Monarquia, Cidadania, Democracia


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A Monarquia É Popular E Natural

Rei Dom Manuel II e Rainha Dona Amélia na varanda do Palácio Carrancas no Porto recebendo calorosa saudação do Povo

Rei Dom Manuel II e Rainha Dona Amélia na varanda do Palácio Carrancas no Porto recebendo calorosa saudação do Povo

Na sua génese, sensivelmente, todas as sociedades principiaram por se organizar em estruturas políticas monárquicas. Talvez por isso, por um princípio de direito natural, na iconografia popular não há lugar à terminologia republicana, pois há sempre uma princesa a ser resgatada por um príncipe de um qualquer destino trágico, tal como só faz sentido haver um Rei do Rock, um Rei da Pop, Princesas da Pop e o Prince, claro.

Existe de facto um misticismo de alta condição em torno da Figura Real!

O olhar fito do Rei a si conduz

Os olhares fitados e vizinhos

O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,

O som da sua voz tudo transmuda.

E a sua viva Majestade esplende.

– Fernando Pessoa, 31/07/1935

Seria estranho escutar a expressão o “Presidente/a da Pop”, porque só um Rei dá ânimo e estimula a auto-estima da Comunidade, pois um Rei é um grande motivo de orgulho para o Seu Povo, que sabe ter na Figura Real a encarnação da história da Nação e da gesta de um Povo. É algo natural atribuir a alguém que se destaca desmedidamente numa determinada área artística um título “real”, porque no âmago todos somos monárquicos. Não haveria nexo em outorgar a uma figura desta envergadura outro rótulo que não fosse de tal grandeza.

Há uma relação imediata entre um Rei e os cidadãos do seu país, que hoje não são vassalos e nem sequer já súbditos. Estes cidadãos de pleno direito vêem no Rei a referência e, também, a última, e por vezes derradeira instituição, que sentirá as suas necessidades e, porque não raras vezes os interesses mais arbitrários do Estado tomam a forma e a cor do direito para se imporem, o defenderá perante a possível prepotência dos políticos, pois façamos um prolongamento lógico: esta transformação do Estado pode em última instância conduzir ao aparecimento de regimes não democráticos de diversas inspirações.

No estado democrático e social de direito não há um governo representativo clássico, mas uma democracia representativa, pelo que pode um governo ser eleito com um determinado programa legislativo e depois dar uma volta de 180 graus e governar de forma completamente diversa do que prometeu quebrando assim o contrato social que estabeleceu com os seus eleitores, reclamando uma legitimidade democrática que já não possui, que escolhe por nós e nos diz como devemos viver.

Assim, torna-se necessária uma Entidade com consciência da virtude da dignidade da pessoa humana, a quem não desperta um gosto por poder e/ou privilégio, pelo que a Coroa será sempre mais progressiva que uma Presidência, pois não fica confinada ou agarrada à defesa de interesses políticos, e o Rei educado para o serviço e missão que é reinar tomará o ser cargo por um ofício dedicado ao bem-estar do seu Povo e à defesa dos interesses do seu País.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Manuel II, O Último Cavaleiro Português da Ordem da Jarreteira

Retrato S.M.F. Rei D. Manuel II em Jornal Inglês

Retrato S.M.F. Rei D. Manuel II em Jornal Inglês

No dia 16 de Fevereiro de 1909, pelas 07h30m, no Castelo de Windsor, Inglaterra, El-Rei Dom Manuel II de Portugal torna-se o 838.º Cavaleiro da Ordem da Jarreteira a ser agraciado por um Soberano inglês. Numa cerimónia de impressionante pompa e ritual, a El-Rei foi imposta pelo primo, o Rei britânico Eduardo VII, a Ordem e as suas insígnias. Dom Manuel II, foi simultaneamente o último português – de um selecto e estrito clube – a receber esta honraria e, também, até hoje, o mais jovem cavaleiro de sempre da mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais.

A Mais Nobre Ordem da Jarreteira, também conhecida, simplesmente, como Ordem da Jarreteira, é uma ordem de cavalaria britânica, a mais antiga de Inglaterra e do sistema de honras britânico, agraciada, exclusivamente, ‘por desejo do Soberano’. Fundada, em 1348, para destacar os esforços do reino e aliados, é uma ordem militar, criada pelo Rei Eduardo III de Inglaterra e baseada nos nobres ideais das demandas ao gosto do espírito medieval: “uma sociedade, uma companhia e uma escola de cavaleiros“, e o conceito foi seguido durante séculos por outros monarcas europeus, que constituíram as suas próprias e prestigiadas ordens de cavalaria.

