Monarquia, Cidadania, Democracia


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Aptidões D’El-Rei

Rei Dom Luís I PCM

Recorde-se, por exemplo, o Reinado D’El-Rei Dom Luís I, o Popular, nas palavras do insuspeito Eça de Queiroz:

‘Começa este reinado no momento em que, pela dispersa hesitação das inteligências, pelo incurável enfraquecimento das vontades, pela desorganização dos partidos, pela inércia das classes – o rei surge como a única força que no País ainda vive e opera. E por isso mesmo que a autoridade vital, que desde 1820 se escoara do trono e se espalhara pelas instituições democráticas e pelos corpos que as encarnam, parece refluir ao trono para nele se condensar de novo – o reinado abre entre dificuldades que lhe impõem responsabilidades. Os deveres de El-Rei, nestas condições, encontrarão certamente no seu patriotismo a inspiração mais segura e pura. (…) Acompanhado de uma princesa adoravelmente preparada para colaborar na obra da Coroa…’

De facto, quando falhavam os políticos, havia sempre o Rei! Tempos bons esses em que perante as limitações impostas pelo partidarismo dos interesses, com conveniências alheias ao bem da comunidade, se podia contar sempre com a virtude do Rei e a sua nativa aptidão para dirigir de forma recta a Pátria Portucalense. Pela profundeza do pensar e pelo incomparável saber de quem reunia ilustração nas mais diversas áreas do conhecimento, superiormente preparado para a série de trabalhos que advêm com o ofício de Reinar, El-Rei era não só o primeiro recurso moral, mas, também, o derradeiro expediente executivo, pois diligente e bom obreiro, com qualidades de espírito, mas, também, apetrechos científicos era na maioria das vezes a solução para resolver os diferendos que empenavam a administração executiva. O Rei podia até já não governar, mas podia orientar o governo, o mesmo é dizer que perante a limitação dos políticos o Monarca emerge como a peça chave da engrenagem política para resolver impasses e dirimir conflitos. O Rei era árbitro e moderador do funcionamento regular das instituições, e, por isso, cabia a Sua Majestade ser informado sobre os assuntos do Estado e, por esse motivo, presidir a encontros do Conselho de Ministros, embora a autoridade executiva máxima sobre o governo fosse realizada pela prerrogativa real do monarca, isto é, na prática, esses poderes só eram utilizados de acordo com leis aprovadas no parlamento e/ou dentro dos limites da Constituição, pelo que não havia qualquer absolutismo ou despotismo.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Manuel II ao Colo de Minhota

Rei Dom Manuel ao colo de Minhota

Atestando a importância do Traje à Vianesa e das Festas da Senhora D’Agonia, neste cliché datado de 1890, uma rapariga vestida à lavradeira de Viana, que à altura fazia parte da Casa Civil do Paço, e que pertencia a uma das mais distintas famílias do concelho minhoto, segura ao colo o então Infante Dom Manuel de Bragança, Duque de Beja e futuro e derradeiro Rei de Portugal como Dom Manuel II – na fotografia com apenas cinco meses de idade.

Tendo começado já as icónicas Festas da Senhora D’Agonia, em Viana do Castelo, tradição já com 232 anos, hoje é dia de centenas de raparigas e senhoras desfilarem no Cortejo da Mordomia vestidas com os trajes tradicionais de cada freguesia da capital minhota. Neste concorrido e emblemático desfile das mordomas na Romaria D’Agonia, progredindo pelas principais ruas do Centro Histórico de Viana do Castelo, as mulheres envergam os tradicionais e coloridos trajes à vianense de lavradeira, de mordoma, de noiva, de meia senhora ou com traje de festa, segurando na mão, envoltos num lenço de Viana, uma vela votiva ou um palmito e envergando ao peitilho os mais variados artefactos do chamado Ouro de Viana: gramalheiras, fios – alguns de três metros – com e sem pendente, colares de contas, peças, custódias, borboletas, cruzes de raios e de Malta, Corações de Viana em filigrana, brincos à Rainha, escravas, tudo em ouro e num valor que rondará os 14 milhões de euros.

Tradições seculares que enchem Portugal de orgulho!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Boas-novas… Reais

Postal Reis

Bilhete-postal do Tempo – ‘ah, bons velhos tempos!’ – em que não se partilhavam as notícias, mas antes se enviavam!

Que boa forma de receber novas sob os auspícios dos Reis de Portugal, mostrando que estava arreigada na iconografia popular a ideia de que com zelo cuidadoso os Monarcas olhavam pelo Seu Povo. Não se tratava de paternalismo, mas do reconhecimento de que o Rei é uma instituição que representa a Nação, verdadeiramente; que transporta consigo uma carga emblemática que faz todos sentirem-se parte de um todo, é isso:

O REI É A ENCARNAÇÃO DA NAÇÃO!

