Monarquia, Cidadania, Democracia

Dom Manuel II Ao Colo De Minhota

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Atestando a importância do Traje à Vianesa e das Festas da Senhora D’Agonia, neste cliché (colorizado agora), mas cujo original é datado de 1890, uma rapariga vestida à lavradeira de Viana, segura ao colo o então Infante Dom Manuel de Bragança – na fotografia com apenas cinco meses de idade -, Duque de Beja e futuro e último Rei de Portugal.

A minhota D. Maria José Coelho de Castro Malheiro Villas-Boas, à altura, fazia parte da Casa Civil do Paço Real, e pertencia a algumas das mais distintas Famílias do Minho: Coelho Villas-Boas (Casa da Boa-Viagem), Malheiro Pereira, Pitta, Castro Araújo, Mogueimas de São Miguel, Couros Carneiro, etc…

Já neste ano de 2018, as Festas da Senhora D’Agonia, em Viana do Castelo, tradição já com 235 anos, decorrem de hoje até 20 de Agosto de 2017.

Decorre, neste dia 17 de Agosto de 2016 – começando às 16 horas – o Desfile da Mordomia, o mais icónico evento das Festas da Senhora D’Agonia, em Viana do Castelo, onde desde há 50 anos centenas de raparigas e senhoras desfilam no Cortejo da Mordomia vestidas com os trajes tradicionais de cada freguesia da capital minhota. Neste concorrido e emblemático desfile das mordomas e lavradeiras na Romaria D’Agonia, as mulheres Trajadas à Vianense progridem pelas principais ruas do Centro Histórico de Viana do Castelo, envergando os tradicionais e coloridos Trajes à Vianense de lavradeira, de mordoma, de noiva, de meia senhora ou com traje de festa, segurando na mão, envoltos num lenço de Viana, uma vela votiva ou um palmito e envergando ao peitilho os mais variados artefactos do chamado Ouro de Viana: gramalheiras, fios – alguns de três metros – com e sem pendente, colares de contas, peças, custódias, borboletas, cruzes de raios e de Malta, Corações de Viana em filigrana, brincos à Rainha, escravas, tudo em ouro e num valor que rondará os 14 milhões de euros.

O Traje à Vianense ou Domingueiro de mulher é confeccionado artesanalmente, usando materiais como a lã e o linho. O Traje à Lavradeira é uma criação das camponesas de freguesias de Viana do Castelo, e hoje em dia é usado principalmente em festas, feiras ou grupos folclórico.

O Traje à Vianense é composto por várias peças, realçando-se a saia que vai identificar a aldeia da rapariga; essa saia característica é de tecido vermelho com estreitas listras pretas e brancas, mas como é usada em toda a região possui variantes em azul, verde ou preto ou branco.

O Avental é bordado de acordo com a flora da região. As cores mais comuns dos bordados de linha de algodão são o vermelho, o branco e o azul.

Os lenços são de cores diferentes consoante as freguesias, sendo que que o Traje da Areosa é o copiosamente vermelho e que corresponde ao Traje que a retina melhor identifica como o à Vianense: saia vermelha com barra vermelha com motivos bordados a algodão, por vezes com missangas e lantejoulas, colete vermelho com a cinta preta e os lenços típicos da cabeça e do peito os dois vermelhos.

Depois o traje varia consoante as Freguesias do Distrito de Viana do Castelo, sendo que o que emprega mais preto na saia é o de Santa Marta de Portuzelo. O de Dem é o mais azul e garrido.

Tradições seculares que enchem Portugal de orgulho!

‘Minho, o espectáculo prodigioso que faz amar Portugal!’, escreveu Camilo Castelo Branco.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

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