Order of the Garter’ – a tradução correcta seria antes Ordem da Garrotea ou Ordem da Liga -até porque os agraciados são contemplados com uma liga para colocar no joelho esquerdo -, a Ordem da Jarreteira é a mais antiga, a mais prestigiada ordem de cavalaria e a mais importante comenda do sistema honorífico do Reino Unido – e não só – desde essa altura até aos dias de hoje.

Os membros da ordem são limitados ao Soberano, ao Príncipe de Gales e a não mais que vinte e quatro membros ou companheiros, embora também incluam cavaleiros e damas extranumerários como membros da família real e monarcas estrangeiros. ‘Conceder a honra’ é uma prerrogativa executiva remanescente do monarca inglês de carácter verdadeiramente pessoal.

O emblema da Ordem, retratado na insígnia, é uma jarreteira com a divisa em francês antigo – que era naquela altura o idioma oficial da corte inglesa: ‘Honni soit qui mal y pense’, em letras douradas. A lenda conta que Eduardo III estaria a dançar com a Condessa de Salisbury num baile da corte, quando esta deixou cair a sua liga/jarreteira. Ao apanhá-la do chão e amarrá-la de volta à sua perna, o rei reparou que os presentes os fitavam com sorrisos e murmúrios. Irado, exclamou: ‘Honni soit qui mal y pense Envergonhe-se quem nisto vê malícia’, frase que se tornou o lema da Ordem. Afirmou, ainda, o Rei inglês que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar. Sendo esta história verdadeira ou não, a Ordem da Jarreteira foi, de facto, criada por Eduardo III e o seu símbolo é uma jarreteira azul-escura, de rebordo dourado, em que aparecem inscritas, em francês as palavras, supostamente, proferidas pelo Rei inglês. Assim, os membros da ordem recebem essa liga nas ocasiões cerimoniais de agraciamento da Ordem. Mas o uso da liga como um emblema pode ter derivado de tiras utilizadas para fixar armaduras pelos cavaleiros medievais.

Além do grão-mestre da Ordem que é sempre o Soberano inglês existem os cavaleiros reais (nos quais se inclui sempre o Príncipe de Gales podendo o monarca ainda nomear vários membros da família real), os cavaleiros estrangeiros (vários monarcas reinantes de países estrangeiros nomeados pelo monarca britânico), tidos como cavaleiros extranumerários e os cavaleiros ou damas-companheiras (24 personalidades nomeadas pelo monarca britânico). Somente o monarca pode conceder a adesão: ele/ela é conhecido/a como ‘Soberano/a da Jarreteira’, e o Príncipe de Gales é conhecido como um ‘Cavaleiro companheiro da Jarreteira’.

Os membros masculinos da Ordem são intitulados ‘Cavaleiros Companheiros’, e os membros do género feminino são chamadas de ‘Damas Companheiras’. As nomeações são vitalícias e intransmissíveis (não são hereditárias). Os cavaleiros são nomeados em 23 de Abril, dia de São Jorge e como a cor de São Jorge é o azul é tradição vestir algo azul para a cerimónia. Nessa ocasião, deverá usar-se a jarreteira na perna esquerda, logo abaixo da cintura. A Ordem da Jarreteira realiza os seus serviços na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, onde, desde o primeiro cavaleiro, no alto, estão colocados os elmos com crista, a espada e estandartes de armas dos cavaleiros.

O soberano pode ‘degradar’ os membros que tenham cometido crimes graves, existindo uma cerimónia formal de degradação datada do século XV, em que o Rei de Armas da Jarreteira, acompanhado pelo resto dos arautos e Oficiais da Ordem da Jarreteira, Secretário, Cavalheiro Ostiário do Bastão Negro, Rei-de-armas principal da Jarreteira, Registrador, Prelado e Chanceler agem da seguinte forma na Capela de São Jorge: o Rei de Armas da Jarreteira lê em voz alta o instrumento de degradação, enquanto o arauto sobe uma escada e retira a bandeira do antigo cavaleiro, o leme da crista e a espada, atirando-os para dentro do coro. Subsequentemente, os restantes arautos pontapeiam os elementos por baixo da capela e fora de portas até ao fosso do castelo.

Logo após a fundação da Ordem, as mulheres foram nomeadas Ladies of the Garter, mas não foram feitas companheiras. Mas em 1488, o Rei Henry VII nomeou Sua mãe, Margareth of Beaufort, Dama da Jarreteira, a única – excepto para as soberanas que por inerência foram Grão-mestre – até à Rainha Alexandra, nomeada por seu marido o Rei Eduardo VII. O Rei Jorge V fez o mesmo com a Rainha Mary e Jorge VI com a Rainha Elizabeth – mãe da actual Soberana. As mulheres continuaram a ser associadas à Ordem, mas com excepção de monarcas estrangeiros do sexo feminino, elas não foram feitas companheiras. A partir de 1987, por iniciativa de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, as mulheres começaram a ser instaladas as ‘Damas Companheiras da Ordem da Jarreteira’.

Para ocasiões cerimoniais da Ordem, como o dia anual da Jarreteira, os membros usam as elaboradas vestes. A insígnia da Ordem que inclui um colar e uma insígnia pendurada, conhecida como Great George, de ouro e esmalte, em que aparece São Jorge a cavalo, matando o dragão, para além dos apetrechos: um cavaleiro usa ‘o manto’ que é o robe feito de veludo azul-escuro com uma linha em tafetá branco; o brasão heráldico com a Cruz de São Jorge circulado pela Liga é costurado sobre o ombro esquerdo do manto, mas o manto do Soberano é o único que tem a estrela da Ordem. Anexado ao manto sobre o ombro direito há um capuz de veludo vermelho escuro e uma túnica; o ‘chapéu’ que é um gorro Tudor de veludo preto com uma pluma de avestruzes brancas e penas de garça preta; o Colar com o Great George é um acessório de ouro puro, pesa 30 onças (0,933 kg), e é usado ao redor do pescoço, sobre o manto e fixado com fitas brancas amarradas com fitas nos ombros. Como o manto, foi introduzido nos séculos XV e XVI. O colar é composto de nós alternando com medalhões de ouro esmaltado mostrando uma Rosa Vermelha – símbolo dos Plantageneta e Casa de Lencastre – rodeada pela Jarreteira. O Great George, que está pendurado no colar, é uma figura colorida esmaltada (às vezes de jóias) tridimensional de São Jorge, o Mártir, montado num cavalo, matando um dragão. A Jarreteira é usada em ocasiões cerimoniais em torno da panturrilha esquerda por cavaleiros e todo o braço esquerdo por senhoras, e está representado em várias insígnias. A Liga é uma cinta de veludo azul-escuro dobrada, e tem o lema em letras de ouro.

Em outras ocasiões, quando são usadas decorações, os membros usam insígnias simples:

O colar, chamado collar day, que é usado no sobre o uniforme militar ou casaca pelos membros que participam em eventos formais. A gola é presa nos ombros com fitas de seda. Desde que o colar seja da Ordem da Jarreteira, os membros podem então usar a faixa de qualquer outra ordem a que pertençam; a estrela, que é usada presa ao peito esquerdo, e que foi introduzida no séc. XVII pelo Rei Carlos I e é uma representação colorida esmaltada do escudo heráldico da Cruz de São Jorge, rodeado da Ordem da Jarreteira, que é cercada por um emblema de prata de oito pontos. Cada ponto é descrito como um aglomerado de raios, com os quatro pontos das direcções cardeais mais os intermediários. As estrelas dos cavaleiros e damas estrangeiros, apareceram amiúde elaboradas com diversas jóias. Uma vez que a Ordem da Jarreteira é a ordem superior do Reino Unido, um membro usará a Estrela da Ordem acima das outras – até ao máximo de três – que ele ou ela tenha; a faixa, também, introduzida pelo monarca supracitado, tem 10.16 cm e é usada por cima do ombro esquerdo, ou colocada debaixo da casaca, para o lado da anca direita. A cor da faixa tem variado ao longo dos anos, mas a cor foi definida como ‘azul martim-pescador’, a partir de 1950. Um membro da Ordem usa apenas esta faixa, mesmo se ele ou ela pertencer a várias ordens; o emblema que é usado suspenso por uma pequena ligação de ouro na faixa, e que é conhecido como ‘The Lesser George’. Tal-qualmente o Great George, o emblema menor mostra São Jorge, o Mártir, matando um dragão a cavalo, mas é mais liso e de ouro. No século XV, o emblema foi usado ligado a uma fita em volta do pescoço o que não era muito confortável quando se cavalgava, assim adoptou-se o hábito de usá-lo à direita colocado na faixa, e por debaixo do braço, também, direito.

Placa Ordem Jarreteira

Com a morte de um membro, o emblema e a estrela são devolvidas pessoalmente ao soberano pelo parente do sexo masculino mais próximo do ex-membro e as outras insígnias para a Chancelaria Central das Ordens de Cavalaria.

Cavaleiros e Damas companheiros usam as letras ‘KG’ e ’LG’ após o nome, respectivamente. Um membro da Ordem tem na hierarquia do sistema nobiliárquico britânico um grau inferior ao filho mais velho de barões e superior às restantes ordens e titularia.

