Monarquia, Cidadania, Democracia


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D. Catarina de Bragança – O Chá em Inglaterra e Muito, Muito Mais

A 25 de Novembro de 1638 nascia D. Catarina de Bragança, Infanta de Portugal e Rainha de Inglaterra ao casar, em 1662, com o Rei Carlos II e que foi responsável pela introdução, em Inglaterra, do Chá e Muito Mais.
Em 1661, a Rainha regente D. Luísa de Gusmão, digníssima viúva d’El Rei Dom João IV, o Restaurador, declarou em Cortes o contrato nupcial, aprovado pelo Conselho de Estado, do casamento da Infanta Dona Catarina Henriqueta de Portugal com o Rei Carlos II de Inglaterra. Seguiu-se um contrato de paz, com artigos muito curiosos, publicado no Gabinete histórico, de Frei Cláudio da Conceição, onde vem a descrição do real consórcio:

«0 nosso augusto Soberano Lorde Carlos II, pela Graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, Defensor da Fé e a Ilustríssima Princesa D. Catarina, Infanta de Portugal, filha do falecido D. João IV, e irmã de D. Afonso, presente rei de Portugal, foram casados em Portsmouth na quinta-feira, vigésimo segundo dia de Maio, do ano do N. Sr. de 1662, 14.º do reinado de SM, pelo R. R. F. in G. Gilbert, Bispo Lorde de Londres, Deão da Real Capela de Sua Majestade na presença de grande parte da nobreza dos domínios de Sua Majestade e da de Portugal.»

Dona Catarina não foi uma rainha popular em Inglaterra por não ter descendência e por ser católica – o que a impediu de ser coroada -, mas uma infanta nascida e criada no seio de uma família real ilustrada, culta; educada nos costumes e hábitos tradicionais portugueses não podia deixar de ter uma influência indelével na nação que, apesar de tudo, a não acolhera. Assim, entre muitos hábitos e práticas que levou, ficará, para sempre, como a responsável pela introdução do chá em Inglaterra. De facto, Dona Catarina levou como dote os territórios de Bombaim (actual Mumbai) e Tânger – ganhando assim a Inglaterra o início de um Império -, mas muito mais.
Natural da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI. Assim, este foi um hábito que Dona Catarina levou de casa e que continuou a seguir em Inglaterra, organizando reuniões de senhoras a meio da tarde na qual se bebericava a famosa e reconfortante bebida.
O hábito de beber chá já existiria, num período em que a Companhia das Índias Orientais o estava a vender abaixo do preço comercializado pelos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, epilepsia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, pedra, letargia, enxaquecas e vertigem – um verdadeiro cura tudo e mais alguma coisa -, mas foi Dona Catarina de Bragança que o transformou na “instituição” que os ingleses hoje conhecem por “Chá das Cinco”, o tão famoso quanto imprescindível “five o’clock tea”. Bom, na realidade o chá não era tomado às cinco, mas sim às quatro, e o nome chá em inglês é TEA , ora essa palavra é oriunda do português pois referia-se ao nome dos barcos que o transportavam e que eram chamados de ‘Transporte de Ervas Aromáticas’.
Acresce que, o consumo deste produto era apanágio das esferas mais altas da sociedade. Em consequência, também, surgiu a expressão: “Ter falta de chá!”, dirigida a alguém que não tem educação ou que não tem maneiras, uma vez que o chá era originariamente consumido por famílias nobres, presumidamente mais sofisticadas. Hoje, claro que numa sociedade burguesa e plutocrata, em que o dinheiro é o mote, não está garantido que haja na alta-roda muito chá, até porque podem-no não ter tomado em pequeno!
Assim, Dona Catarina de Bragança deixou pelo menos a Inglaterra a rotina de beber chá que se tornou um dos hábitos tipicamente britânicos, mas que não foi o único: deixou, também, o costume do consumo da geleia de laranja. A compota de laranja que os ingleses designam de “marmelade”, usando, erroneamente, o termo português marmelada, foi levada pela Infanta portuguesa que recebia regularmente as remessas de cestas de laranjas enviadas pela mãe, algumas das quais azedavam na viagem. Dona Catarina conservara o costume português de fazer compotas e, curiosamente, a Rainha de Inglaterra servia a sua vingançazinha ao guardar a compota de laranjas doces para si, para as suas damas de companhia e amigas e a de laranjas amargas para as inimigas, particularmente, para as concubinas de Carlos II.
Mas a revolução cultural que Dona Catarina, Infanta de Portugal e Rainha de Inglaterra, operou na Corte inglesa não ficou por aqui. Também lá introduziu o uso dos talheres – pois antes disso os ingleses, mesmo a realeza e a aristocracia mais fina, comiam com as mãos, levando os alimentos à boca com três dedos (polegar, indicador e médio) da mão direita. Apesar de o garfo já ser conhecido só era usado para trinchar ou servir, ora na Corte Portuguesa, que à época ditava o bem ser, Catarina estava habituada a utilizá-lo para levar os alimentos à boca e, em breve, todos começaram a seguir o exemplo da Rainha portuguesa de Inglaterra.
Também foi Dona Catarina a introduzir o tabaco em Terras de Sua Majestade e em breve todos os ingleses passaram a andar de caixinha de rapé no bolso do colete.
Há já muito tempo que, em Portugal, se utilizavam pratos de porcelana para comer, ora em Inglaterra, ainda comiam em pratos de ouro ou de prata, muito menos higiénicos e que não conservavam a refeição quente; ora com a Infanta de Portugal a utilizar a ‘fine china’, a partir de aí, o uso de louça de porcelana generalizou-se, também, por lá.
Era hábito na Corte portuguesa os saraus em que se ouvia ópera, ora como Dona Catarina levara no seu séquito uma orquestra de músicos portugueses, foi por sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra, legando dessa forma mais uma importante herança cultural.
E não é que a Infanta e Rainha da Casa de Bragança ainda lançou moda para equitação.
E haveria Império britânico sem o fabuloso dote de Dona Catarina de Bragança que para além da uma exorbitante quantia em dinheiro incluía ainda a cidade de Tânger, no Norte de África e a ilha de Bombaim, na Índia?! Pelo que, depois de receber a importante e estratégica Bombaim dos portugueses, o monarca inglês rei Carlos II autorizou a Companhia das Índias Orientais a adquirir mais territórios, nascendo, desse modo, o Império Britânico!
Por último, deram o seu nome a um bairro da Colónia de Nova Iorque (ainda não existiam os EUA) – Queens -, onde existe uma estátua de D. Catarina de Bragança.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

