Assinalam-se hoje 83 anos sobre o falecimento de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II, o Patriota, e, último Rei de Portugal.
Sorridente, mas cansado El-Rei despediu-se de Sua Augusta Mãe a Rainha Dona Amélia que regressava, também para o Seu exílio em França – o exílio levara-os para Inglaterra, a Dona Amélia para Abercorn, Richmond Hill, Surrey e depois para Fulwell Park onde fixou residência Dom Manuel II. Após, o casamento de Dom Manuel II com a princesa Augusta Vitória, filha do Príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, a 20 de Novembro de 1920, Dona Amélia mudou-se para França para o Castelo de Bellevue, em Chesnay, nos arredores do Palácio de Versalhes.
Depois das despedidas, o último Rei de Portugal foi assistir ao Torneio de ténis de Wimbledon, desporto que praticava com mestria e que seguia atentamente.
Como se sentia indisposto, consultou um médico que lhe diagnostica ‘nada de grave‘. El-Rei recolhe-se para Fulwell Park, a casa em Twickenham, nos arredores de Londres, que Lhe serve de residência durante os cerca de 20 anos de Rei no exílio. Escusa-se a assistir ao casamento da filha do seu imediato António Pereira que decorre nos jardins do Monarca. Os convivas tentam fazer o mínimo ruído possível para não incomodar o Rei.
Dom Manuel II sente-se muito mal e falece, sozinho no seu quarto, inesperadamente, asfixiado por um edema da glote. Pouco depois, é descoberto por Dona Augusta Victoria que chama o médico, mas já nada havia a fazer, pois El-Rei partira, aos 43 anos, para a Casa do Senhor.
Requiescat in Pace!
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


2015/07/02 às 11:24 pm
Este Rei, diz-me muito!
Tenho a sua fotografia em cima de uma escrivaninha, que veio de casa de minha Avó Materna, que com Ele privou algumas vezes, quando visitava a Família Lobo de Campos, muito íntima, em Leiria e que com a minha avó também de perto privava.
Essa fotografia está assinada e guardo-a como uma relíquia, sendo o meu encanto e admiração pelo nosso Rei, oriundo das histórias que a minha avó contava quando Ele se deslocava então, pela sua inteligência, simplicidade e simpatia e até das vezes que passeavam de barco no rio Liz.
Vou tentar enviar a fotografia dessa altura.
Edite Cecíla Rodrigues