Monarquia, Cidadania, Democracia


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Ir A Banhos – Moda Que O Rei Lançou

Verão Monárquico

Ir a Banhos!

A actividade ao ar livre agradava sobremodo ao Rei Dom Carlos I de Portugal e uma das suas predilecções era nadar sozinho e relaxadamente na baía de Cascais, em frente à praia – onde não raras vezes salvou alguns banhistas, que o procuravam imitar, de se afogarem, até porque o Monarca português era dos muito poucos que à época sabiam nadar.

Rei a Banhos

Em Portugal o costume de fazer férias à beira-mar foi introduzido pela Família Real Portuguesa em finais do séc. XIX, costume que se estendeu à Aristocracia que até aí fazia a habitual vilegiatura nos seus solares e propriedades rurais.

 

Era na Praia da Ribeira que o Rei possuía a sua barraca de banho, facilmente identificável, pois a bandeira do Reino apresentava-se hasteada quando o Monarca estava presente. Então este costume de ir à praia estendeu-se à Aristocracia, depois à burguesia e transversalmente a toda a sociedade, e não raras vezes, em reconhecimento do lançamento da real moda, se dava o nome dos Reis às praias que se ‘inauguravam’ um pouco por todo o País.

Rei e Povo na Praia

Assim esse costume de ira de férias para a praia, introduzido por Dom Carlos e respectiva Família Real, passou a denominar-se de ‘Ir a Banhos’.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

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Há 90 Anos Acabava a 1.ª República

O Golpe 28 de Maio de 1926

A lúgubre noite de pesadelo que foi a sanguinolenta 1.ª República acabaria a 28 de Maio de 1926 com o Golpe de Estado iniciado, em Braga, pelo general Gomes da Gosta e por Mendes Cabeçadas, sendo instituída uma ditadura militar que viria a dar origem ao Estado Novo.

O País nunca tinha recuperado do Regicídio e a subsequente revolução que implantou o despotismo nada esclarecido da República Velha sacrificaria o Povo atirando-o para miséria, reprimiria os grevistas com os Capacetes de Aço, coarctaria a imprensa pelo ‘visado pela censura’, lançaria os monárquicos para o Limoeiro depois de ‘julgados’ pelos Tribunais Políticos, desterraria o Patriarca de Lisboa, prenderia e assassinaria padres, assaltaria centros católicos no Porto, ergueria a forca caudina em Campolide para os condenados monárquicos, suspenderia as garantias, e, imolaria toda uma geração de jovens, em holocausto, no altar da Guerra a que chamaram Grande, talvez pela mortandade que provocou, e que custaria a vida de entre Europa e África a 7.500 militares portugueses. Ao todo só em La Lys morreram 1.643 militares portugueses do Corpo Expedicionário e os que não foram mortos ou feitos prisioneiros retiraram desorganizadamente para a retaguarda feita de trincheiras podres de lama e sangue. 200 mil Portugueses foram mobilizados e combateram na Europa e em África, mais de 55.000 no Corpo Expedicionário Português na Flandres. Ao todo, reitere-se, 7.500 soldados portugueses perderam a sua vida e 14.062 foram de alguma forma vítimas da Iª Guerra Mundial, seja como mortos, feridos ou prisioneiros. Além destas baixas foram desmedidos os custos sociais e económicos que tiveram consequências extremas para a capacidade nacional, e, os objectivos que levaram os responsáveis políticos da 1ª República a empurrar a juventude para a guerra saíram gorados em toda a linha.

Fernando Pessoa, em 1919, conseguiu, como ninguém, contar a tragédia em forma de verso:

Anda o Povo a passar fome

E quem o mandou para a França

Não tem barriga para o que come

Nem mãos para o que alcança.

 

Os ladrões já não andam na estrada,

Moram na pele dos ministros.

 

Não é português quem come

À custa do português pobre.

 

Nasceram aqui porque tinham

Que nascer em qualquer parte.

 

Ninguém odiava o alemão.

Mais se odiava o francês.

Deram-nos uma espada para a mão

E uma grilheta para os pés.

 

Podiam vender negócios

Sem vender a nossa pele.

 

É inglesa a constituição,

E a república é francesa.

É de estrangeiros a Nação,

Só a desgraça é (que é) portuguesa.

 

Venderam Portugal

Para ter dinheiro em notas.

Meteram-nos na guerra a mal

Só para termos derrotas.

 

Não nos davam de comer,

Nós é que éramos a comida,

Para eles poderem viver

Que lhes estorvava a nossa vida?

 

Metade foi para a guerra,

Metade morreu de fome,

Quem morre, cobre-o de terra.

Quem se afoga, o mar o some.

 

A 1.ª República ou República Velha (5/10/1910 – 28/06/1926) foi, também, um período em que a política interna se destacou negativamente pela deliquescência, pelo sistema do partido único, o que em último grau comprovou a impossibilidade de subsistência, por defeito natural, do regímen republicano que foi marcado pela falta de prestígio e enfraquecido por incompetência e impreparação técnica e política, escândalos de corrupção, lutas intestinas, violência, perseguições, censura, nepotismo, favorecimento, privilégio, despesismo, sem que os criminosos que sobraçavam as pastas do poder ministerial assumissem as responsabilidades pelos próprios erros e ilicitude. Afonso Costa, Ministro da Justiça do governo provisório não eleito de 5 de Outubro de 1910, anula as derradeiras eleições do constitucionalismo Monárquico e no programa político de 29 de Agosto de 1911, anuncia o partido republicano como o partido único da República. Aliou-se no governo à família Rodrigues, com Rodrigo a ministro e Daniel como governador civil de Lisboa, a dupla que fomenta a formiga branca. Segundo João Chagas,  a sua obra política é sempre dirigida contra alguma coisa ou contra alguém. Para Machado Santos,  o líder militar da revolução: ‘o mais audaz, o mais inepto e o mais imoral de todos os tiranos.’ Enfim, apenas um daqueles que Antero de Quental, classificou de ‘garotos’ e de ‘raça pérfida’.

Pode ler-se num excerto d’O Jornal, em 1915, da autoria de Fernando Pessoa que descreveu o estado das coisas republicano:

‘A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos’

Por isso, o Coup… a Revolução se fez sem um tiro, só com um desembainhar de espadas aclamado pelo Povo.

A República Velha foi, portanto, nas palavras do historiador Douglas L. Wheeler a parteira do mais longo sistema europeu de sobrevivência autoritária’.

Entretanto, no que respeita a repúblicas os republicanos, como têm dificuldade em acertar, já vão em três.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Bem-vindos Sejam os Reis!

Reis bem-vindos

Por todo o Mundo, onde já reinou a Monarquia o Povo começa a reclamar o Regresso do seu Rei! No nosso País, Portugal… não é diferente!

O partido do Rei é o interesse nacional e como tal não é indiferente aos projectos dos nacionais e do Estado, mas o suporte do edifício que é a Nação, pois representa uma linha contínua e natural que deseja e tem obrigação de acautelar.

Os nossos antigos Reis co-adjuvados pelos Barões e Povo Portucalense recortaram as nossas fronteiras pela coragem da Espada e com o sonho e empreendorismo criaram um Império de espanto e os que descrêem e desertaram desse Passado, neste Presente só de garganta, renegam o nome não só dos seus maiores, mas também negam a grandeza, no futuro, aos seus filhos, pois existe um tronco directo que liga Passado, Presente e Futuro.

O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,

O som da sua voz tudo transmuda.

E a Sua viva Majestade esplende.

– Fernando Pessoa, 31/07/1935

Garantir a continuidade da realização do projecto nacional é uma qualidade original e exclusiva da Realeza. A mística real é fruto da relação instantânea e afinidade natural que se estabelece entre o Rei e o seu Povo, porque o Soberano encara todos como iguais!

Viv’ó Rei!, era o grito nacional do Povo fiel à instituição real e à independência da Monarquia Portuguesa.

Por isso o Povo acorre, sempre, a ver e a saudar com manifestações de enorme afeição a figura régia. A Monarquia é uma instituição que comporta uma carga simbólica sem paralelo; com admiração, o Povo reconhece o valor que ele julga o melhor e o mais poderoso da Nação: O REI!

Miguel Villas-Boas – Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica


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837 Anos da Bula Manifestis Probatum

Rei Fundador

Em 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece como ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal – El-Rei Dom Afonso Henriques, então com 70 anos de idade e 51 de governação (pois Portugal tinha ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado no 5 de Outubro de 1143).

Na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, Imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.

‘Alexandre III Bispo de Roma e Servo de Deus, ao Caríssimo Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e aos seus herdeiros, para sempre.

Com claros argumentos está provado que tu, intrépido extirpador dos inimigos do Nome de Cristo e diligente propagador da Fé Cristã, pelo esforço da guerra e por acções de cavalaria, tens prestado multíssimos serviços à tua Mãe, a Sacrossanta Igreja, como bom filho e Príncipe católico, assim deixando aos vindouros nome digno de memória e exemplo a imitar. Deve a Santa Sé amara com sincero afecto os que a Providência Divina escolheu para governo e salvação do Povo, sendo tu Afonso, pessoa ornada de prudência, particularmente dotada de justiça e idónea para reger o Povo. Por isso tomamos a tua pessoa sob a protecção de S. Pedro e nossa e concedemos e confirmamos o teu domínio sobre o Reino de Portugal, com inteiras honras de Reino e com a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que arrancares aos muçulmanos.

Alexander Episcopus’

Estava, assim, reconhecido Dom Afonso I Henriques como Rei de Portugal, o Seu direito às conquistas e estabelecida a independência do Reino sob a protecção de Roma.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

 


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22 de Maio de 1886 – Casamento de D. Carlos e D. Amélia

Casamento D. Carlos e D. Amélia

O casamento real entre o Príncipe Real de Portugal Dom Carlos, Duque de Bragança e a Princesa Dona Amélia de Orleães, Princesa de França, foi celebrado no dia 22 de Maio de 1886, na Paroquial Igreja de Santa Justa e Rufina, vulgo Igreja de São Domingos, e foi acompanhado por uma imensa multidão popular que saiu às ruas de Lisboa engalanada para acompanhar o cortejo nupcial.

O cortejo do noivo encimado por um Esquadrão de Lanceiros n.º 2 da Rainha, saído da Ajuda, chegou às 12 horas à Igreja de S. Domingos, onde hasteado no balcão nobre estava o Pavilhão Real, com as Armas Reais sobre fundo vermelho-púrpura. Em torno da praça, vários bandeiras do Reino e estandartes bipartidos com as cores Azul & Branco da Monarquia Portuguesa, rematados por Coroa Real. A noiva com os pais, os Condes de Paris, e respectiva comitiva, vindos do Palácio das Necessidades, chegaram às 12h45m.

22 de Maio de 1886 Casamento de D. Carlos e D. Amélia

A cerimónia começou às 13 horas e foi oficiada pelo Cardeal Patriarca Dom José Neto. Junto ao altar, na capela-mor do templo, sob um pálio vermelho bordado a ouro, com os brasões de armas da Casa Real Portuguesa e da Casa Real de França, estavam os noivos: D. Carlos fardado de uniforme de gala de Major de Lanceiros n.º 2 e a seu lado, vestida de noiva, uma encantadora Dona Amélia que dominava a atenção. À esquerda, guardados por dois alabardeiros, nos respectivos tronos os Reis D. Luís I e D. Maria Pia. O Rei trajando de grande uniforme de Marechal-General e a Rainha um vestido de gala e sobre os ombros um majestoso manto cor-de-rosa que foi realizado tendo como inspiração o pintado num quadro de Peter-Paul Rubens intitulado ‘Triunfo de Maria de Médicis’. Ao lado o sólio e a cadeira gestatória para o Cardeal Patriarca capelão-mor da casa real, que oficiava auxiliado pelo cabido patriarcal.

À direita ficavam os Coxins para o Mordomo-mor, Duques e Marqueses, e lugares reservados para as damas de Sua Majestade a Rainha, oficiais-mor, ajudantes de campo, oficiais às ordens e médicos da real câmara. Do lado da epístola, cadeiras para o cardeal bispo do Porto, para os arcebispos e demais bispos.

Defronte do trono real, os Príncipes representantes dos soberanos estrangeiros e demais príncipes.
Atrás da realeza europeia, lugares para o seu séquito e lugares para os Presidente e Membros do Ministério (governo), Conselho de Estado, ministros e secretários de estado honorários.
Atrás e acostados à parede os cónegos, protonotários, desembargadores, beneficiados e capelães cantores. No cruzeiro do templo, junto da capela-mor e do lado do evangelho, ficaram os membros do corpo diplomático e senhoras de sua família, assim como as Duquesas e mais Senhoras da Grandeza do Reino, mulheres dos Ministros de Estado efectivos, dos Conselheiros de Estado, dos Ministros de Estado honorários e dos oficiais-mor, bem como as filhas solteiras de todos. Defronte ficaram as deputações dos corpos legislativos e tribunais superiores.

Em frente destes e do lado oposto, ficaram o governador civil de Lisboa e a deputação da junta geral do Distrito de Lisboa. Do mesmo lado estavam os assentos para os Condes, viscondes e barões, e demais pessoas da corte. Do lado oposto ficaram o comandante da divisão militar e mais oficiais de mar e terra. No corpo da igreja e tribunas laterais, além do espaço destinado para estrangeiros de distinção, ficaram, do lado do evangelho, os lugares para senhoras e para as deputações de quaisquer corporações, e do lado da epístola para funcionários públicos e para a imprensa. O resto do templo ficou franco para o público. O coro ao fundo do templo foi destinado para a música da capela e casa real.

Casamento de D. Carlos e D. Amélia saída do cortejo de casamento da igreja de Santa Justa e Rufina

Terminada a cerimónia de celebração do casamento de D. Carlos e D. Amélia de Orleães, os recém-casados saíram da Igreja de S. Domingos e receberam as honras da Guarda Real que apresentou as armas. Precedidos por dois Reis-de-Armas a cavalo, arautos, passavantes e acompanhados pelos criados da Casa Real nas vistosas librés vermelhas e amarelas, os noivos seguiram no coche do Papa Clemente XI, dentro do qual acenavam para a multidão popular que enchia as ruas da Capital, em especial num mar de gente sem fim nos Restauradores. A Monarquia mostrava a sua popularidade junto do Povo honesto e bom!

Depois do copo-de-água no Palácio da Ajuda, e terminada a idílica lua-de-mel em Sintra, os Duques de Bragança mudaram-se para a sua nova residência, o Palácio de Belém.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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O Rei Dá O Exemplo

Dom Luís I Citação

‘O meu posto de honra é ao lado da Nação. Hei-de cumprir os meus deveres, que o amor das instituições e a lealdade à Pátria me impõem.’ – El-Rei Dom Luís I de Portugal

O Rei dedicar-se-á exclusivamente à Sua Nação, não procurará sofregamente aumentar a dose de pão diário sem olhar a meios. O Rei especializa-se na defesa do bem da coisa comum e dos interesses da Nação. Lembremos o ‘Princípio’ de Tomás de Kempis segundo o qual os maus hábitos podem ser eficazmente combatidos por outros que lhes sejam contrários. Um costume mau é vencido por um costume bom.

O Rei como um livro aberto – em qualquer parte aberta do livro –, sem nunca ser toldado pela sombra da dúvida, orientará todos pela virtude e pela força do Seu exemplo. Não pensará unicamente em si e no presente pois o Seu trabalho aproveitará às gerações futuras. A Coroa visará a consecução do interesse público e não do interesse individual. Assim, o Rei será o dínamo da sociedade.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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1917 – Enquanto O Povo Passava Fome…

Republicanos comedores

‘Anda o Povo a passar fome

E quem o mandou para a França

Não tem barriga para o que come

Nem mãos para o que alcança.

– Fernando Pessoa

 

MARCHA FÚNEBRE – Fernando Pessoa, finais de 1917

 

Com lixo, dinheiro dos outros, e sangue inocente,

Cercada por assassinos, traidores, ladrões (a salvo)

No seu caixão francês, liberalissimamente.

Em carro puxado por uma burra (a do estado) seu alvo,

 

Passa para além do mundo, em uma visão desconforme,

A República Democrática Portuguesa.

 

O Lenine de capote e lenço,

Afonso anti-Henriques Costa.

 

Mas o Diabo espantou-se: aqui entram bandidos

Até certo ponto e dentro de certo limite.

 

Assassinos, sim, mas com uma certa inteligência.

Ladrões, sim, mas capazes de uma certa bondade.

Agora vocês não trazem quem tivesse tido a decência

De ao menos ter uma vez dito a razão ou verdade.

 

– Fernando Pessoa