Imagem: Óleo de Peter Lely (1618-1680) | Royal Collection Trust


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O Costume da Árvore de Natal

Decisivo na difusão do costume de armar a Árvore de Natal foi quando, em 1846, o Príncipe germânico Albert de Saxe-Coburgo-Gotha (Dinastia Wettin), marido de Sua Majestade A Rainha Vitória do Reino Unido, armou um Pinheiro de Natal no Castelo de Windsor. A enfeitar a Árvore de Natal, foram pendurados nos ramos, nozes pintadas de dourado, bolas coloridas, frutas cristalizadas diversas e de múltiplas cores cobertas de açúcar, pacotes de doces, enfeites de correntes de papel colorido. Flores e laços de tecido, também coloriam a árvore. Por fim, como iluminação, penduraram pequenas velas em potes de vidro cuja luz reflectia no pó de vidro espalhado para dar mais luminosidade e efeitos e contrastes de luz à árvore. Depois, bastou uma gravura da família real junto do pinheiro de Natal, e que haveria de ser publicada na revista Illustrated London News, para a tradição se estender por todo o domínio do Império Britânico e por toda a Europa cristã.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Mensagens Reais de Natal 2016

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Com altíssimos shares de audiências nas televisões que as emitem, as mensagens de Natal dos Monarcas europeus são um êxito porque transparecem a ideia de credibilidade.

O Povo britânico, o Povo espanhol, o Povo holandês, o Povo belga etc., ao assistirem com grande atenção às emissões dos discursos de Natal dos seus Reis demonstram não só interesse no conteúdo, mas têm uma forte sensação de que a mensagem é credível, pois só acreditando que o que está a ser dito corresponde à verdade e ao efectivo pensamento do monarca, justifica que as audiências sejam tão elevadas, pois ninguém, muito menos na época em que se celebra o Nascimento do Salvador, o nascimento da Verdade pode estar interessado noutra coisa que não na verdade. Ninguém perde tempo com um recado ministerial que procura vender sem magia a ilusão ou com um inócuo videotape presidencial sem conteúdo!

Os Monarcas Europeus, os Soberanos, os Chefes de Estado Hereditários, cada um por si – pois só eles e apenas eles são os Chefes de Estado – aproveitaram não só para desejar ‘Boas Festas’ ao Seu Povo como para lhes transmitir esperança num futuro que cabe a todos juntos construir com Paz e Harmonia!

Quando a representação do Estado é feita por um Monarca constitucional supra-partidário, que modera todas as facções partidárias e sociais e que revela o Bem Comum para o País, existe uma unidade da representação, como representante relativamente a toda a Nação, pela simples razão que só a sucessão hereditária garante uma legitimidade que é a independência face ao poder político e uma dedicação sincera influenciada pelos princípios da Moral, da ética, do conhecimento adquiridos pela educação de uma vida de serviço, pelo acumular de experiência, e que nenhum outro chefe de Estado, que não seja Monarca, possui. As actividades de um Rei fortalecem a Monarquia e a própria Democracia, pois o Rei não é um político e como tal é livre e independente de todas as estranhas tutelas!

O Rei tem de reinar rectamente! Não há político, algum, que tenha entranhado esse sentido de Justiça, arreigado esse espírito de missão!

Ser Rei é ser Pai duma Nação!

Por isso, os Monárquicos não reconhecem mais alta magistratura do que a Real!

Sua Majestade a Rainha Elizabeth II do Reino Unido, na sua 64ª emissão anual de Natal, reflectiu sobre ‘Inspiração’ e afirmou muitas vezes retirar força quando encontra pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias: ‘Voluntários, cuidadores, os organizadores da comunidade e vizinhos; heróis desconhecidos cujo silêncio dedicação as torna especiais. Eles são uma inspiração’.

Sua Majestade o Rei Filipe VI de Espanha falou para toda a Nação, e incidiu o foco nas questões sociais, mas também, defendeu o primado da Lei e do Direito, lembrando que ‘ninguém está acima da Lei’.

Importantes e fortes mensagens, bem diferentes do desfiar de lugares comuns das mensagens dos políticos republicanos que enchem o peito para dizer que representam o País, quando na verdade defendem apenas as agendas dos seus partidos e das suas ideologias.

Por isso só os Reis ao falarem na 1.ª pessoa do plural ‘Nós’, o dito Plural Majestático ou Pronome Real, o fazem com verdadeira e real noção do Seu papel de representarem todos e toda a Nação, represtinando a forma de se dirigir à Nação iniciada pelo Rei Luís XIV de França.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Isabel II – A Rainha Do Mais Longo Reinado

A Rainha

Hoje 9 de Setembro de 2015, Sua Majestade a Rainha Isabel II do Reino Unido e dos seus outros Reinos completa 63 anos e 217 dias de Reinado ultrapassando assim a sua trisavó, a Rainha Victoria, e tornando-se a Monarca Britânica com o mais longo reinado da História daquela Nação.

Nascida Elizabeth Alexandra Mary, em Londres, a 21 de Abril de 1926, inicialmente nada faria pensar que enquanto neta do soberano George V, a Princesa da Grã-Bretanha, embora recebendo o tratamento de Sua Alteza Real a Princesa Isabel de York, e ocupando a terceira posição na linha de sucessão ao trono, imediatamente atrás de seu pai o Príncipe Albert (Bertie), Duque de York e de seu tio Edward David, o herdeiro presuntivo e Príncipe de Gales, viria a ser Rainha do Reino Unido.

Com a Abdicação do tio Edward VIII, relegado para Duque de Windsor, e a morte de Seu Augusto Pai, o Rei George VI, a Ascensão ao Trono de Elizabeth II ocorreu em 6 de Fevereiro de 1952 e a Coroação a 2 de Junho de 1953, na Abadia de Westminster, tornando-se Pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos Seus Outros Reinos e Territórios (Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, e São Cristóvão e Nevis), Chefe da Comunidade Britânica e Defensora da Fé. Na cerimónia de Estado de maior pompa e aparato que existe no Mundo, a Coroação de um Soberano Britânico, Isabel II do Reino Unido, perante os Pares e os deputados do Reino e o governo – que será sempre de Sua Majestade – entronizada no Trono de São Eduardo, recebeu a Coroa Imperial, o Ceptro e o Orbe, a Espada, as Manilhas e o Anel; depois, já investida com a descrita Regalia, fez o juramento do Soberano.

Foi a primeira coroação de um Soberano britânico transmitida em directo pela Televisão britânica, a já mítica BBC.

Ao longo do Seu Reinado de 63 anos, 7 meses e 3 dias empossou 12 Primeiros-Ministros, começando por Sir Winston Churchill, igualando a Rainha Victoria e faltando-lhe apenas um para o record na posse de George III.

A jovem princesa Isabel foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe Elizabeth Bowes-Lyon, a então, Duquesa de York. A Sua ama era Marion Crawford. Estudou história e línguas modernas, falando fluentemente francês.

Apesar de seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse a Rainha, pois era a terceira na linha de sucessão ao trono Britânico, e o Príncipe de Gales era jovem e presumivelmente, ascenderia ao trono e teria seus descendentes, fazendo assim sua linha de sucessão. Em 1936, quando seu avô paterno, o Rei George V, morreu e seu tio David Edward o sucedeu como Edward VIII, a Princesa Elizabeth tornou-se a segunda na linha de sucessão ao trono, atrás de seu pai. Após um ano no Trono, Edward VIII abdicou, ante a não-aceitação pela família real e do estableshiment britânico de um casamento seu com a socialite americana, duas vezes divorciada, Wallis Simpson, gerando uma crise constitucional. O pai de Isabel tornou-se Rei e ela tornou-se a herdeira presuntiva, sob o título de Sua Alteza Real A Princesa Isabel. Em 1943, aos 16 anos de idade, SAR a Princesa Isabel fez sua primeira aparição pública, desacompanhada, numa visita aos Grenadier Guards, de qual foi nomeada Coronel-em-Chefe. Em Fevereiro de 1945, ingressou no Serviço Territorial Auxiliar das Mulheres, como uma honorária Segunda Subalterna, com o número de serviço 230873. Foi treinada como motorista e mecânica, dirigindo um camião militar, e foi promovida a Comandante Júnior cinco meses depois, o que faz, portanto, de Sua Majestade, hoje, a última Chefe de Estado viva a ter servido na Segunda Guerra Mundial. A Guerra terminou e dois anos depois, a Princesa Isabel fez a sua primeira viagem ao exterior, acompanhando os Reis, Seus Pais, à África do Sul. No seu 21º aniversário, em Abril de 1947, em um pronunciamento à Comunidade Britânica da África do Sul, declarou: “Eu declaro diante de todos vocês, que minha vida inteira, seja ela longa ou curta, será dedicada ao seu serviço e ao serviço de nossa grande família imperial, a qual todos nós pertencemos”.

Isabel reencontrou, o Príncipe Philippos Von Battenberg Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca, filho do Príncipe André da Grécia (tio do actual Rei Constantino – não reinante) e da Princesa Alice de Battenberg e neto do Rei da Dinamarca. O casal de primos em segundo grau por parte do Rei Cristiano IX da Dinamarca e primos em terceiro grau por intermédio da Rainha Vitória do Reino Unido contraiu matrimónio, em 20 de Novembro de 1947, na Abadia de Westminster. Antes do casamento, Filipe renunciou aos seus títulos Reais Gregos e Dinamarqueses, convertendo-se da Igreja Ortodoxa Grega ao Anglicanismo e adoptou o nome anglicizado Philip e o apelido, também anglicizado, de sua mãe, transformando Battenberg em Mountbatten, e, foi-lhe concedido o tratamento de Sua Alteza Real e o título de Duque de Edimburgo.

Entretanto, em 1951, a saúde do Rei começa a esmorecer, e quando Isabel e Filipe se deslocavam numa visita real à Austrália e Nova Zelândia, com passagem pelo Quénia, a herdeira real é informada do falecimento do Rei George VI, Seu Pai. Imediatamente, proclamada Rainha com o Nome Real de “Isabel, é claro”, regressa com o Duque de Edimburgo para a cerimónia de Ascensão ao Trono no Palácio de St. James e depois mudam-se para o Palácio de Buckingham. Tiveram 4 filhos: Carlos, Príncipe de Gales e herdeiro do Trono, Ana, André e Eduardo.