O Povo considera a Monarquia como sua! É um sentimento reflexo, entranhado, e, esse sim verdadeiro da Sociedade que é um corpo vivo, e não um agregado de indivíduos! Por isso só com a Restauração da Monarquia Portuguesa, só com o regresso do Reino de Portugal, só então tornará a haver representação verdadeira do Povo e da Nação!

Hoje é mínimo o número de votantes quando comparado com os eleitores inscritos o que revela esse distanciamento da maioria face à minoria que a domina, não por génio, mérito ou excelência intelectual, mas apenas porque se apropriou dos meios de poder e coerção. A história sempre confirmou isso: os mais pobres e os sem poder não têm como se afirmar quando não há aspirações materiais e espirituais comuns.

A Monarquia não provoca antagonismo inconciliável entre um Chefe de Estado e governo, assim como não empedra o Primeiro Cidadão como instrumento político de um governo da sua área ideológica. Numa república o chefe de Estado representa uma minoria, pois foi sufragado apenas por uma parte dos eleitores, pelo que não foi escolhido pelos que não votaram em si, pelos que se abstiveram – a maioria -, e pelos que anularam ou votaram em branco. Só um Rei representa realmente todos, sem sofisma da representação, pois o Monarca é o natural e, como tal, legítimo representante da Nação, da sua História, dos seus usos e costumes! No Rei a Nação se transfigura em Ser!

Há 110 anos, em 1905 – data do Postal – Reinava Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal e a Rainha consorte era S.M. a Senhora Dona Amélia, o Anjo da Caridade!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Aljubarrota – A Batalha da Boa Memória

Batalha de Dom Nuno e Dom João em Aljubarrota 1385

A 14 de Agosto de 1385, há 630 anos, deu-se a Batalha de Aljubarrota!

Apesar das sucessivas derrotas militares, como em Lisboa e nos Atoleiros, o rei de Castela não desistiria do direito à coroa de Portugal, que entendia advir-lhe ius uxoris pelo casamento. Estava por essa altura o país fragmentado em três facções que reclamavam a legitimidade à sucessão de D. Fernando I. De um lado estava o partido legitimista, fiel a Castela, que defendia a causa da Infanta D. Beatriz, mulher do rei de Castela, a quem consideravam a única herdeira legítima do Rei de cujus, e entendiam vigorar plenamente o Tratado de Salvaterra de Magos, uma escritura antenupcial que defendia, como se viu acima, a união dos dois reinos ibéricos, e ainda a regência da Rainha-viúva D. Leonor Telles, consorte do rei decesso.

