Monarquia, Cidadania, Democracia


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D. Manuel II na Procissão do Corpo de Deus

El-Rei Dom Manuel II, conforme era tradição dos Reis de Portugal, segurando a 1.ª Vara do Pálio, no lado direito, na Procissão do Corpo de Deus (Lisboa, 1908) e fardado com o grande uniforme de Marechal-General ou Generalíssimo (posto privativo do Rei de Portugal) e envergando o manto de San’Tiago, de cuja Ordem era Grão-Mestre. Atrás, no lugar de Príncipe Real, estava o SAR Infante D. Afonso, Duque do Porto.

O Corpus Christi ou Corpo de Deus é uma solenidade católica realizada na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade ou do Pentecostes, ou seja 60 dias depois do Domingo de Páscoa.

| Plataforma de Cidadania Monárquica

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– AQUI D’EL-REI!

– AQUI D’EL-REI!

‘É tradicional para nós portugueses, quando nos achamos sós, abandonados perante um perigo iminente, bradar:

– AQUI D’EL-REI!’

Mouzinho de Albuquerque, Joaquim | “Moçambique 1896-1898 – A Sua Majestade El-Rei Dom Carlos I de Portugal”, 1899.

Recolha de Plataforma de Cidadania Monárquica

 


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D. Carlos I de Portugal, O Rei Amigo

D. Carlos I de Portugal, O Rei Amigo

‘Olhe que eu sou muito seu amigo e de muitas outras pessoas… Costumam dizer que as pessoas reais não têm amizade por ninguém, mas comigo não se dá isso.’
– Episódio que ocorreu certo dia entre o pequeno Príncipe Real D. Carlos de Bragança de 7 anos tendo como interlocutor Júlio Joubert Chaves, seu mestre das primeiras letras. Seria assim toda a vida…

Rocha Martins | ‘D. Carlos, História do seu Reinado’, edição do autor, Lisboa, 1926

Recolha de Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Amélia – A Rainha Que Dava O Exemplo

Dona Amélia, A Rainha Que Dava O Exemplo

‘Da simplicidade dos seus hábitos darei um traço característico. Uma vez, em Cintra, às cinco horas do antigo terraço da Regaleira, tendo subido dos Pizões três senhoras, que desmontavam de um passeio a cavalo, discutiu-se n’um grupo em que eu me achava, o corte inglês e o corte francês das amazonas, assim como a classificação correlativa dos autores dos três exemplares presentes – Redftern, Felix e Pool. Alguém lembrou-se de perguntar: 
– Onde é que foi feita a amazona da Rainha? – E uma pessoa informada respondeu:
– Fê-la a costureira d’Ela, em Vila Viçosa.’

Ramalho Ortigão | “Perfis Contemporâneos”

Eu dei esse exemplo, pelo que respeita à indústria nacional portuguesa, pois quando vivi em Portugal, usei sempre e estabeleci como regra, na Corte, a preferência de tudo quanto ali era fabricado.’

| S.M.F. A Rainha Senhora Dona Amélia de Portugal

Fotografia: Sua Majestade a Rainha Dona Amélia, vestida de Amazona, na Tapada das Necessidades, em 1900

Recolha | Plataforma de Cidadania Monárquica


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839 Anos da Bula Manifestis Probatum

Rei Fundador

Em 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece como ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal – El-Rei Dom Afonso Henriques, então com 70 anos de idade e 51 de governação (pois Portugal tinha ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado no 5 de Outubro de 1143).

Na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, Imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.

‘Alexandre III Bispo de Roma e Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, para sempre.

Com claros argumentos está provado que tu, intrépido extirpador dos inimigos do Nome de Cristo e diligente propagador da Fé Cristã, pelo esforço da guerra e por acções de cavalaria, tens prestado multíssimos serviços à tua Mãe, a Sacrossanta Igreja, como bom filho e Príncipe católico, assim deixando aos vindouros nome digno de memória e exemplo a imitar. Deve a Santa Sé amara com sincero afecto os que a Providência Divina escolheu para governo e salvação do Povo, sendo tu Afonso, pessoa ornada de prudência, particularmente dotada de justiça e idónea para reger o Povo. Por isso tomamos a tua pessoa sob a protecção de S. Pedro e nossa e concedemos e confirmamos o teu excelso domínio sobre o Reino de Portugal, com inteiras honras de Reino e com a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos sarracenos, nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos.