Dom Manuel II com Ordem da Jarreteira

Regressando à ligação da Ordem da Jarreteira com a Casa Real Portuguesa, sendo a Aliança entre Portugal e Inglaterra a mais antiga do Mundo, datada de 1386, altura em que foi assinado o Tratado de Windsor, e que resultou também no casamento entre El-Rei Dom João I de Portugal e a Princesa Inglesa Dona Filipa de Lencastre (Lady Phillippa Plantageneta Gant of Lancaster) – filha de John de Gant, Duque de Lancaster, e neta do então monarca inglês Eduardo III Plantageneta -, é natural que Dom João I tenha sido o primeiro português – de uma lista muito selecta – a ser agraciado com a Ordem da Jarreteira, o que aconteceu em 1400, tornando-se o 102º Cavaleiro da Ordem. A Rainha Dona Filipa de Lencastre já era Dama da Ordem desde 1378, sendo até hoje a única portuguesa com essa distinção. A lista de portugueses não incluiria mais do que 15 personalidades, sobretudo reis e infantes e um único membro da nobreza confirmado: D. Álvaro Vaz de Almada, Conde de Avranches. Assim, da lista de membros portugueses da Ordem da Jarreteira, além do inicial D. João I, fazem ainda parte, o Rei D. Duarte I, D. Pedro, Duque de Coimbra, o Infante D. Henrique, o Rei D. Afonso V, o Rei D. João II, o Rei D. Manuel II, o Rei D. João IV, o Rei D. João VI, o Rei D. Luís I, o Rei D. Carlos I, o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Rei D. Manuel II – o derradeiro.

Dom Manuel II Desfile da Jarreteira

Rei

Na foto, para além de ostentar as vestes e as insígnias da Ordem da Jarreteira como o colar com o pendente do Greater George e a liga no joelho, El-Rei Dom Manuel II ostenta a Placa e a Insígnia das Três Ordens Militares (Cristo, Avis e Santiago), a Placa da Ordem da Torre e Espada, segura uma espada de cerimónia e está à frente do Trono e ao lado da Coroa e Ceptro Reais de Portugal, colocados sob a almofada vermelho-escuro, pois nunca eram usados pelos reis portugueses desde que Dom João IV usou pela derradeira vez a Coroa dos Reis de Portugal e que haveria de oferecer a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, pela protecção concedida durante a Restauração, coroando-a Rainha de Portugal, por isso os monarcas que haveriam de se seguir a usavam a Seu lado, como símbolo real, e não a colocando.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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E Por Isso… O Povo É Monárquico!

Dom Carlos e o Povo

Os nossos antigos Reis criaram um Império de espanto através da Fantasia e da Espada e os que descrêem e desertaram desse Passado, neste Presente só de garganta, renegam o nome não só dos seus maiores, mas também negam a grandeza, no futuro, aos seus filhos, pois existe um tronco directo que liga Passado, Presente e Futuro.

O Povo simples e bom sempre soube que para seu Paladino só poderia contar com a solícita ajuda do Rei. Para o bem-estar comum a fórmula nunca foi outra se não o Rei: o Alto Critério, a Mão da Justiça, que sempre acolheu o Povo nas dobras do seu Manto evitando que sofresse nas mãos volúveis e cobiçosas dos políticos.

Ser Rei é ser o Pai da Nação e por isso no Rei está a Pátria inteira, Rei de Todos e para Todos, sem as excepções que os sufrágios criam por defeito de sistema que procura eleger para presidente de todos o representante de alguns. Um Rei justo e recto, duro para a soberba, brando com a fragilidade, Alguém que preze a Gente portuguesa, que possua o Ideal profundo e o alto Sentimento pela História oito vezes secular de Portugal que deu mundos ao Mundo quando quis.

Pulso firme, melhor cabeça, que por brios ter os nossos não quer tirar. Bem sabiam os nossos Reis que, primeiro deviam garantir os súbditos e só depois a Eles mesmos, visto que a Nação incarnavam: El-Rei Dom Manuel II tinha como divisa «Depois de Vós, Nós», premissa de que o Rei serve primeiro os interesses da Nação.

Os monarcas portugueses sempre assumiram o estatuto de “servidores do povo” e não, como outros o fazem, o status de nefelibata. Reinar não é um ganha-pão!

«Nunca esqueci, um instante sequer, quais são os meus deveres para com a minha Coroa e para com o meu querido País», declarou El-Rei Dom Carlos I.

A função do Monarca é personificar o carácter nacional e nenhum Rei esquece que a sua função Real é um Ofício que deve desempenhar com sentido de Missão. Só o Rei terá uma superior consciência dos problemas nacionais, pois o ofício de Rei é encarado pelo Monarca como a forma a reinar da forma mais útil e favorável para o País. Reinar é uma especialização na defesa dos interesses da Nação que nunca podem ser alvo de desdém e indiferença.

O Rei será o «defensor do equilíbrio da Nação», como foi estatuído nas Cortes de 1211.

Um Rei não é uma gótica iluminura, é o incomparável timoneiro-mor que com Sua voz tonitruante durante 771 anos despertou modorras para ir mais avante e espantou invasores quando assomaram ad portis portucalensis. O mais Gentil-homem amado pelos seus, temido pelo estrangeiro, onde o coração de Portugal palpita mais febrilmente, a Voz que solta a rajada de virtudes que como um ciclone barre o que se abastardou para que possa florescer a raiz da virtude.

E Por Isso… O Povo É Monárquico!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Coches Reais e Muito Mais…

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O Coche é uma carruagem antiga, na maioria das vezes, bastante luxuosa, e comummente de quatro rodas. Ainda que inspirado nos carros da Antiguidade clássica denominados Faetonte, a pequena carruagem de quatro rodas, descoberta e bastante rápida, o coche remonta a sua existência apenas ao século XIV europeu. A palavra coche deriva de kocsi ou koci e designa um novo tipo de transporte de tracção animal destinado à transportação de pessoas, no qual a caixa se encontrava suspensa sobre o rodado através de fortes correias de couro fixas a uma estrutura de montantes, evitando, desta forma, o incómodo causado aos passageiros pela trepidação sentida nas viaturas com a caixa assente directamente nos eixos das rodas.

A invenção, deste sistema de suspensão, é apontada tradicionalmente como ocorrida na localidade da Hungria, Kotze, e, depois de exportada para Itália, logo ocorreu a sua difusão pelo restante continente europeu.

Os coches originais eram muito diferentes dos que foram divulgados pela Europa: as caixas ainda eram idênticas às utilizadas nos carros medievais sem suspensão, com a cobertura de arcos ultrapassados, que formavam igualmente as paredes laterais.

No século XV, surgiram várias inovações no campo dos coches: o tejadilho passou a ter uma forma curva, suportado por quatro pilares ligeiramente ligados para fora. A caixa era aberta, mas podia ser protegida por cortinas de couro. Não tinha portas e podia ser e o seu acesso fazia-se por uma abertura existente em cada um dos lados, através de um estribo.

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Este coche, ainda que se destinasse à realeza e às classes aristocratas, só via os mais faustosos utilizados em solenidades da Corte, como Aclamação de um novo Rei, Casamentos reais, Abertura do Parlamento (só no século XIX), recepção de Monarcas ou altos dignitários estrangeiros.

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A sua generalização ocorreu no período conhecido como o Renascimento, atingindo o apogeu no século XVIII, em Portugal, durante o reinado do Rei-Sol Português, o Magnânimo El-Rei Dom João V, Sua Majestade Fidelíssima – assim apodado por receber o Título do Papa Bento XIV, quatro anos depois de inaugurado em 1744 do Convento de Mafra que mandou construir em Acção de Graças pela descendência, titularia extensível aos seus sucessores, facto pelo qual, a partir do século XVIII, passou a ser atribuído o título de Sua Majestade Fidelíssima ao Rei de Portugal.

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Os Coches eram, vulgarmente, obras de grande aparato, esculpidos em superior madeira ao melhor estilo do barroco e enriquecidos com os materiais mais preciosos como ouro, prata, tartaruga, veludo, e ornamentados de pinturas magníficas.

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Eram fruto da imaginação e talento de enormes artistas da época, e, são grandes nomes desta arte: Barros Laborão, José Almeida, Cunha Taborda, etc.

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Reconhecendo a enorme importância, valor artístico e cultural desta forma de expressão artística Sua Majestade a Rainha Dona Amélia de Portugal reuniu um riquíssimo espólio datado do século XVII ao XIX no Museu dos Coches Reais, que por Sua iniciativa abriu portas em 23 de Maio de 1905, no Picadeiro Real do Palácio de Belém uma antiga escola de arte equestre, construída em 1726.

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A colecção é rica e imensa, donde se destacam três gigantescos e grandiosos coches de esstilo Barroco construídos em Roma por encomenda do embaixador português na Santa Sé, D. Rodrigo Almeida e Menezes para a célebre embaixada enviada por El-Rei Dom João V ao Papa Clemente XI e que dividiriam o protagonismo com o célebre elefante Hanno. Estes coches possuem interiores luxuosos forrados a veludo vermelho e ouro, e no exterior são decorados com variadas esculturas em tamanho natural explanando diversas alegorias e revestidos a ouro num trabalho denominado talha dourada, para além das armas reais ricamente pintadas. Acresce que durante muitos anos nenhum outro monarca europeu enviou embaixadas ao Papa por não se achar em condições de pelo menos igualar tamanha magnificência.