O Tratado de Salvaterra de Magos, de 1383, que previa, de acordo com o Visconde de Santarém, in Corpo Diplomático Português, tomo 523, que “…As sucessões dos Reinos de Portugal e de Castela que se façam por esta guisa… que falecendo o dito rei de Portugal [D. Fernando I] e havendo filho varão nascido … que a herança dos ditos Reinos de Portugal e Algarve seja do dito filho do Rei de Portugal livre, e desembargada. E morrendo o dito Rei [D. Fernando I] … não deixando filho varão … deixando filho que morresse sem filhos legítimos ou outros descendentes fosse de toda extinta, que a herança dos ditos Reinos fique livre e desembargada à dita Infanta D. Beatriz sua filha… e os naturais farão homenagem ao dito Rei de Castela [D. João I] casando com a dita Infanta que o receberá por Rei depois da morte da dita Infanta ficando os sucessores do dito Reino de Portugal extintos: filhos, netos e sucessores de linha directa… Após o casamento com a Infanta… que o dito Rei de Castela se chame Rei de Portugal como marido da dita Infanta depois da morte do dito Rei de Portugal… assim que a linha directa deste fosse toda extinta. Falecendo a dita Infanta D. Beatriz sem haver filhos… os descendentes da linha directa… e não havendo el-Rei de Portugal outro filho ou filha… e em falecendo em este caso o dito Rei de Portugal e a dita Infanta, ou descendentes deles pela guisa que dito é, que nesse caso os ditos Reinos de Portugal fiquem ao dito Rei de Portugal e por esta mesma maneira suceda o dito Rei de Portugal nos Reinos de Castela falecendo o dito Rei… e a Infanta sua irmã sem sucessores legítimos em linha directa.” Outro partido era o legitimista-nacionalista, a quem repugnava a ideia da perda da independência nacional – o que excluía D. Beatriz – e que era constituído pelos irmãos de D. Inês de Castro, D. Álvaro Pires de Castro e D. Fernando de Castro, e que defendiam a legitimidade da pretensão dos seus sobrinhos, o Infante D. João e o Infante D. Diniz, filhos do Rei D. Pedro I e D. Inês, e que portanto eram meios-irmãos do finado el-rei D. Fernando, e que o rei Cru, havia legitimado por casamento clandestino. O terceiro partido, estritamente nacionalista, pugnava por um Rei português e colocava a supremacia e independência nacional acima de qualquer legitimidade, o que excluía a Infanta D. Beatriz, rainha de Castela e os filhos de D. Inês de Castro que viviam em Castela e, inclusive, já haviam combatido por esse Reino, figadal inimigo de Portugal. Para estes últimos partidários, nos quais se incluíam o fervoroso D. Nuno Álvares Pereira, não restava então outra solução do que esquecer as habituais regras de sucessão e considerar o trono vago, como forma de salvaguardar a soberania nacional, elegendo como Rex Portucalensis D. João, Mestre de Avis, ainda que filho bastardo de D. Pedro. O exercício de retórica dialéctica de convencer o escol de Portugal ali reunido coube a João das Regras, que demonstrou que quer D. Beatriz quer os Infantes não eram filhos legítimos, a primeira porque o casamento entre D. Fernando e D. Leonor Telles de Menezes era inválido uma vez que o 1.º casamento da rainha não havia sido dissolvido legalmente, e que quanto ao filhos de Pedro e Inês o rei e os seus cortesãos havia prestado falsas declarações no que ao concerne ao casamento secreto de D. Pedro e D. Inês, embuste com a qual pretendeu legitimar os filhos. Todos quanto ali reunidos renderam-se ao exercício de oratória empolada de João das Regras e D. João foi eleito e proclamado Rei de Portugal, não por “direito próprio”, mas por eleição unânime e instado pelos três Estados o que de acordo pela Lei medieval correspondia a um sinal da vontade Divina. D. João I consolidou definitivamente a sua posição e a de Portugal ao ser proclamado Rei de Portugal, pelas Cortes reunidas em Coimbra. Opondo-se a tal resolução, D. João I, de Castela, responde invadindo Portugal, pela Beira-Alta, em Junho de 1385, e desta vez à frente da totalidade do seu exército e auxiliado por um forte contingente de cavalaria francesa. Quando as notícias da invasão chegaram, João I encontrava-se em Tomar na companhia de D. Nuno Álvares Pereira, o condestável do reino, e do seu exército, e mais uma vez, o chicote de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira resolve tomar rédeas à situação e sitia as cidades que entretanto se converteram fiéis a Castela. Avança e a decisão tomada foi a de enfrentar os castelhanos antes que pudessem levantar novo cerco a Lisboa. Com os aliados ingleses, o exército português interceptou os invasores perto de Leiria. Dada a lentidão com que os castelhanos avançavam, D. Nuno Álvares Pereira teve tempo para escolher o terreno favorável para a batalha e a 14 de Agosto de 1385 tem a oportunidade de exibir toda a sua mestria e génio militar em Batalha.

A opção para a Batalha recaiu sobre uma pequena colina de topo plano rodeada por ribeiros, no Campo de São Jorge, Calvaria de Cima, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre Leiria e Alcobaça. Contudo o exército Português não se apresentou ao Castelhano nesse sítio, inicialmente formou as suas linhas noutra vertente da colina, tendo depois, já em presença das hostes castelhanas mudado para o sítio predefinido, isto provocou bastante confusão nas tropas de Castela. Assim pelas dez horas da manhã do dia 14 de Agosto, o exército português e os aliados ingleses comandados por El-Rei de Portugal D. João I e o Condestável do Reino tomaram a sua posição na vertente norte desta colina, de frente para a estrada por onde o exército castelhano e seus aliados franceses liderados por D. Juan I de Castela e Leão, eram esperados.