Alexander Episcopus’

Com a bula “Manifestis probatum“, o Papa Alexandre III declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão, e D. Afonso Henriques, o seu soberano. Na prática, a bula reconheceu a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de Outubro de 1143 em Zamora, pelo rei de Leão, e por D. Afonso Henriques. Estava, assim, reconhecido Dom Afonso I Henriques como Rei de Portugal, o Seu direito às conquistas e estabelecida a independência do Reino sob a protecção de Roma.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

 


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22 de Maio de 1886 – Casamento de D. Carlos e D. Amélia

Casamento D. Carlos e D. Amélia

O casamento real entre o Príncipe Real de Portugal Dom Carlos, Duque de Bragança e a Princesa Dona Amélia de Orleães, Princesa de França, foi celebrado no dia 22 de Maio de 1886, na Paroquial Igreja de Santa Justa e Rufina, vulgo Igreja de São Domingos, e foi acompanhado por uma imensa multidão popular que saiu às ruas de Lisboa engalanada para acompanhar o cortejo nupcial.

O cortejo do noivo encimado por um Esquadrão de Lanceiros n.º 2 da Rainha, saído da Ajuda, chegou às 12 horas à Igreja de S. Domingos, onde hasteado no balcão nobre estava o Pavilhão Real, com as Armas Reais sobre fundo vermelho-púrpura. Em torno da praça, vários bandeiras do Reino e estandartes bipartidos com as cores Azul & Branco da Monarquia Portuguesa, rematados por Coroa Real. A noiva com os pais, os Condes de Paris, e respectiva comitiva, vindos do Palácio das Necessidades, chegaram às 12h45m.

22 de Maio de 1886 Casamento de D. Carlos e D. Amélia

A cerimónia começou às 13 horas e foi oficiada pelo Cardeal Patriarca Dom José Neto. Junto ao altar, na capela-mor do templo, sob um pálio vermelho bordado a ouro, com os brasões de armas da Casa Real Portuguesa e da Casa Real de França, estavam os noivos: D. Carlos fardado de uniforme de gala de Major de Lanceiros n.º 2 e a seu lado, vestida de noiva, uma encantadora Dona Amélia que dominava a atenção. À esquerda, guardados por dois alabardeiros, nos respectivos tronos os Reis D. Luís I e D. Maria Pia. O Rei trajando de grande uniforme de Marechal-General e a Rainha um vestido de gala e sobre os ombros um majestoso manto cor-de-rosa que foi realizado tendo como inspiração o pintado num quadro de Peter-Paul Rubens intitulado ‘Triunfo de Maria de Médicis’. Ao lado o sólio e a cadeira gestatória para o Cardeal Patriarca capelão-mor da casa real, que oficiava auxiliado pelo cabido patriarcal.

À direita ficavam os Coxins para o Mordomo-mor, Duques e Marqueses, e lugares reservados para as damas de Sua Majestade a Rainha, oficiais-mor, ajudantes de campo, oficiais às ordens e médicos da real câmara. Do lado da epístola, cadeiras para o cardeal bispo do Porto, para os arcebispos e demais bispos.

Defronte do trono real, os Príncipes representantes dos soberanos estrangeiros e demais príncipes.
Atrás da realeza europeia, lugares para o seu séquito e lugares para os Presidente e Membros do Ministério (governo), Conselho de Estado, ministros e secretários de estado honorários.
Atrás e acostados à parede os cónegos, protonotários, desembargadores, beneficiados e capelães cantores. No cruzeiro do templo, junto da capela-mor e do lado do evangelho, ficaram os membros do corpo diplomático e senhoras de sua família, assim como as Duquesas e mais Senhoras da Grandeza do Reino, mulheres dos Ministros de Estado efectivos, dos Conselheiros de Estado, dos Ministros de Estado honorários e dos oficiais-mor, bem como as filhas solteiras de todos. Defronte ficaram as deputações dos corpos legislativos e tribunais superiores.