Motivos coche barroco

E dentro dos coches existem ainda vários subtipos como o coche de viagem de Filipe II  de Portugal (III de Espanha), de madeira e couro negro, do século XVII e por exemplo o landau, do século XIX, daquele trágico episódio da História de Portugal, o atentado conhecido como Regicídio, onde foram brutalmente assassinados, em 1 de Fevereiro 1908, o legítimo Monarca Constitucional El-Rei Dom Carlos I de 44 anos e Seu Augusto filho e herdeiro, Dom Luís Filipe de Bragança de 20 anos pelos terroristas carbonários Manuel Buiça, Alfredo Costa e mais três.

Também, nem todos os coches da Família Real Portuguesa são coches, pois há ainda as Berlindas assim chamadas porque a caixa da carruagem era apoiada sobre a estrutura das rodas que a suportava e por isso o/os seus ocupantes ficavam numa posição bastante elevada, elo que ainda hoje se usa a expressão, ‘andar na berlinda’.

Berlina

Tal-qualmente, existem outros exemplos de carruagens reais, incluindo cabriolés de duas rodas. Existe, também, uma sege do séc. XVIII,  fabricada durante a época do Conde de Oeiras – mais tarde Marquês de Pombal -, com janelas que parecem óculos, viatura encarada como o primeiro táxi de Lisboa, pintado de preto e verde, as cores dos táxis até meados da década de 90; e ainda uma carruagem do Correio.

Da colecção fazem ainda parte o Coche da Princesa D. Maria Benedita do séc. XVIII, o Coche da Coroa do século XVIII, os Coches dos Reis Dom João V e Dom José I e o Coche do Papa Clemente XI.

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Tudo isto é enriquecido e complementado com trajos da corte como dos pajens, de criados de libré e dos cocheiros, assim como de diversos equipamentos de cavalos como os arneses, liteiras, para além de retratos a óleo da família real.

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Acresce que, com o golpe republicano do 5 de Outubro, o nome do Museu foi alterado para Museu Nacional dos Coches.

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O último coche que foi utilizado em Portugal foi a Carruagem da Coroa do século XIX, aquando da visita de Sua Majestade a Rainha Isabel II do Reino Unido, em 1957.

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Quanto à estória das novas instalações do Museu é de conhecimento público…

VIV’Á HISTÓRIA DA MONARQUIA!

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Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Regicídio – El-Rei D. Manuel II na Primeira Pessoa

Em Memória do Regicídio

«Sahimos da estação bastante devagar. Minha mãe vinha-me a contar como se tinha passado o descarrilamento na Casa-Branca quando se ouvio o primeiro tiro no Terreiro do Paço, mas que eu não ouvi: era sem dúvida um signal: signal para começar aquella monstrosidade infame, porque pode-se dizer e digo que foi o signal para começar a batida. Foi a mesma coisa do que se faz n’uma batida às feras: sabe-se que tem de passar por caminho certo: quando entra n’esse caminho dá-se o signal e começa o fogo! Infames! Eu estava olhando para o lado da estátua de D. José e vi um homem de barba preta, com um grande “gabão”. Vi esse homem abrir a capa e tirar uma carabina. Eu estava tão longe de pensar n’um horror d’estes que me disse para mim mesmo, sabendo o estado exaltação em que isto tudo estava “que má brincadeira”. O homem sahiu do passeio e veio se pôr atraz da carruagem e começou a fazer fogo…Quando vi o tal homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem percebi bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou só Deus minha mãe e eu sabemos (…) porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenceou poucos segundos porque instantes depois também era varado pelas balas. (…) Imediatamente depois do Buíça começar a fazer fogo saiu de debaixo da Arcada do Ministério um outro homem que desfechou uns poucos de tiros à queima-roupa sobre o meu Pai; uma das balas entrou pelas costas e outra pela nuca, que O matou instantaneamente. Que infames! para completarem a sua atroz malvadez e sua medonha covardia fizeram fogo pelas costas. Depois disto não me lembro quase do resto: foi tão rápido! Lembra-me perfeitamente de ver a minha adorada e heróica Mãe de pé na carruagem com um ramo de flores na mão gritando àqueles malvados animais, porque aqueles não são gente «infames, infames».

A confusão era enorme. Lembra-me também e isso nunca poderei esquecer, quando na esquina do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, vi o meu Irmão em pé dentro da carruagem com uma pistola na mão. Só digo d’Ele o que o Cónego Aires Pacheco disse nas exéquias nos Jerónimos: «Morreu como um herói ao lado do seu Rei»! Não há para mim frase mais bela e que exprima melhor todo o sentimento que possa ter…Quando de repente já na Rua do Arsenal olhei para o meu queridíssimo Irmão vi-O caído para o lado direito com uma ferida enorme na face esquerda de onde o sangue jorrava como de uma fonte! Tirei um lenço da algibeira para ver se lhe estancava o sangue: mas que podia eu fazer? O lenço ficou logo como uma esponja.»