A disposição portuguesa era a seguinte: infantaria no centro da linha, uma vanguarda de besteiros com os 200 archeiros ingleses, 2 alas nos flancos, com mais besteiros, cavalaria e infantaria. Na retaguarda, aguardavam os reforços e a cavalaria comandados por D. João I de Portugal em pessoa. Desta posição altamente defensiva, os portugueses observaram a chegada do exército castelhano protegidos pela vertente da colina. A vanguarda do exército de Castela chegou ao teatro da batalha pela hora do almoço, sob o sol escaldante de Agosto. Ao ver a posição defensiva ocupada por aquilo que considerava os rebeldes, o Rei de Castela tomou a esperada decisão de evitar o combate nestes termos. Lentamente, devido aos 30.000 soldados que constituíam o seu efectivo, o exército castelhano começou a contornar a colina pela estrada a nascente. A vertente sul da colina tinha um desnível mais suave e era por aí que, como D. Nuno Álvares previra, pretendiam atacar. O exército português inverteu então a sua disposição e dirigiu-se à vertente sul da colina, onde o terreno tinha sido preparado previamente. Uma vez que era muito menos numeroso e tinha um percurso mais pequeno pela frente, o contingente português atingiu a sua posição final muito antes do exército castelhano se ter posicionado. D. Nuno Álvares Pereira havia ordenado a construção de um conjunto de paliçadas e outras defesas em frente à linha de infantaria, protegendo esta e os besteiros. Este tipo de táctica defensiva, muito típica das legiões romanas, ressurgia na Europa nessa altura. Pelas seis da tarde, os castelhanos ainda não completamente instalados decidem, precipitadamente, ou temendo ter de combater de noite, começar o ataque. É discutível se de facto houve a tão famosa táctica do “quadrado” ou se simplesmente esta é uma visão imaginativa de Fernão Lopes de umas alas reforçadas. No entanto tradicionalmente foi assim que a Batalha acabou por seguir para a história. O ataque começou com uma carga da cavalaria francesa a toda a brida e em força, de forma a romper a linha de infantaria adversária. Contudo as linhas defensivas portuguesas repeliram o ataque. A pequena largura do campo de batalha, que dificultava a manobra da cavalaria, as paliçadas (feitas com troncos erguidos na vertical separados entre si apenas pela distancia necessária à passagem de um homem, o que não permitia a passagem de cavalos) e a chuva de virotes lançada pelos besteiros (auxiliados por 2 centenas de arqueiros ingleses) fizeram com que, muito antes de entrar em contacto com a infantaria portuguesa, já a cavalaria se encontrar desorganizada e confusa. As baixas da cavalaria foram pesadas e o efeito do ataque nulo. Ainda não perfilada no terreno, a retaguarda castelhana demorou a prestar auxílio e, em consequência, os cavaleiros que não morreram foram feitos prisioneiros pelos portugueses. Depois deste revés, a restante e mais substancial parte do exército castelhano atacou entraram em confronto com a infantaria portuguesa: “Castyla! Sant’iago!” ao que os portugueses replicaram bradando “Portugal! São Jorge!”. A linha castelhana era bastante extensa, pelo elevado número de soldados. Ao avançar em direcção aos portugueses, os castelhanos foram forçados a apertar-se (o que desorganizou as suas fileiras) de modo a caber no espaço situado entre os ribeiros. Enquanto os castelhanos se desorganizavam, os portugueses predispuseram as suas forças dividindo a vanguarda de D. Nuno em dois sectores, de modo a enfrentar a nova ameaça e onde se destacou com especial bravura a famosa Ala dos Namorados. Gonçalo Annes de Villas-Boas, Morgado de Castelo de Vide, foi o primeiro português a ferir um castelhano, que se bem o prometera melhor o fez.

Mas, vendo que o pior da investida castelhana ainda estava para chegar, o Rei de Portugal ordenou a retirada dos besteiros e archeiros ingleses e o avanço da retaguarda através do espaço aberto na linha da frente. Desorganizados, sem espaço de manobra e finalmente esmagados entre os flancos portugueses e a retaguarda avançada, os castelhanos pouco puderam fazer senão morrer.

Ao entardecer a batalha estava já perdida para Castela. Precipitadamente, D. João de Castela ordenou uma retirada geral sem organizar uma cobertura. Os castelhanos debandaram então desordenadamente do campo de batalha. A cavalaria Portuguesa lançou-se então em perseguição dos fugitivos, dizimando-os sem piedade. Alguns fugitivos procuraram esconder-se nas redondezas, apenas para acabarem mortos às mãos do povo. Surge aqui um mito português em torno da batalha: uma mulher, de seu nome Brites de Almeida, recordada como a Padeira de Aljubarrota, iludiu, emboscou e matou, pelas próprias mãos, alguns castelhanos em fuga. A história é por certo uma lenda da época! De qualquer forma, pouco depois, D. Nuno Álvares Pereira ordenou a suspensão da perseguição e deu trégua às tropas fugitivas. Ao amanhecer do dia seguinte, a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que flanqueavam a colina e o barulho ensurdecedor do crocitar dos corvos contribuía para o cenário de terror. Para além de soldados de infantaria, morreram também muitos nobres castelhanos, o que causou luto em Castela.