Em frente destes e do lado oposto, ficaram o governador civil de Lisboa e a deputação da junta geral do Distrito de Lisboa. Do mesmo lado estavam os assentos para os Condes, viscondes e barões, e demais pessoas da corte. Do lado oposto ficaram o comandante da divisão militar e mais oficiais de mar e terra. No corpo da igreja e tribunas laterais, além do espaço destinado para estrangeiros de distinção, ficaram, do lado do evangelho, os lugares para senhoras e para as deputações de quaisquer corporações, e do lado da epístola para funcionários públicos e para a imprensa. O resto do templo ficou franco para o público. O coro ao fundo do templo foi destinado para a música da capela e casa real.

Casamento de D. Carlos e D. Amélia saída do cortejo de casamento da igreja de Santa Justa e Rufina

Terminada a cerimónia de celebração do casamento de D. Carlos e D. Amélia de Orleães, os recém-casados saíram da Igreja de S. Domingos e receberam as honras da Guarda Real que apresentou as armas. Precedidos por dois Reis-de-Armas a cavalo, arautos, passavantes e acompanhados pelos criados da Casa Real nas vistosas librés vermelhas e amarelas, os noivos seguiram no coche do Papa Clemente XI, dentro do qual acenavam para a multidão popular que enchia as ruas da Capital, em especial num mar de gente sem fim nos Restauradores. A Monarquia mostrava a sua popularidade junto do Povo honesto e bom!

Depois do copo-de-água no Palácio da Ajuda, e terminada a idílica lua-de-mel em Sintra, os Duques de Bragança mudaram-se para a sua nova residência, o Palácio de Belém.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Parabéns, Plataforma de Cidadania Monárquica!

Feliz 5.º Aniversário da Plataforma de Cidadania Monárquica

A Plataforma de Cidadania Monárquica completa hoje o seu 5.º Aniversário.

A Plataforma de Cidadania Monárquica nestes cinco anos de existência, desde o lançamento a 15 de Maio de 2013, percorreu um caminho de avanços sem recuos na divulgação do ideal da Monarquia e das suas vantagens; cresceu e tornou-se incontornável no meio monárquico, como mostra o número de mais de 5.300 seguidores que possui na sua página no Facebook, assim como o enorme número de visualizações dos seus artigos e restantes conteúdos quer nas redes sociais quer no blogue, e pelas partilhas e cópias que outras páginas monárquicas fazem das publicações da PdCM. A Plataforma de Cidadania Monárquica atingiu a notoriedade pela publicação de conteúdos originais de grande qualidade, fruto de um rigoroso trabalho de investigação e pesquisa e por isso é hoje uma marca indelével na difusão da Causa da Monarquia.

Mas nem tudo foram alegrias, pois foi com a mais profunda das tristezas que vimos partir para a Casa do Senhor, em Outubro de 2014, o nosso Amigo e Co-Fundador David Garcia, tragado num curtíssimo espaço de tempo por uma doença traiçoeira.

Não podíamos, contudo, deixar acabar um projecto [Plataforma de Cidadania Monárquica] a que dedicamos tanto tempo e trabalho, pois o Regresso da Monarquia é o nosso objectivo, um desiderato sem tréguas e essa perseverança deu os frutos que são hoje públicos: a Plataforma de Cidadania Monárquica tornou-se uma das forças mais operantes e originais do Movimento Monárquico Português. E assim vamos continuar, sem hesitações, com a publicação de artigos de opinião, história «não censurada», entre outros conteúdos para promover a nossa Causa e Portugal.

Agradecemos a todos os nossos Seguidores e Amigos que têm a bondade de fielmente seguir as nossas publicações em defesa do regresso da Monarquia Portuguesa e que como nós assistem dia após dia ao colapso e à manifesta impossibilidade de regeneração do actual regímen corroído do Estado das Coisas republicano.

Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia! Viva Portugal!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica