Monarquia, Cidadania, Democracia

Um Rei Para O Povo

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Dom Carlos I de Portugal visita o Porto

Dom Carlos I de Portugal visita o Porto

Às centenas, portugueses de todas as condições, pejavam as ruas para ver o préstito real, sempre com o propósito de espreitar no momento exacto de passagem do Rei e o aclamarem. E quando o Rei Dom Carlos I passou ao som do hino executado pela banda marcial, o Povo de todos os quadrantes exultou e soltou o harmonioso e sentido, ‘Viv’ó Rei!’. De mil diferentes modos – conquanto cada um tem o seu – os populares ébrios de júbilo desfaziam-se em manifestações espontâneas de alegria e bem-querer por aquele que pela honestidade do seu carácter e moderação dos seus princípios era Rei de Portugal, mas sobretudo Rei dos Portugueses. Era mais do que fidelidade aquilo que sentiam, era aquele afecto indizível que o Povo sempre – ou quase – sentiu pelos seus Reis, reconhecimento penhorado pela arte dos príncipes em reger os Povos, governar o leme da Nau do Estado e chefiar os administradores da res publica.

De facto, só a Monarquia é a poetisa da harmonia, e é esta a única rima que menos exige do poeta, porque sai natural.

“O rei reside em segredo

No governar da Nação,

Que é um realismo com medo

Chama-se nação ao Rei

E tudo isto é Rei-Nação.”

– Fernando Pessoa, 1935

Pouco evoluía a caravana, pois enorme era a febricitante multidão que queria ver o Rei… Grande Senhor! Mas quem sai aos Seus Maiores Antepassados vê-se invejado!

Com uma instrução geral que o não deixava encontrar hóspede em qualquer assunto de conversação; conhecedor e possuidor de línguas, especialmente do francês e do inglês, por forma que delas se servia como de sua própria; dado ao gosto e cultura das Belas-Artes, em uma das quais, a Pintura, foi distintíssimo; habituado nos sports e, como atirador, excepcionalmente forte – reunia a tudo isso ser o homem mais bem-criado do seu País, dotado de um humor sempre igual, sem descair nunca na vulgaridade, nem deixar perceber de si, em qualquer circunstância, sinal de contrariedade, despeito ou irritação.”, escreveu João Franco Castello-Branco, in ‘Cartas D’El-Rei Dom Carlos I a João Franco Castello-Branco’, Seu Último Presidente do Conselho, Lisboa, 1924.

Se a uns os criticam pelos defeitos, outros são apontados por causa das suas qualidades que provocam a inveja dos tagarelas pífios; era o caso do Rei Dom Carlos, cujo reinado foi à altura desfigurado pelas ambições políticas republicanas, mas que cabe a nós, cronistas, o dever e o direito de apontar o disparate da mentira e da má-fé, e, fazer justiça Àquele que foi um dos maiores Reis da Sua Dinastia.

Era essa a Realidade do Rei Dom Carlos I de Portugal: popular, polido, enormemente ilustrado, mas… Um Rei Para o Povo!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

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