– Transcrição de Extractos das «Notas Absolutamente Íntimas» d’El-Rei Dom Manuel II de Portugal, 21 de Maio de 1908

Proclamou El-Rei Dom Manuel II de Portugal no Diário do Governo no dia 2 de Fevereiro: ‘Portugueses! Um abominável atentado veio oprimir, com a maior amargura, o meu coração de filho amantíssimo e de irmão extremoso, e enlutou a Família Real e toda a Nação, pondo o mais prematuro termo à preciosa vida de Sua Majestade El-Rei o Senhor Dom Carlos I, meu augusto e muito amado Pai, e de Sua Alteza Real, o Senhor Dom Luís Filipe, meu muito querido irmão. Sei que a Nação compartilha a minha extrema dor, e detesta indignada o crime horrendo, sem precedentes da história portuguesa, que assim, inesperada e tristemente deu fim ao reinado de um soberano bom, ilustrado, justo e querido, e malogrou o de um príncipe tão esperançoso pelos seus eminentes predicados e virtudes’.

Mataram o Rei! Mataram o Príncipe Real e com a sua morte, num período tão abundante de esperanças, acontece o principal sinal das mais trágicas desilusões.

O carbonário regicida Buíça e os seus cúmplices assassinou cobardemente o Rei e o Príncipe Real em 1 de Fevereiro 1908. Foram esbulhados à vida dois seres humanos um Chefe de Estado à época, El-Rei Dom Carlos I de 44 anos e outro, seu filho e herdeiro, Dom Luís Filipe de Bragança de 20 anos. Não bastante, recordemos que foi Sua Majestade a Rainha Dona Amélia, viúva e mãe, que, em 1905, abriu o ‘Museu dos Coches Reais’.

Recolha de Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Prestígio de Rei

Sentado El-Rei Dom Pedro V de Portugal, inclinado sobre a mesa Dom Luís e de costas, com xaile, Sua Majestade a Rainha Vitória do Reino Unido

Sentado El-Rei Dom Pedro V de Portugal, inclinado sobre a mesa Dom Luís e, de costas, com xaile, Sua Majestade a Rainha Vitória do Reino Unido

Rabiscam muitos escribas que os Reis Portugueses no século XIX já não gozavam de qualquer prestígio internacional: nada mais falso!

Era Dom Pedro V ainda um Rei em vias de ser, pois Sua Augusta Mãe morrera ainda na menoridade do herdeiro, e empreendeu uma viagem, em 1854, pelas Cortes europeias, para aprender a prática de reinar e dar-se a conhecer. Juntamente, com seu irmão e herdeiro presuntivo, o Infante Dom Luís de Bragança, puderam privar, com a mais importante das cabeças coroadas da época, Sua Majestade Britânica a Rainha Vitória.

A Família Real Britânica recebeu-Os como membros da Sua própria família e entre a Rainha Vitória, o Príncipe consorte Albert de Saxe-Coburgo-Gotha e Dom Pedro V estabelece-se uma enorme amizade que perdurará até a trágica e imprevisível morte do monarca português. Numa visita que duraria exactamente um mês e que começou no dia 3 de Junho de 1854, os monarcas portugueses nunca foram tratados como visitas de Estado e com as cortesias protocolares, mas com manifestações de amizade e familiaridade.

Durante a visita, Dom Pedro V e Dom Luís acompanharam sempre a Monarca inglesa e o seu real consorte nos mais importantes eventos a que sempre concediam o privilégio da Sua Presença. Assim foi no Baile dos Marqueses de Breadalbane – a quem a Rainha dedicava amizade -, onde perante mil convivas a realeza portuguesa mereceu lugar de destaque como se pode constatar pela entrada dos convidados de honra. Depois de anunciar a entrada da Rainha Vitória pelo braço do anfitrião, o Mordomo anunciou: ‘Sua Majestade o Rei de Portugal e Sua Excelência a Marquesa de Breadalbane’. Depois o Príncipe Albert e a Duquesa de Cambridge e, de seguida, ‘Suas Altezas Reais o Príncipe Dom Luís de Portugal e a Princesa Mary’.

Também, em 10 de Junho de 1854, Dom Pedro V e Dom Luís acompanharam, à direita no lugar de honra, a Rainha Britânica na sumptuosa reabertura do Palácio de Cristal, reinstalado em Sydenham Hill.

Foram pois, o Rei e Príncipe portugueses recebidos na intimidade da Família Real Britânica e essa amizade haveria de perdurar, mesmo para além da estadia nas Terras de Sua Majestade, pois continuariam a corresponder-se com assiduidade tornando-se a Rainha Vitória e o Príncipe Albert (primo do Rei-Regente Dom Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha, pai de Dom Pedro V e viúvo da Rainha Dona Maria II), conselheiros e mesmo confidentes do jovem monarca português.