A Batalha de Aljubarrota representa uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais decisivos da História de Portugal. No campo militar significou a inovação de uma táctica, onde os homens de armas apeados foram capazes de vencer a poderosa cavalaria medieval. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até aos dias de hoje, pois no ano seguinte foi assinado o Tratado de Windsor, aliança consolidada em 1387 pelo casamento de D. João I com a Princesa Inglesa Dona Filipa de Lencastre (Lady Phillippa Plantageneta of Lancaster), filha de John Gant, Duque de Lancaster, e neta do então monarca inglês Eduardo III, de cujo consórcio matrimonial nasceria a Ínclita Geração. No aspecto político, resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Leão e Castela, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente.

A mais importante edificação do Reinado de Dom João I foi o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha que o Rei mandou edificar como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, e onde aliás jaz, na Capela do Fundador, o Rei da Boa Memória.

É com o início da Dinastia de Avis que, de facto, a sociedade portuguesa sofre a sua maior metamorfose. Para começar a língua portuguesa toma a sua característica e inconfundível fisionomia que é enriquecida com os neologismos que advém do contacto com as obras clássicas, pois com o Renascimento vem a ideia de tomar a Antiguidade Clássica como modelo.

A educação que Dom João I recebeu como Grão-mestre da Ordem de Aviz transformou-o num Rei invulgarmente culto para a época e o seu gosto pelo saber passou-o para a sua Ínclita Geração.

A Vitória tornou, também possível o início de uma das épocas mais grandiosas da História de Portugal: a Epopeia dos Descobrimentos. Esta descoberta geográfica do Mundo empreendida pelos portugueses é reflexo do paradigma do Renascimento na medida que o humanismo não se trata apenas de um ideal de cultura, mas um ideal de pensamento de confiança no Homem. Com os Descobrimentos, Portugal participa na primeira linha da construção de um admirável Mundo Novo.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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O Condestável do Reino

D. Nuno

O posto de Condestável de Portugal, é para além dos títulos reais, o mais emblemático na titularia do Reino de Portugal (1139-1910). Inspirado na figura do Condestabre, que por sua vez derivava do Comes Stabuli romano, o Condestável de Portugal ou Condestável do Reino foi um cargo criado por El-Rei Fernando I de Portugal, em 1382, para assumir as funções militares do anterior cargo de Alferes-Mor do Reino e designava o Comandante-Supremo do Exército. O Condestável era a segunda personagem da hierarquia militar nacional, imediatamente a seguir ao próprio Rei de Portugal e tinha como responsabilidades, inicialmente, comandar uma campanha militar na ausência do Rei e manter a disciplina do exército. Porém, o Condestável participava nas batalhas ao lado do Rei. Era, portanto, perante o Condestável que passavam todas as sindicâncias e os inquéritos disciplinares militares.

Álvaro Pires de Castro, ainda em 1382, foi nomeado o 1.º Condestável de Portugal e, além desse título, ‘pela sua presteza e fidalguia’ foi-lhe atribuído por El-Rei D. Fernando I, o título nobiliárquico de 1.º Conde de Arraiolos, que conservou até à morte em Lisboa, a 11 de Junho de 1384, passando este para D. Fernão Álvares Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira. Outro dos títulos com que foi agraciado foi o de Conde de Viana da Foz do Lima. Há quem atribua às suas ambições pessoais o facto que terá levado D. Inês de Castro, sua irmã, à perdição, pois terá conspirado contra o Infante D. Fernando, Príncipe Real e futuro rei, a fim de ver os seus sobrinhos no trono, o que, Inês morta, se revelou infundado. Em 1320 casou com D. Maria Ponce de Leon e do matrimónio nasceram 5 filhos, sendo o primogénito D. Pedro de Castro, Senhor do Cadaval (1340) o primeiro da Ilustre Casa que por parentes mais chegados à Casa de Bragança são, em Portugal, apenas abaixo da Família Real.

O 2.º Condestável foi D. Nuno (de Santa Maria) Álvares Pereira que nasceu no Crato, Flor de Rosa, Bonjardim, em 24 de Junho de 1360 e faleceu em Lisboa, Convento do Carmo em 01 de Novembro de 1431. D. Nuno Álvares Pereira, também conhecido como o Santo Condestável, São Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun’Álvares desempenhou um papel fundamental na Crise de 1383-85.

Cresceu em casa de seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, até aos 13 anos de idade, idade com que foi viver para a Corte, era então rei de Portugal D. Fernando I. Foi no Paço que o rei o armou cavaleiro, com a armadura emprestada, do meio-irmão do Rei, D. João, Mestre de Avis – iniciando-se assim uma relação de colaboração, estima e mesmo amizade, que perduraria, e se tornaria um valor acrescentado para o Reino. Já por essa altura D. Nuno sentia o apelo da temperança pretendendo conservar-se casto, no entanto, aos 16 anos de idade, por imposição de seu pai, não pode manter-se celibatário e foi compelido a contrair matrimónio com D. Leonor Alvim. Casaram, em 1376, em Vila Nova da Rainha, freguesia e concelho da Azambuja, e depois foram viver para uma propriedade de D. Leonor, sita em Pedraça, Cabeceiras de Basto, no Minho. Falecido D. Fernando I de Portugal, iniciou-se a supracitada Crise. D. Nuno foi dos primeiros fidalgos da Corte a apoiar as pretensões ao trono de D. João, Mestre de Avis, irmão do falecido rei, uma vez que era filho ilegítimo de D. Pedro I com Teresa Lourenço (1330).

Os filhos varões do Rei D. Fernando, o Belo, com D. Leonor Telles de Menezes (1340 – 1386), Pedro e Afonso haviam morrido respectivamente nos anos de nascença: 1380 e 1386; e D. Beatriz (1372 – 1410), Infanta de Portugal, havia casado com D. João I, Rei de Castela, pelo que, sob pena de anexação de Portugal pelo Reino de Leão e Castela, a fidalguia portuguesa pretendia mantê-la afastada da sucessão. E era fortíssima a ameaça da união – que soava a integração – de Portugal com Castela e Leão, resultado do Tratado de Salvaterra de Magos, de 1383. Também, a burguesia mostrava-se desagradada com a regência da Rainha D. Leonor Telles de Menezes e do seu amante, o Conde D’Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria anexação de Portugal por Castela, pelo que a escritura matrimonial provocou levantamentos populares em Lisboa, Santarém, Elvas, onde por exemplo às palavras do Alcaide Álvaro Pereira: “Arraial, arraial, pela rainha D. Beatriz”, Gil Fernandes à frente de toda a Elvas, o prendeu gritando “Arraial, arraial, por Portugal”. Em Lisboa o chanceler-mor de D. Pedro I e D. Fernando, Álvaro Paes, fez soar pela cidade de Lisboa que matavam D. João, Mestre de Avis: “Acorram ao Mestre, amigos! Acorramos ao Mestre, que o matam sem porquê!” e as hostes populares interrogavam-se sobre “quem matou o Mestre?”, outros respondiam-lhes “que o matava o Conde João Fernandes, por mandado da Rainha [D. Leonor Telles]”. Após a morte de Andeiro, no Mosteiro de São Domingos o povo miúdo aclama o Mestre de Avis como Regedor e Defensor dos reinos e na Câmara de Lisboa outorgaram aquela decisão da arraia-miúda e até a burguesia indecisa aderiu ao partido do Mestre. Dois dos filhos de D. Inês de Castro e do rei D. Pedro I, D. João e D. Dinis, uma vez que haviam sido legitimado com a revelação do casamento em segredo entre os pais, e a ulterior proclamação de D. Inês como rainha de Portugal, coadjuvado pelos seus tios Álvaro (Conde de Arraiolos e de Viana da Foz do Lima) e Fernando, manteve também aspiração ao trono, mas nunca reuniram apoios suficientes. Depois do outorgamento, D. João, Mestre de Avis, formou o seu Conselho do qual fizeram parte: João das Regras (Chanceler-mor), D. Lourenço (Cardeal-Patriarca de Lisboa), o arcebispo de Braga D. Martim Afonso, Lourenço Estevens, o Moço, João Gil e Martins da Maia e ordenou ainda a formação da Casa dos 24.

Em dois dias chegou D. Nuno Álvares Pereira, a Lisboa, e logo foi fazer penhor da sua lealdade e apoio ao Mestre de Avis. De acordo com a Crónica d’El-Rei D. João I, D. Nuno ter-lhe-á dito: “- Senhor, grandes dias há que eu muito desejei e desejo de vos servir, e não foi minha ventura de o até este tempo o poder fazer. E porque ora vós sois em tal ponto e estado que cuido poderei cobrar o que tanto desejava, eu vos ofereço mim e meu prove serviço com mui boa vontade; e vos peço por mercê que daqui em diante me hajais por todo vosso quite servindo-vos de mim em todas as cousas, como de homem que pêra elo serei mui prestes”. O mestre aceitou a sua lealdade e agradeceu-lhe o préstimo em o servir e à sua causa. Tornou-o um dos seus homens de confiança pelo que o fez membro do seu Conselho, como já tinha feito os acima indicados.

Porém, salvo estas raras, e de si não menos importantes, excepções, a base de apoio do Mestre era essencialmente popular, porque a alta e média nobreza apoiava e engrossava o partido de Castela. Intitulavam, jocosamente, o Mestre de “o Messias de Lisboa”. O povo, esse, revoltou-se e tomou os castelos à fidalguia, que se pôs em fuga para as vilas afectas a Castela. Perante a revolta da população portuguesa em vários pontos e cidades do Reino de Portugal, quem não gostou de ver a mulher e consequentemente a si próprio, preteridos, foi o Rei de Leão e Castela que decidiu invadir Portugal. Assim, o Rei de Castela, em 1384, decide entrar em Portugal. Entre Fevereiro e Outubro deste ano montou um cerco a Lisboa, por terra e por mar. Uma frota portuguesa vinda do Porto enfrentou, a 18 de Julho de 1384, à entrada de Lisboa, a frota castelhana, na batalha do Tejo. Os portugueses perderam três naus e sofreram vários prisioneiros e mortos, no entanto, a frota portuguesa conseguiu furar a frota castelhana, que era muito superior, e descarregar no porto de Lisboa os mantimentos que trazia. Esta ajuda alimentar veio-se a revelar muito importante para a população que defendia Lisboa. O cerco de Lisboa pelas tropas castelhanas acabou por não resultar, devido à determinação das forças portuguesas em resistir ao cerco, ao facto de Lisboa estar bem fortificada e defendida, ao auxílio dos alimentos transportados do Porto e também por causa da epidemia de peste negra que devastou as forças castelhanas estacionadas no exterior das muralhas. D. João I de Castela decidiu então enviar uma flotilha que cercou Lisboa, mas que sofreu tal-qualmente a carestia de bens alimentares, estratégia com a qual pretendia vencer os nacionalistas portugueses. Chegavam a morrer aos 150 castelhanos por dia até que o rei de Castela, instigado pelos seus conselheiros fez a frota retornar a Castela.

Mas houve ainda lugar a batalha em terra e, aí, coube a D. Nuno comandar o exército português e foi por esta altura que D. Nuno Álvares Pereira realizou a sua famosa expedição pelo Alentejo acompanhado de 40 dos melhores escudeiros da altura, e foi engrossando as fileiras com a boa gente dessa região, até que chegou a Atoleiros, a meia légua da fronteira com Castela, que se preparava para acometer. Aí D. Nuno começou por inovar: foi nos Atoleiros que pela primeira vez se combateu a pé em Portugal, e D. Nuno utilizou a famosa técnica da formação do exército em quadrado: distribuiu os seus homens armados e os besteiros pelas alas e o povo no meio. Os castelhanos ao verem os portugueses apeados, e para mais em minoria, acharam que ia ser fácil vencê-los pelo que se lançaram a cavalo sobre o exército lusitano aos gritos de “Castyla! Sant’iago!” ao que os portugueses responderam berrando “Portugal! São Jorge!” e D. Nuno ordenou aos seus soldados que como ele fizessem uma genuflexão com o joelho direito no chão e a outra perna a fazer finca-pé e depois levantar as lanças num ângulo agudo, apoia-las no chão e os cavalos castelhanos se foram espetar nelas. Os Castelhanos feridos e no chão eram então bombardeados por dardos e virotões, e cercados por todos os lados pelos portugueses o que impedia que os primeiros escapassem. Assim os portugueses saíram vitoriosos sobre os castelhanos, na Batalha dos Atoleiros, em 1384. D. Nuno Álvares Pereira foi então nomeado o 2.º Condestável de Portugal – título criado após o fim do Império Romano com a grafia latina de Comes stabilis que substituiu o imperium proconsulare maius e o ulterior Dux -, honra com que foi agraciado por D. João, Mestre de Avis, e ainda recompensado com o título de 3.º Conde de Ourém. Foi então hora de reunir as Cortes em Coimbra, onde, finalmente a 06 de Abril de 1385, D. João seria aclamado Rei pelas Cortes.

A batalha de Aljubarrota, na qual se deve a maior quota-parte da vitória às tácticas de D. Nuno Álvares Pereira, viria a ser decisiva no fim da instabilidade política de 1383-1385 e na consolidação da independência portuguesa. Do seu casamento com D. Leonor de Alvim (1360), o Condestável teve três filhos, mas apenas uma filha teve descendência, D. Beatriz Pereira de Alvim que contraiu matrimónio com o 1.º Duque de Bragança, D. Afonso (I) – filho natural que D. João, Mestre de Avis, ainda solteiro e antes de ser Rei tivera com uma rapariga solteira de nome Inês Pires -, dando origem à Casa de Bragança que viria a reinar em Portugal três séculos mais tarde, solidificando toda a aura que já o seguia.

A partir do reinado de D. João IV, o título deixou de ter conotações militares ou administrativas, para ser exclusivamente honorífico. O último Condestável de Portugal foi o Infante Dom Afonso de Bragança, Duque do Porto, nos reinados do irmão o Rei Dom Carlos I e do sobrinho o Rei Dom Manuel II.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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God Save The King… D. Carlos I

Reis em Fireworks

‘A recepção que nos foi feita ontem em Londres passou absolutamente tudo quanto possas imaginar. Nunca em Londres se fez a um soberano estrangeiro coisa que de longe se parecesse com isto. Nem eu mesmo esperei que isto fosse assim, apesar de saber quanto em Inglaterra eu sou querido e estimado. É uma grande coisa para o nosso País’, escreveu El-Rei Dom Carlos I ao presidente do Ministério José Luciano de Castro, dando conta da recepção calorosa que o Monarca Português teve na capital britânica.

Ultrapassada a crise gerada pelo Ultimato na Velha Aliança – já datada de 1386 em que pelo Tratado de Windsor se celebrou o laço diplomático mais antigo entre duas Nações -, e depois da visita a Portugal de Sua Majestade o Rei Eduardo VII do Reino Unido, reconhecendo definitivamente a importância de Portugal no Mapa Europeu e Mundial, foi a vez de Suas Majestades Fidelíssimas, os Reis de Portugal Dom Carlos I e Dona Amélia, serem convidados pelo Monarca britânico a visitar o Reino Unido, a Monarquia mais poderosa do Mundo, não só hoje, mas até mais na altura, em que o Império Britânico se dilatava soberano pelos Continentes.

Assim, em Novembro de 1904, a convite do Monarca inglês, D. Carlos e D. Amélia aportam em Inglaterra e instalam-se, com a sua entourage, primeiro no Castelo de Windsor e depois no Palácio de Buckingham.

Nas ruas de Londres, sinos a repicar alegremente, foguetes a estalar nos céus, povo britânico nas ruas, nas rotundas e às janelas, bandeiras dos dois Reinos a engalanar, faixas nas árvores e multidões compactas, entusiasticamente, gritando ‘Hip, Hip, Hurrah!’ e ‘God Save The King!’. Todos acolhiam o Rei cujos predicados de diplomata, de cientista, de artista, de atirador, faziam as parangonas dos jornais ingleses. E ele ali privava com o maior Rei da Terra, mas mostrava-se português em tudo, e assim não se fazia rogado em estender a mão e a Sua palavra fácil e amistosa, também, ao Povo que à Sua passagem evocava com o equivalente ao nosso grito pátrio ‘VIV’Ó REI!’, também, a História da Nação Portuguesa.

A culminar a recepção, ‘a cereja em cima do bolo!’: os Monarcas portugueses são brindados com uma sessão de fogo-de-artifício, que termina em apoteose com os rostos dos Reis de Portugal, Carlos e Amélia, gizados por efeito pirotécnico! God Save The King… D. Carlos I de Portugal!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Fotografias Reais

Os Reis Fotógrafos

Verão, época ideal para tirar boas fotografias! Quem, também, aproveitava as férias para captar belas imagens eram Suas Majestades Fidelíssimas o Rei Dom Carlos I de Portugal e a Rainha Dona Amélia. Com as suas câmaras portáteis de fole, modelo Mano da Voigtländer & Sohn, com obturador, chapas de fenda regulável exteriormente, com prancheta da objectiva descentrável nos dois sentidos e com mira de lente bicôncava de montagem articulada com retículo, os Reis captavam sobretudo instantâneos do quotidiano em família e paisagens, mas El-Rei D. Carlos I, como era prática à época entre os artistas plásticos, recorria à fotografia para registar panoramas que mais tarde pintaria nas suas famosas aguarelas, pastéis e alguns óleos.

O genial Rei, um verdadeiro Príncipe da Renascença, o polímata cujo saber e conhecimento não estava restrito a uma área da ciência ou da arte humanas, mas era possuidor de vários dons e talentos que sabia gerir com apurada sensibilidade, também lançava mão do instantâneo fotográfico nas suas pesquisas oceanográficas. De resto, as imagens captadas pelo Rei de Portugal das preparações microscópicas de planctôn numa das suas 12 campanhas oceanográficas, que empreendeu entre 1896 e 1907, foram as primeiras fotografias de género realizadas em Portugal e na Europa: era o mar como nunca antes fora visto e que confirmava os indícios da existência de vida a grandes profundidades!

Também nos estudos ornitológicos que realizou das aves para o seu Catálogo Ilustrado das Aves de Portugal – Sedentárias, de arribação e ocidentais, Fascículo I – e que haveriam de ser ilustradas pelo seu mestre Henrique Casanova -, tiveram importância os clichés que o Rei D. Carlos I tirou dos espécimes.

Aplaudi! Faça-se Justiça a tão Grande Rei, a tão Grande Homem!

– Viv’ó Rei Dom Carlos I de Portugal!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica