Monarquia, Cidadania, Democracia

A Monarquia Democrática, numa perspectiva Real

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A TV Monarquia Portuguesa fechou com “chave de ouro”, o ano de 2013, entrevistando Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Herdeiro do Trono de Portugal. Nesta entrevista abordaram-se diversos assuntos, mas aquele que verdadeiramente me preocupa, é a questão da defesa da Monarquia numa perspectiva actual, contemporânea e já agora realista.

Não vou citar nenhuma intervenção em particular do Senhor Dom Duarte, nesta entrevista, mas vou apenas recordar o que estamos aqui a fazer, no quadro da Militância Monárquica.

Em primeiro lugar, há diversos documentos, pelo que não é nenhuma invenção minha, que O Chefe da Casa Real Portuguesa, só aceita ser Rei se os Portugueses assim o quiserem, e para tal terão que ter o direito a exprimir a sua opinião num referendo, que actualmente a república proíbe!

Em segundo lugar, também encontra-se facilmente em diversos documentos, que O Chefe da Casa Real Portuguesa, só será Rei, num regime Democrático, tal como existe noutros países, nossos parceiros europeus e aliados.

É claro que, cada pessoa tem o direito à opinião. Vivemos em Democracia, eu próprio sou um democrata e era o que faltava não admitir opiniões contrárias. Mas aqui é preciso saber separar as águas. Uma coisa é a opinião individual das pessoas. Outra coisa é a mensagem que se quer transmitir, enquanto movimento político, como um todo, ao País!

Não entendo o Movimento Monárquico como um passatempo, onde se pode brincar aos regimes, porque é “giro”. Eu entendo o Movimento Monárquico como uma missão; e como qualquer missão, há que ter seriedade e elevado sentido de responsabilidade.

O passado já não volta, mas temos que aprender a honrar a sua memória, o deixando exactamente onde ele ficou, para que no presente possamos preparar com responsabilidade o futuro.

Se queremos verdadeiramente apresentar uma alternativa de regime aos Portugueses, devemos começar por garantir e divulgar que o único regime Monárquico que defendemos é Democrático onde todos têm lugar, não importam as suas diferenças. O Rei não é mais Rei de uns do que de outros. O Rei é mesmo de todos!

O Rei é o mais alto magistrado da Nação, é uma figura apolítica, transmite a sua total isenção e equidistância da política, não tem poderes políticos, mas tem um Dever fundamental que passa pela garantia dos valores permanentes da Pátria, assim como da Constituição, que consagra o nosso modelo de sociedade democrática e livre.

Numa perspectiva Real, o Rei se diz que só aceita ser Rei numa Democracia, e que só aceita ser Rei se os Portugueses assim o entenderem, quem somos nós, para contrariá-lo?

Viva o Rei!

Viva Portugal!

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