Quando Dom Pedro V falece precocemente, com apenas 24 anos, vitimado pela febre tifóide que contraíra em Portalegre, depois de consolar alguns doentes, a Rainha Vitória escreveu: ‘Que infortúnio horrível! (…) Com a mão da morte teima em perseguir aquela querida Família! (…) Parece inacreditável, que terrível calamidade para Portugal, e que grande perda para a Europa! O querido Pedro era tão bom, tão inteligente, tão fantástico!’

Esqueça-se pois a mentira que foi vendida, pois de tão falsa tinha preço!

Os portugueses foram iludidos: durante 104 anos houve uma reinterpretação da História, baseada na obscuridade e na imparcialidade com que os factos históricos podem ser descritos.

Os republicanos portugueses não se detiveram e aproveitaram para produzir episódios alegóricos, mas cabe-nos [Monárquicos] realizar o cruzamento dos dados já conhecidos e fazer bom uso da realidade histórica para mostrar a Verdade!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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A Verdade Da Monarquia

Ideal Republicano Vazio

A própria República de Platão é a imagem proverbial de um ideal vazio.’, afirmou Hegel.

De facto, Platão é amigo, mas a verdade é mais amiga.

Antero de Quental num desafogo feito ao amigo Oliveira Martins, analisa o republicanismo português do século XIX: «Envio-lhe o primeiro número dum jornal do Teófilo, que me mandou o [José] Fontana. É um documento! Que programa!, tiraram ao acaso frases do nosso e amalgamaram-nas com asneiras da própria lavra. Que diz a isto?, e que lhe parece duma república feita por esta boa gente? (…) Nos centros republicanos, não se encontra nem um homem nem uma ideia».

Esta gente já tinha merecido de Antero outras boutades como «esse grupinho de republicanos lunáticos» que caracterizava como «Jacobinos declamadores» e «os declamadores e os pulhas que actualmente constituem a quase totalidade do grupo republicano». Dizia mesmo, «o pior que nos pode acontecer é sermos amanhã república».

Também, sabendo dos ideais fortemente anti-republicanos do seu amigo Alberto Sampaio, Antero sentia-se à vontade para bem expressar a sua opinião: «Dir-te-ei que o republicanismo avulta de dia para dia. Mas que republicanos! É um partido de lojistas, capitaneado por bacharéis pífios ou tolos. É quanto basta para se lhe tirar o horóscopo. Duma tal república só há-de sair a anarquia e a fome!».

Longe de ser um Partido dilatado em militantes e agregador de uma vasta multidão de simpatizantes, o Partido Republicano Português era um grémio ou se preferirem um redil com uma pequena caterva de adeptos, ou seja, republicanos sem público!

A essa parca abrangência popular juntava-se a falta de organização e a incompetência do seu directório, ele próprio enredado em lutas intestinas.

O PRP não era um partido que arrastava multidões, como querem fazer crer alguns escribas republicanos. Pode-se constatar pelos resultados das Eleições Gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910 que o Partido Republicano Português não passava da insipiência, e que a sua pequena franja de admiradores se concentrava sobretudo nas zonas urbanas de Lisboa e Porto – que até não eram tão densamente povoadas como presentemente.

Como se poderá verificar, pela leitura dos resultados das Eleições, o partido republicano Português só alcançou os seus melhores resultados a partir do Ultimatum e da Revolução republicana brasileira, factores que concorreram para que crescesse, e, mesmo assim, como se verifica, não muito. Desta forma não pode ser declarado, por quem quiser ter o mínimo de probidade e honestidade na leitura da História, que o 5 de Outubro de 1910 se tratou de um movimento popular.

Resultados das Eleições Gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910:

.13 de Outubro 1878  – 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano

.19 de Outubro 1879 – 137 deputados monárquicos e 1 deputado republicano

.21 de agosto1881 – 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano

.29 de Junho 1884 – 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos

.06 de Março 1887 – 157 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos

.20 de Outubro 1889 – 157 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos

.30 de Março 1890 – 148 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos

.23 de Outubro 1892 – 119 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos

.15 e 30 de Abril 1894 – 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos

.17 de novembro1895 – 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.02 de Maio 1897 – 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.26 de Novembro 1899 – 142 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos

.25 de Novembro 1900 – 145 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.06 de Outubro 1901 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.26 de Junho 1904 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.29 de Abril 1906 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos

.05 de Abril 1908 – 148 deputados monárquicos e 7 deputados republicanos

.28 de Agosto 1910 – 139 deputados monárquicos e 14 deputados republicanos

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica