Monarquia, Cidadania, Democracia


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Ética Real – A Verdadeira Ética

Só um Rei visa a prossecução do interesse público, do bem da coisa comum e do bem-estar comum, da verdadeira res publica, que jurou valer e garantir na Aclamação. Só um Rei asseguraria essa representatividade de todos e garantiria a ética na administração da coisa comum. Um Rei não é proveniente da esfera das rotações partidárias, é aclamado pela mais significativa das aprovações: a Aclamação por todas as forças vivas da sociedade agregadas em Cortes! É Rei pelo Código do Direito Natural e pela Aclamação da Nação reunida:

‘Real! Real! Real! Pelo muito alto e muito poderoso e fidelíssimo Rei de Portugal!’

Assim, o Rei põe em primeiríssimo lugar os interesses do próprio Povo e da Nação que tem por dever fundamental defender: ’em prol do comum e aproveitança da terra’. Essa noção de serviço público enraíza-se na História, que o Rei como ninguém assume e encarna.

Na obra de 1496, ‘Do Governo da República pelo Rei’, Diogo Lopes Rebelo elenca, já, quais os deveres do Rei:

‘É dever do Rei cumprir o que diz. Lembre-se que não é supremo Rei, a fim de nada fazer de indigno de tão grande nome. Acostume-se a nada dizer de indecoroso e de impróprio de si. Não ouça nem profira palavras desonestas pois que as más falas corrompem os costumes.

É ainda dever do Rei levantar a república na adversidade, conservá-la na prosperidade, e de pequena torná-la grande. Deve, também, considerar que foi colocado à frente dela, não tanto para governar, como para proveito dos cidadãos. (…)

Compete, finalmente, ao Rei pensar na utilidade de seus cidadãos e da república, a ele confiada e entregue. (…) A todos os seus protegerá: nobres, plebeus, incultos, sábios, ricos e pobres, porque o Senhor o fez tutor e pai de muitas gentes.’

Na verdade, o Rei é um servidor da Nação e, por isso pode ser destronado em Cortes extraordinárias, se ele não cumprir qualquer das obrigações inerentes ao seu cargo.

O Rei tem de governar rectamente: Rex eris, si recte facias, si non facias, non eris.

Ética republicana?! Por favor, não nos façam rir!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

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D. Carlos I – O Rei do Portugal Maior

‘A cada ano que passa, esta figura cresce, a ponto de me parecer um dos maiores Reis da sua dinastia. Já redobra de proporções e não se tira do horizonte da nossa consciência.

Não foram os seus defeitos que o mataram, foram as suas qualidades. Só o assassinaram quando ele tomou a sério o seu papel de reinar, e quando, João Franco, quis realizar dentro da Monarquia o sonho de Portugal Maior.’

– Raul Brandão, in “Memórias”, 1.º Volume, Renascença Portuguesa, Porto, 1919, p. 289


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Família Real Portuguesa e os Animais de Estimação

Era bem pública e reconhecida a estima que a Família Real Portuguesa nutria pelos animais e a enorme afeição que dedicava aos seus animais de estimação.

Cavalos, mas sobretudo os cães, acompanhavam sempre a Família Real que com eles se ocupava em inúmeras recreações.

Na fotografia, cliché do Verão de 1909, tendo como cenário o Palácio da Pena, vê-se Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal e a Rainha Senhora Dona Amélia – ainda de luto – com os seus três cães de companhia: o Grand Danois TEJO (em destaque), o labrador CHAMROCK (que na foto recebe a atenção da Rainha) e, deitada, a BOX, a cadelinha branca irish terrier, que para muito desgosto de Sua Majestade a Rainha, ficaria em Mafra após a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910, consequência da precipitação dos acontecimentos e da partida abrupta para o exílio.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica