fizessem, aperceberiam-se logo de duas coisas: Que a Lei é igual para todos e que todos os Cidadãos, digo bem, Cidadãos, são todos abrangidos nos seus direitos, liberdades e garantias. Por outro lado, afirmam que a Sucessão Dinástica acaba por ser injusta, porque impede qualquer Cidadão de poder chegar ao topo da hierarquia do Estado. Esquecem-se de dizer que só chega à Presidência da República o Cidadão que tiver uma máquina partidária atrás de si, um conjunto de despotas que circunscrevem as eleições presidenciais aos candidatos apoiados pelos partidos políticos, deixando de lado os outros candidatos que conseguiram juntar as assinaturas necessárias para a formalização das suas candidaturas, mas que não têm a mesma igualdade de oportunidade! De facto, é esta a ética republicana…

Pelo que a tão famigerada igualdade de oportunidades acaba também por não existir nesta república que se considera incontestável, impedindo os Cidadãos Livres de se poderem pronunciar sobre a forma de governo democrático que pretendem, acabando também por tratar os cidadãos monárquicos como se fossem de uma espécie de segunda categoria, demonstra outro bom exemplo da tal ética republicana…

Quem ouvir falar um bom republicano laico (não vou dizer socialista, pois também há monárquicos apoiantes desta ideologia, por muito incrível que para os republicanos possa parecer), vai acreditar que só em República somos todos iguais, só em República temos os mesmos direitos, e só em República temos as mesmas oportunidades. Que mentira descarada! A República não é sinónima de Democracia. A República não é sinónima de igualdade. Quanto muito todos os Cidadãos podem aspirar a servir bem a respublica, e para isso, nada nos impede de vivermos em Democracia, com uma Monarquia Parlamentar.

De facto, existe ainda muita ignorância, é preciso continuarmos a apostar na divulgação do Ideal Monárquico a larga escala, seja na Net, seja na Sociedade. Temos que combater a censura descarada que a República nos tem feito, pois a Lei é igual para todos, pois nós monárquicos também somos contribuintes e exigimos o respeito que é devido a qualquer Cidadão Português, em República, pois certamente na Monarquia todos os Portugueses serão tratados com a dignidade que é devida a um verdadeiro Estado de Direito Democrático!


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870 anos de Fidelidade à Pátria

A 5 de Outubro de 1143, através do Tratado assinado na cidade de Zamora, na presença do Cardeal Guido de Vico, o Rei Afonso VII de Leão e Castela, “Imperador das Hispanias” reconhecia seu primo, Dom Afonso Henriques, como Rei de Portugal, soberano independente. A partir deste dia, iniciou-se oficialmente a História de um Reino de Portugal livre, independente e soberano da sua vontade e destino.

Geração após geração, Reis após Reis, crises, prosperidade, aventuras, conquistas, glórias e tristeza, marcariam a História de Portugal, sempre com algo que ficou imortal até hoje: a Fidelidade!

Se acreditassemos na demagogia republicana de que o povo quis a república, esta demonstrou por 3 vezes, 3 dolorosas vezes, que em nome da Fidelidade que temos a Portugal, temos que recuperar o Trono e a Dinastia Histórica.

Trata-se de um respeito que devemos a todas as gerações que nos antecederam, que se sacrificaram para que chegássemos ao século XXI, livres, independentes e soberanos.

Em nome da Fidelidade às nossas raízes, à nossa Identidade, mas também se queremos muito mais para Portugal do que assistimos actualmente, precisamos urgentemente de uma Monarquia Parlamentar e Democrática.

Hoje, eu não verto lágrimas pela Pátria, pois o Reino existe no ADN dos Portugueses. Hoje rejubilo por mais um aniversário do meu querido País.

Portugal não morreu, está a ser muito mal tratado. Pelo que, em nome da Fidelidade que temos a Portugal, aclamemos o nosso Rei, O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Herdeiro dos nossos maiores, descendente directo d’El-Rei Dom Afonso Henriques!

 


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MONARQUIA, ACÇÃO!

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Autor: Miguel Villas Boas

«(…) É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (…) A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos (…)», retratou Fernando Pessoa a I.ª República.
Reparou ainda, Antero de Quental, que “De uma tal República só há-se sair a anarquia e a fome”.
Neste pequeno verde e rubro jardim à beira-mar implantado existe um enorme manicómio republicano repleto de Napoleões e Cleópatras que perambulam, peripatéticos, dando-se ares de importância que manifestamente não possuem. Enfatuam uma pose institucional e calcorreiam periclitantes, um mais ombreado que outro por energúmenos de pistolita, verdugos do cidadão comum, mas complacentes com os grandes corsários seus amigos.
Como puderam os republicanos, em tão pouco tempo – vai fazer apenas 103 anos –, repudiar a história de uma Nação quase milenar – o Reino de Portugal e dos Algarves existiu de 1139 a 1910, tendo 771 anos de duração -?!
Portugal só foi grande em Monarquia e na república ficou reduzido, por defeito de regime, a um simples protectorado. O decorrer dos anos só tem acentuado as contradições do regime.
Os partidos republicanos com o seu clubismo e caciquismo mergulharam as instituições do Estado numa agonia profunda; assinaram os contratos da nossa desgraça; e a todo custo, enclausurados numa redoma de privilégios, tentam manter o status quo e mascarar a má qualidade do produto que “vendem” em tempos de eleições. Manifestamente responsáveis pela situação do País, nunca estiveram à altura das enormes responsabilidades que assumiram sem qualquer preparação.
Não é preciso fazer um grande exercício de imaginação para interpretar os factos e corroborar as próprias conclusões, basta fazer uma leitura racional da história.
Presciente, pareceu prenunciar, o príncipe das Letras, Eça de Queiroz que escreveu: “Estamos perdidos há muito tempo… O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.”
De facto em política deixou de haver – se alguma vez o houve em tempos republicanos – sentido de missão. Há uma desqualificação da classe política. O regime coloca os seus próprios algozes e seus apaniguados; não ocupam os lugares de responsabilidade por mérito, antes sim, se instalam. O “tu dás, eu recebo!”, não pode continuar. Tiram tudo para eles enquanto subministram o cidadão comum.
Não há mais hipótese de actuar dentro do corrente sistema! Não é possível navegar nas mesmas águas! Não faltam culpados, mas sobram inocentes: o Povo.
Não tem graça, pois é trágico-cómico, mas esses políticos continuam a ver Hipogrifos, Fadas e Unicórnios onde todos os outros vêem, inquietados, o tormento da Nação, pois são os factos que contradizem os primeiros; mas quanto mais negam, mais sabemos que é verdade. Os políticos do regímen já há muito perderam o comboio da realidade. Por isso, actual é, também, a análise, mais uma vez, expressa por Eça de Queiroz, in Novos Factores da Política Portuguesa, Revista de Portugal, Abril 1890: “E sem desejar ser descortês para com personalidades somos forçados a constatar que os actuais chefes republicanos, como tais, como chefes, fazem sorrir toda a parte séria da nação.”
De facto, continuam a julgar-se pessoas de excepção, como se fosse nossa obrigação leva-los em ombros – essa honra apenas concedida aos escassos heróis, reis-conquistadores e Césares que a história da humanidade produziu. Mantê-los, pois, faz tanto sentido como um ciclista de cartola!
Para haver verdadeira Democracia tem que haver consentimento esclarecido e representatividade.
Onde está a Democracia, se nos negam o direito à escolha: nunca foi dado aos Portugueses a liberdade de escolher sobre que sistema de governo pretendem – república ou Monarquia -, pois o regime foi imposto revolucionariamente, e, a Constituição da república portuguesa, ao consagrar na alínea b) do Artigo 288.º que “as leis de revisão constitucional terão de respeitar a forma republicana de governo”, impede com esta Cláusula Pétrea um referendo nacional sobre esta matéria. Contudo, apesar do limite material, nada impede que formalmente haja uma revisão constitucional, tudo depende do bel-prazer de 2/3 dos deputados eleitos e em efectividade de funções.
Está na hora dos Monárquicos serem chamados a jogo!
Não escrevemos para desfazer, porque desfeito já o regime está. É preciso polarizar as críticas.
E porquê?
Não procuramos nos Astros a resposta aos problemas do País. Não pudemos ver ângulos em círculos viciosos. Deixamos isso para os políticos republicanos! Basta de um regime de Imperium paternale, que vê os cidadãos como crianças menores que não podem discernir o que lhes é realmente vantajoso ou nocivo, submetendo-os a comportar-se de modo paciente, aguardando da classe dirigente um alvitre sobre a melhor maneira de que devem ser felizes, e no grau que essa classe o queira.
Isto posto, cumpre esclarecer a nossa posição: não preconizamos o regresso de punhos de renda, de librés e de cabeleiras ou perucas similares, nem a instituição obrigatória dos bigodes com as guias retorcidas, nem o regime da Monarquia Portuguesa anterior a D. João I.
Todavia, não somos “Ronins” (Samurais sem Mestre), temos um Rei a Ser.
Que regresse a Monarquia com a estrutura e natureza das europeias: todos iguais e à cabeça um Rei com o Poder Moderador para orientar o País.

O que pretendemos? A MONARQUIA! Então: ACÇÃO!


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O Reino de Portugal não morreu…

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… O Reino de Portugal, criado pelos nossos antepassados, nunca morrerá se todos os dias acreditarmos que a mensagem que nos transmitiu a 5 de Outubro de 1910, foi para darmos valor ao que somos. Pelo que todos os dias temos que acreditar que o pesadelo republicano vai acabar e que recuperaremos o rumo iniciado por Dom Afonso Henriques, nosso primeiro Rei, a 5 de Outubro de 1143!

 


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MONARQUIA PARA PORTUGAL!

1379997_217931478375066_151348687_nSomos Monárquicos, convictos! Não temos medo de o afirmar! Não temos medo de ser Monárquicos! E se temos muito que dizer não vamos ficar calados!

“Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados!”, motejou, o sempre contemporâneo e fiel monárquico, Eça de Queiroz.

Responsabilidade, também, é dizer o que se pensa, e dizer o que se pensa não é um exagero de personalidade, nem uma simples defesa de propaganda. Numa democracia a neutralidade é perigosa, pois esvazia a acção cívica, e sem diferenciação, com todos em uníssono a cantar a mesma melodia, as liberdades começam a sumir-se lentamente e a própria democracia a esmorecer.

“Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”, lembrou Bertold Brecht.

Fernando Pessoa, monárquico afamado, durante a I.ª república, exortava os portugueses e lembrava: “Ora o dever de todo o homem que representa qualquer coisa em Portugal, hoje, é o de, afastado de toda a malandragem que faz política, prestar o seu auxílio, pequeno que seja, a essa criação de Portugal.”

É um exercício de cidadania, uma obrigação mesmo, apontar responsáveis pela situação caótica do País e mesmo apurar-lhes as responsabilidades! Há que derrubar o velho hábito de assistir passivamente ao correr da história mal contada – sim, porque houve um processo de revisão histórica levado a cabo pela doutrina republicana. Mas, a Mudança já começou! Portugal é um País quase milenar talhado a golpes de espada e heroicidade, com uma história pela qual o passar do tempo republicano não teve qualquer consideração. O sistema republicano de governo já não está a rebentar pelas costuras, está literalmente exposto em toda a sua miserabilidade e o Povo já percebeu isso! O que queremos? A MONARQUIA PARA PORTUGAL!


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Legitimidade Democrática vs Ganância pelo Poder

Há uns dias atrás, no Facebook, num grupo de discussão, tive um aceso debate com um republicano. Numa das minhas intervenções, deixei as seguintes ideias:

Sobre a Legitimidade Democrática da Monarquia, ser uma Tradição

Todos os Reis de Portugal tinham, por assim dizer depedendo da época, é claro, uma legitimidade democrática, pois eram aclamados pelos representantes do Reino em Cortes. A Sucessão Dinástica era confirmada pelos representantes do Reino e não era imposta. Dom Afonso Henriques não tomou o poder pela força das armas sobre o povo portucalense, foi aclamado pelos seus soldados e populares que participaram com ele em vários combates que levaram à nossa Independência e Liberdade. O mesmo processo foi com Dom João I e com Dom João IV confirmado tal mesmo procedimento nos respectivos sucessores.

A ganância republicana pelo poder, ao querer dominar, através da partidocracia, o máximo de orgãos de soberania

A ganância pela Chefia do Estado Monárquico da parte de menos informados, constitui uma nota importante a ter em consideração:, trata-se, pois, um péssimo serviço ao país que nos tem custado muito caro desde o 5 de Outubro de 1910!

Uma Monarquia Constitucional, Parlamentar e Democrática daria muito maior prestígio a Portugal, garantindo um verdadeiro Estado de Direito Democrático, com alguém verdadeiramente competente e sério e com enorme espírito unificador da sociedade para nos guiar, para além da competição político-partidária que obviamente continuaria mas noutros moldes, com um Parlamentarismo em que os deputados incompetentes ou corruptos fossem julgados ou perdessem os seus mandatos, assim como os representantes locais. Uma Democracia a sério. Um serviço público a sério. Que nada tem a ver com esta república já mais do que morta, sem rumo e a levar-nos ao caos social.

Posteriormente dei sugestões de leitura

 Biografia de Dom Duarte “Dom Duarte e a Democracia” da autoria de Mendo Henriques, Editora Bertrand.”O Plano C” editado pelo Instituto da Democracia Portuguesa.

Dom Duarte de Bragança tem-se dedicado a inúmeras causas sem fins lucrativos, ao longo da sua vida, pelo que a ideia de que algumas pessoas têm de que nunca fez nada na vida e que vive à conta do erário público é totalmente falsa, errada, e até chega a ser insultuosa!

Antes de se tirem conclusões precipitadas e sem nexo algum, aconselham-se as pessoas a informarem-se e só depois, retirarem as devidas conclusões.

Ser republicano hoje em dia é exigir um bom serviço público aos políticos e isso tanto faz viver-se em Monarquia ou República. Pessoalmente sou a favor da Monarquia. Não preciso de aspirar a Chefe de Estado, nem me interessa votar para um. Prefiro ter alguém que represente muito mais do que números de uma eleição que divide muito mais do que une os Portugueses.