Verão, época ideal para tirar boas fotografias! Quem, também, aproveitava as férias para captar belas imagens eram Suas Majestades Fidelíssimas o Rei Dom Carlos I de Portugal e a Rainha Dona Amélia. Com as suas câmaras portáteis de fole, modelo Mano da Voigtländer & Sohn, com obturador, chapas de fenda regulável exteriormente, com prancheta da objectiva descentrável nos dois sentidos e com mira de lente bicôncava de montagem articulada com retículo, os Reis captavam sobretudo instantâneos do quotidiano em família e paisagens, mas El-Rei D. Carlos I, como era prática à época entre os artistas plásticos, recorria à fotografia para registar panoramas que mais tarde pintaria nas suas famosas aguarelas, pastéis e alguns óleos.
O genial Rei, um verdadeiro Príncipe da Renascença, o polímata cujo saber e conhecimento não estava restrito a uma área da ciência ou da arte humanas, mas era possuidor de vários dons e talentos que sabia gerir com apurada sensibilidade, também lançava mão do instantâneo fotográfico nas suas pesquisas oceanográficas. De resto, as imagens captadas pelo Rei de Portugal das preparações microscópicas de planctôn numa das suas 12 campanhas oceanográficas, que empreendeu entre 1896 e 1907, foram as primeiras fotografias de género realizadas em Portugal e na Europa: era o mar como nunca antes fora visto e que confirmava os indícios da existência de vida a grandes profundidades!
Também nos estudos ornitológicos que realizou das aves para o seu Catálogo Ilustrado das Aves de Portugal – Sedentárias, de arribação e ocidentais, Fascículo I – e que haveriam de ser ilustradas pelo seu mestre Henrique Casanova -, tiveram importância os clichés que o Rei D. Carlos I tirou dos espécimes.
Aplaudi! Faça-se Justiça a tão Grande Rei, a tão Grande Homem!
– Viv’ó Rei Dom Carlos I de Portugal!
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

2015/08/09 às 8:14 pm
Bela crónica sobre os estudo fotográficos de SAR, o Senhor Dom Carlos I, bem como do seu interesse para fazer os seus arquivos e ao mesmo tempo, tirar partido de paisagens reais ou do mar, para posteriormente os transportar, pela não menos bela arte de SAR, do desenho e da pintura.
São estes saberes desconhecidos pela maioria dos portugueses, que têm de ser divulgados, pois fazem parte do quotidiano Real, que também são história e devem fazer parte da cultura de um povo.
Uma simples fotografia com tantas histórias para contar.
Parabéns por tão bem descrever o seu saber da nossa História, num passado não muito longínquo, mas de triste saudade!