A Dinastia Windsor é a Casa Real de Inglaterra, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha, sendo presentemente a Dinastia reinante no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos países da Commonwealth. O seu actual soberano é a Rainha Isabel II. Com o fim da Casa reinante de Stuart, pois a Rainha Ana de Inglaterra não teve descendência, em 1714, o Eleitor Jorge de Hanôver, tornou-se Jorge I da Grã-Bretanha. A sua pretensão, que assegurava a sucessão protestante, baseou-se no facto de ser bisneto do Rei Jaime I de Inglaterra (VI da Escócia) através da sua mãe a Condessa Palatina, Sofia de Simmern. Embora, ainda houvesse membros mais chegados da Casa de Stuart, como James Francis Edward Stuart, como eram católicos, o Príncipe (um dos Nove Príncipe Eleitores Germânicos, donde era escolhido o Kaiser) de confissão protestante foi preferido pelo Parlamento britânico. Depois, com o casamento da Rainha Vitória a Casa de Hanôver deu lugar à de Saxe-Coburgo-Gotha.

A Família Real Britânica passou a ter a denominação actual de Windsor no ano de 1917, durante a I.ª Grande Guerra, altura em que um sentimento exacerbado anti-germânico no povo inglês fez com que o Rei Jorge V – brilhante estratega em relações públicas e em modernizar a Monarquia; pode-se mesmo dizer que foi Sua Majestade que a trouxe para o século XX – alterasse para versões em inglês todos os seus títulos e sobrenomes alemães. E nada melhor do que Windsor, pois o Castelo homónimo remonta aos tempo de Guilherme I, o Conquistador.

O nome alemão reporta ao casamento da Rainha Vitória com o Príncipe Albert, filho do Duque Ernesth de Saxe-Coburgo-Gotha, em Fevereiro de 1840. Todavia, Saxe-Coburgo-Gotha não era o sobrenome pessoal do Príncipe Consorte, mas o sobrenome dinástico da sua família – o seu apelido era von Vettin. Desta forma, através de uma Ordem ao Conselho (Order-in-Council) o Rei Jorge V transformou o von Vettin em Windsor. Porém, a Ordem ao Conselho, como era costume, aludia apenas “aos” descendentes da Rainha Vitória, e não inevitavelmente “às” descendentes.

Em Abril de 1952, dois meses volvidos da sua ascensão ao trono, a Rainha Isabel II terminou o descuido do lapsus lingue com o nome dinástico e decretou ao seu Conselho Particular a sua “vontade e satisfação de que eu e meus filhos sejamos chamados e conhecidos como membros da Casa e Família de Windsor, e que meus descendentes que se casem e seus respectivos descendentes carreguem o nome Windsor.”

Ulteriormente, a 8 de Fevereiro de 1960, a Soberana Elizabeth II proclamou outra Ordem ao Conselho corroborando que Ela e os seus quatro filhos seriam conhecidos como Dinastia, Casa e Família de Windsor e que Ela e outros descendentes da linhagem masculina (exceptuando aqueles que fruíam do título de Príncipe ou Princesa e eram conhecidos como “Sua Alteza Real”) seriam conhecidos pelo nome de Mountbatten-Windsor.

Elizabeth II é a monarca de todos os recordes: já cumpriu o Jubileu de Diamante; é a mais velha Monarca do Mundo e, a partir de hoje, Aquela com o Reinado mais longo da História Britânica.

Cerca de 125 milhões de pessoas vivem em países de que é Soberana, gozando de uma aceitação popular de 83%, mais do que os 80% do próprio Regime de Monarquia, e sem nunca sofrer uma desaprovação pública numa vida de serviço incólume dedicada unicamente à Missão e Ofício de Reinar, sem nunca as censurar pessoas com quem contactou ou fazer um comentário jocoso em público, e, ninguém, jamais, a ouviu satirizar outrem.

Com a Sua Descendência, o filho Príncipe Carlos, o neto Príncipe William e o bisneto Príncipe George está assegurado que a Casa de Windsor – que prolonga uma Linhagem que reina ininterruptamente há mais de 1.000 anos – reinará por mais de uma centena de anos, e que, a Família Real, se perpetuará pelo próximo milénio, aludindo ao desejo de Elizabeth II de que a Casa Reinante Britânica atravesse este e o novo século e os seguintes no Trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte assim como dos outros quinze Estados soberanos independentes conhecidos como os reinos da Commonwealth.

A relevância de um símbolo é patente e indelével e basta pronunciar a expressão “A Rainha” e ninguém terá dúvidas que se refere a Isabel II, que personifica a Coroa e a Monarquia Britânicas.

Vivat Regina! God Save The Queen! Long May She Live, Long May She Reign!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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Sobre a 1.ª Convenção da Associação dos Autarcas Monárquicos, os Municípios e a Monarquia

APAM

A Plataforma de Cidadania Monárquica teve a honra de acompanhar os trabalhos da ‘1.ª Convenção da APAM – Associação dos Autarcas Monárquicos’ que decorreu no último Sábado, dia 11 de Abril de 2015, na ‘Casa do Infante – House of Prince Henry’, no Porto.

Numa sessão com o anfiteatro repleto de monárquicos, que decorreu com a Presença de SAR O Senhor Dom Duarte de Bragança, os autarcas monárquicos e os convidados debateram as vantagens do municipalismo e da mudança de regímen de republicano para uma Monarquia.

Esgotado que está o actual modelo de chefia de Estado, assim como o actual sistema político, o exercício da chefatura do Estado por um Rei traduzir-se-á num enormíssimo conjunto de benefícios para o cidadão que hoje se encontra quase na posição de um elementar número face ao poder central sem que do processo somatório resulte a genuína representação da vontade dos indivíduos. Também, nesse processo de aumento da expressão dos anseios dos cidadãos e da sua vontade o reforço do poder dos municípios aparece como uma solução para a falta de representação actual.

O presente sistema eleitoral para as eleições legislativas, em que os círculos eleitorais correspondem à organização administrativa, não permite aos cidadãos-eleitores elegerem os seus representantes, pois os deputados são escolhidos pelos partidos. Os deputados eleitos pelos actuais 22 Círculos Eleitorais – no continente correspondem actualmente aos distritos, e mais dois círculos nas Regiões Autónomas, e ainda um para os cidadãos portugueses residentes na Europa e outro para os que residentes fora da Europa – representam quem?

O actual sistema proporcional, de círculos plurinominais e do domínio de listas partidárias, é um sistema representativo em que não existe uma relação entre o deputado e o eleitor, e, consequentemente, onde as ânsias verdadeiras das gentes são relegadas para um plano secundário e permutadas pelas conveniências das agendas próprias dos deputados e dos partidos políticos, assim como dos lobbies instalados. É necessário um sistema que permita a escolha dos deputados pelos eleitores, e não exclusivamente pelos partidos, como actualmente. Assim, com o actual sistema proporcional, a maneira de organizar as actuais listas partidárias cria uma espécie de blindagem, fazendo dos deputados meros representantes dos partidos e não dos eleitores e, em último grau, do Povo.

Os municípios encontram-se hoje praticamente esvaziados de poderes e numa dependência gritante face à vontade do poder central. Ora com municípios com maior autonomia e competências, o cidadão pode exercer a sua escolha em função de figuras que reconhece e que pode responsabilizar, se for esse o caso.

Este sistema que vigora actualmente, preserva a primazia do Estado central, distinto é um sistema que amplie o papel democrático dos municípios tornando-o em real representante de toda a comunidade.

Além do mais, haverá muitas mais candidaturas independentes locais, muito relevante para despertar a participação activa de todos os cidadãos na política, livre da partidocracia, e, das conveniências salinadas dos partidos políticos tradicionais.

O Rei será assim o Chefe Supremo do Estado e da Nação, que, acima de tramas partidárias, independente de um calendário político, terá a tranquilidade e a legitimidade para actuar como moderador entre as várias facções políticas ou demais grupos da sociedade civil evitando conflitos e efervescência social e contribuindo para a unidade e traduzindo a vontade nacional. A Monarquia é uma instituição que contém um peso emblemático que faz todos sentirem-se parte de um todo. O Monarca encarna a Nação!

O Monarca nunca seria um bloqueador do funcionamento das instituições democráticas, mas sim o capital contributo para o normal e regular funcionamento das mesmas.

Depois, Municípios fortes que representem a vontade dos cidadãos, que defendam os interesses locais seja a nível cultural, patrimonial, etc., contribuirão para um maior índice de Democracia, pois não podem os interesses do Povo ceder perante as conveniências do Estado Central.

Recordemos ainda Agostinho da Silva através de uma das suas reflexões: Continuo firme na ideia de que a Monarquia coordenadora de Municípios Republicanos foi o regime mais certo para Portugal. (…) O regime de que o mundo precisa para sair do atoleiro em que está metido é realmente o da Monarquia Portuguesa anterior a D. João I… Acima disso, o município, clara e inteiramente ‘republicano’. Como ‘coordenador geral’ e ‘inspirador’ o Rei…”

Não se encare o termo republicano como o conceito positivista que foi implantado na revolução do 5 de Outubro de 1910, mas como res publica, isto é, coisa comum. Assim, teremos uma Monarquia em que o Rei será o principal defensor da Coisa Comum e que com o seu exemplo de virtude, honestidade e suprapartidário fará reflectir no Parlamento, nas estruturas do poder local – os Municípios – e na sociedade em geral essa probidade inatacável.

É necessário, uma verdadeira comunicação entre os cidadãos e aqueles que são eleitos para os representarem. Atente-se o exemplo do Sistema Eleitoral na Monarquia Constitucional Parlamentar Britânica no qual para a eleição dos Membros do Parlamento se estabelece um sistema de eleição individual, por método maioritário e por meio de círculos eleitorais uninominais. E, consequentemente, todos os cidadãos britânicos têm o direito tradicional de pedir para serem recebidos pelos seus Membros do Parlamento, encontro que se verifica no ornamentado Salão Central (Central Lobby). Hoje, nenhum cidadão pode requerer o mesmo no nosso País!

Também, nas Monarquias do Norte da Europa, o poder local possui um elenco de competências que lhe permitem uma justa e célere satisfação das necessidades da comunidade local.

A Sociedade é um corpo vivo, e não um agregado de indivíduos, portanto é necessário, também no nosso amado País, tornar a haver representação verdadeira.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


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MONARQUIA NO NOSSO TEMPO!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

A Monarquia Constitucional é uma forma de governo em que um Monarca desempenha a função de Chefe de Estado dentro das directrizes de uma Constituição, seja uma constituição escrita, ou não codificada – Common Law. Assim existe uma total compatibilidade entre a Monarquia e a Democracia.
Esta forma de governo distingue-se da Monarquia Absoluta, pois nesse regímen um Monarca Absoluto serve como fonte de vontade no Estado e não está legalmente vinculado a qualquer Constituição e, como tal, possui poderes para regular o seu respectivo governo. A última Monarquia Absoluta convertida em Monarquia Constitucional foi o Reino do Butão, em 1999.

A Moderna Monarquia Constitucional Parlamentar

A Monarquia Constitucional surgiu pela primeira vez na Europa continental, brevemente, nos primeiros anos após a Revolução Francesa, tendo-se depois amplamente difundido.
Napoleão Bonaparte é considerado o primeiro Monarca proclamando-se como uma encarnação da Nação, ao invés de um governante Divinamente escolhido. Hoje, embora, também, pela Graça de Deus, esta interpretação da Monarquia é concernente às Monarquias Constitucionais europeias, mas sem a concepção de Imperialismo ou Cesarismo napoleónicos.
Depois foi Hegel, na sua obra de 1820 “Elementos da Filosofia do Direito”, que lhe deu uma fundamentação lógica concertante com a evolução da teoria política contemporânea e da visão cristã protestante da lei natural: um Monarca constitucional, com poderes limitados, cuja função é personificar o carácter nacional e dar continuidade constitucional em tempos de emergência. Foi essa ideia que se desenvolveu nas Monarquias Constitucionais na Europa e no Japão. Em muitos casos, aos Monarcas, ainda no topo da hierarquia política e social, foi dado o status de “servidores do povo” para reflectir a nova posição, igualitária. El-Rei Dom Manuel II tinha como divisa “Depois de Vós, Nós”, premissa de que o Rei serve primeiro os interesses da Nação: País e Povo.
Também, neste sentido, no decurso da Monarquia de Julho, em França, Louis-Philippe I de Orleães foi denominado “Rei dos Franceses” e não “Rei da França”.
A ideia moderna de Monarquia foi enunciada por Hegel que explanou sobre a forma de governo apropriada para o mundo moderno e que pode mesmo ser visto como profético, pois as repúblicas parlamentares modernas e contemporâneas na Europa são na maior parte cerimoniais e os presidentes, embora eleitos, podem ser comparados a versões do Monarca constitucional de Hegel.
Como concebido originalmente por Hegel, um monarca constitucional era o chefe do poder executivo e uma figura bastante poderosa, apesar do seu poder ser limitado pela Constituição e pelo Parlamento eleito.
Também, alguns dos Pais fundadores que subscreveram a Declaração de Independência dos EUA podem, mesmo, ter previsto o presidente como um Monarca constitucional eleito, mas seguindo o princípio de Montesquieu da separação de poderes. Consta que, George Washington declinou a proposta para ser Rei; ora, se o não tivesse feito teria sido um Rei-eleito. Se pensarmos nos presidentes americano, russo e francês, com amplos poderes executivos, exercendo esses poderes de forma adequada à concretização da vontade nacional, também, podem ser considerados como se desses primeiros Monarcas constitucionais executivos se tratassem, a diferença é que o fazem com limitação de mandatos e sujeitos a sufrágio universal.

A Monarquia Contemporânea

O conceito actual de uma Monarquia Constitucional foi desenvolvido no Reino Unido, onde os parlamentos são democraticamente eleitos, e o seu líder, o primeiro-ministro detém o poder executivo, pois o monarca cedeu o poder e permaneceu apenas com a posição de titular.
Na Inglaterra, a Revolução Gloriosa de 1688 levou a uma Monarquia Constitucional restringida por leis como o Bill of Rights de 1689 e da Lei de Estabelecimento de 1701, mas os limites ao poder do monarca, “a Monarquia Limitada “, são muito mais velhos e remontam à Magna Carta. Ao mesmo tempo, na Escócia, a Convenção de Estates promulgou a reivindicação de Right Act 1689 que colocou limites semelhantes sobre a Monarquia escocesa. Com a Casa de Hanôver a assegurar a Sucessão dinástica na Grã-Bretanha, os monarcas viram os seus poderes transferir-se ainda mais para os seus primeiros-ministros, e a neutralidade real na política consolidou-se no início do reinado da Rainha Vitória. Hoje, o papel é, por convenção efectivamente cerimonial. Cabe ao Parlamento Britânico e ao Governo – principalmente ao primeiro-ministro exercer os poderes executivos sob Prerrogativa Real, isto é, em nome do monarca e com os poderes ainda formalmente possuídos pelo monarca. Nenhuma pessoa pode aceitar um cargo público importante, sem prestar um juramento de fidelidade à Rainha.

Outros modelos houve, mas que não resultaram, não por defeito do monarca, mas porque o governante efectivo o fazia de forma ditatorial, como sucedeu após a unificação da Alemanha, com Otto von Bismarck que rejeitou o modelo britânico. Na Monarquia Constitucional estabelecida pela Constituição do Império Alemão, o Kaiser manteve considerável poder executivo real, enquanto o chanceler imperial não precisava de voto parlamentar de confiança e governava apenas pelo mandato imperial. No entanto, este modelo de monarquia constitucional foi desacreditado e abolido após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.
Após a Segunda Guerra Mundial, sobreviveram as monarquias europeias democráticas, que quase invariavelmente, adoptaram o modelo de Monarquia Constitucional originalmente desenvolvido na Grã-Bretanha.
Hoje em dia uma democracia parlamentar, que é uma Monarquia Constitucional difere duma república não em substância, mas em detalhes muito importantes. Em ambos os casos, o chefe de Estado titular – Monarca ou presidente – serve o tradicional papel de encarnar e representar a Nação, enquanto o governo é exercido por um gabinete composto predominantemente de membros eleitos do Parlamento.

Monarquia de Hoje!

Actualmente existem 44 monarquias no Mundo, e, a maioria delas, são Monarquias Constitucionais.
As Monarquias Constitucionais contemporâneas incluem: Andorra, Antígua e Barbuda, Arábia Saudita, Austrália, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, Butão, Bahrain, Camboja, Canadá, Dinamarca, Granada, Jamaica, Japão, Jordânia, Kuwait, Liechtenstein, Lesoto, Luxemburgo, Malásia, Mónaco, Marrocos, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão, Espanha, Suécia, Tailândia, Tonga, Tuvalu, Emirados Árabes Unidos e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
As Monarquias Constitucionais mais populosas do mundo estão na Ásia – Tailândia e Japão.
Na Monarquia Constitucional da Tailândia, o Monarca é reconhecido como o Chefe de Estado, Chefe das Forças Armadas, defensor da fé e da religião budista. Bhumibol Adulyadej, o actual Rei, é o mais antigo Monarca reinante ano mundo e em toda a história da Tailândia. O reinado de Bhumibol atravessou as várias mudanças políticas no governo tailandês e Sua Majestade desempenhou um papel preponderante em cada episódio e incidente, não raras vezes desempenhando o papel de mediador entre políticos rivais e ideologias antagonistas. De acordo com a Constituição do Reino da Tailândia, as competências que o Monarca detém permitem-lhe desempenhar um papel na política e tem que ser respeitado no seu papel sob pena de crime de lesa-majestade. Distingue-se com essa protecção o papel fundamental e a imagem do Monarca e que em caso de desrespeito pode acarretar sanções penais severas para os infractores. Em geral, os tailandeses são cerimoniosos em relação ao Rei Bhumibol. Grande parte da sua influência social surge a partir não só desta reverência, mas do reconhecimento por parte da população em geral do papel fundamental e dos esforços empreendidas pela Família Real para as melhorias socioeconómicas.
Mais de um quarto das Monarquias Constitucionais são países da Europa Ocidental, incluindo o Reino Unido, Holanda, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Mónaco, Liechtenstein e Suécia, com 144 milhões de habitantes a viverem felizes debaixo de uma Coroa.
Nestes países europeus, o primeiro-ministro detém os poderes do dia-a-dia do governo, enquanto o Rei ou Rainha (ou outro Monarca, como um Grão-Duque, no caso do Luxemburgo, ou Príncipe, no caso de Mónaco e Liechtenstein) mantém poderes residuais, o que não pressupões que seja insignificante.

O Rei é o Primeiro Cidadão e o Primeiro Magistrado da Nação.
O Monarca é um de diferentes órgãos do Estado e exerce exclusivamente os poderes que lhe estão consagrados na Constituição, a Lei Suprema e Fundamental de um País.
Cabe ao Parlamento e ao Governo – principalmente ao primeiro-ministro – exercer, respectivamente os poderes legislativo e executivo sob Prerrogativa Real, isto é, em nome do Rei e com os poderes ainda formalmente havidos pelo Monarca, porque a Monarquia Constitucional será sobre a forma de governo de uma Monarquia Parlamentar, que assenta na legitimidade democrática, pois os órgãos que efectivamente exercem o poder político conquistam a sua legalidade e/ou legitimidade das eleições por sufrágio directo e universal. Assim sendo, originariamente, o poder reside no Povo, contudo exerce-se sob a forma de governo monárquico.
Logo há uma falta de poder político expressivo por parte do Rei enquanto Chefe de Estado, porém, será detentor do Poder Moderador que permitirá ao Rei guardar a manutenção da independência e soberania nacionais e a estabilidade dos poderes políticos.
Uma Proposta do legislador será apresentada no Parlamento, depois debatida na comissão parlamentar, que depois a remeterá novamente ao Parlamento que a enviará ao Monarca que dará o seu Assentimento Real e todas as leis serão aprovadas em nome do Rei. O Soberano poderá, “conceder” o Assentimento Real (fazer a proposta tornar-se Lei) ou “recusar” (vetar a proposta).
A Prerrogativa Real incluirá, ainda, poderes, tais como os de dissolver o Parlamento, fazer tratados ou enviar embaixadores e conceder distinções; e obrigações, tais como o dever de defender a Soberania Nacional e manter a Paz. Da mesma forma, nenhuma pessoa poderá aceitar um cargo público importante, sem prestar um juramento de fidelidade ao Rei.
Os poderes do Monarca, também, diferem entre os países europeus. Na Dinamarca e na Bélgica, por exemplo, o monarca nomeia formalmente um representante para presidir a criação de um governo de coligação após uma eleição parlamentar, enquanto, na Noruega o Rei preside a reuniões especiais do gabinete.
Em quase todos os casos, o monarca continua a ser o chefe-executivo nominal, mas é obrigado pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete. Apenas algumas monarquias, nomeadamente Japão e Suécia, alteraram suas constituições para que o Monarca já não seja mesmo o titular executivo.

Um grande grupo de monarquias constitucionais compreende os dezasseis reinos da Commonwealth com Sua Majestade a Rainha Elizabeth II com Soberana. Ao contrário de alguns dos seus homólogos da Europa continental, a Monarca e seus governadores-gerais do Reino Commonwealth detêm significativos poderes de “reserva” e a famosa “prerrogativa”, a serem exercidos em tempos de extrema emergência ou crises constitucionais, geralmente para defender o governo parlamentar.

Monarquia Executiva versus Monarquia Cerimonial

Dentro das Monarquias Constitucionais com um sistema parlamentar o Monarca pode ter funções estritamente cerimoniais ou possuir poderes de reserva, o chamado Poder Moderador, de acordo com a Constituição. Nas Monarquias Constitucionais contemporâneas cabe ao primeiro-ministro, que é o chefe de governo, exercer o poder político efectivo. Também existem hoje várias Monarquias Constitucionais federais. Nesses países, cada subdivisão tem um governo distinto e chefe de governo, mas todas as subdivisões compartilham um Monarca que é o Chefe de Estado da federação como um todo unido.
Assim, existem pelo menos dois tipos diferentes de Monarquias Constitucionais no mundo contemporâneo: Executiva e Cerimonial.
Em Monarquias executivas, o monarca exerce o poder executivo de forma significativa, embora não absoluta. A monarquia sob esse sistema de governo é uma poderosa instituição política e social. Por outro lado, nas Monarquias cerimoniais, o monarca tem pouco poder real ou influência política directa.
As Monarquias Executivas que ainda subsistem são a Arábia Saudita, Butão, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Liechtenstein, Mónaco, Marrocos, Tonga e os Emirados Árabes Unidos.
As Monarquias Cerimoniais são: Andorra, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, do Camboja, Canadá, Dinamarca, Grenada, Jamaica, Japão, Lesoto, Luxemburgo, Malásia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão, Espanha, Suécia, Tailândia, Tuvalu, e Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Monarquia Cerimonial e Executiva, não deve ser confundida com os sistemas monárquicos democráticos e não democráticos. Por exemplo, Mónaco e Liechtenstein são considerados Estados democráticos, e, no entanto, os Monarcas reinantes nesses países exercem o poder executivo efectivo.

É portanto facilmente demonstrável porque o sistema de governo monárquico é o mais vantajoso e é por isso que se preconiza o Regresso da Monarquia a Portugal!

Fontes:
. Bill of Rights de 1689
. Lei de Estabelecimento de 1701
. Georg F. Hegel – “Elementos da Filosofia do Direito”, 1820
. Constituição do Império Alemão
. Atlas Universal

* Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica


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CONTRA FACTOS MONÁRQUICOS, não há argumentos republicanos!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

Existem muitos fundamentos a favor do Sistema de Governo Monárquico e um dos mais pertinentes é o argumento económico-financeiro que demonstra, num verdadeiro e justo confronto de custos, a mais-valia da MONARQUIA!
Nesse plano, é rigoroso e demonstrável, sem esforço, que as Monarquias são mais aforradas que as repúblicas.
É pertinente fazer este raciocínio, pois numa altura em que o Mundo e particularmente o nosso amado País vive uma crise quase sem precedentes, prova-se que de facto os Monarcas e as respectivas Famílias Reais ficam, de facto, mais económicos ao Erário Público dos seus países do que os Chefes de Estado das repúblicas.

Acareação

A Casa do Rei de Espanha publicitou pela primeira vez as finanças da Família Real em 2011, ano em que o Governo espanhol destinou à Casa Real 8,43 milhões de euros cuja gestão financeira impende directamente ao Rei Dom Juan Carlos.
Em concordância com a Constituição Espanhola, o Monarca é livre de repartir os recursos da maneira que achar mais ajustada, sendo que esses fundos se destinam à legítima remuneração da Família Real pela representação na vida pública oficial, e não só a provir a sua subsistência, mas, tal-qualmente, reservado a custear o funcionamento da Casa Real e do pessoal.
Assim, na Monarquia do Reino de Espanha, o orçamento real do Palácio da Zarzuela serve para pagar os únicos dois salários da Casa Real: o do Rei e o do Príncipe herdeiro, o Príncipe das Astúrias, Dom Felipe. Assegura, ainda, as despesas salariais dos 300 funcionários que trabalham directamente com a Coroa, desde assistentes que têm o salário igualado ao de ministros e secretários de Estado – como o chefe da Casa Real, Alberto Aza -, até às empregadas de limpeza. Destas contas apenas a segurança é paga pelo Ministério do Interior, pois são membros do Corpo de Segurança de Estado.
O Orçamento Real destina-se, também, a custear os gastos quotidianos do Palácio com alimentação, vestuário, as viagens, os carros particulares – que, conquanto de gama média-alta, não embarcam em excentricidades.
De acordo com o jornal El Mundo, o Rei só encomenda um fato novo (de valor entre os 2000 a 2500 euros) ao alfaiate Gonzalo López, de 18 meses em 18 meses, e a Rainha Dona Sofia e a nora a Princesa Dona Letizia têm o hábito de repetir, sem confrangimentos, os mesmos vestidos e fatos saia-casaco ou saia-calça. Já em Belém, é um sempre estrear de farpelas e, também, de fatiotas.
Desta forma, tornadas públicas as contas da Casa Real espanhola, ficou a saber-se que Sua Majestade não ficou alheio à crise económica – que assola sobretudo a Europa -, e que, no segundo semestre de 2010, o Rei Dom Juan Carlos determinou, ao então presidente do conselho de ministros Rodriguez Zapatero, que a partir de Junho desse ano, providenciasse um corte no orçamento anual da Casa do Rei. Assim, efectuado esse corte, em 2010, a Casa Real recebeu 8,9 milhões de euros para as suas despesas. Ora como o pagamento é trimestral, feitas as contas, por iniciativa do Rei, houve uma poupança de 1,7 milhões de euros relativamente ao ano anterior.
Examinada, sem enredados, a Presidência da República Portuguesa custou, ao Orçamento do Estado 2010, um total de 20,7 milhões de euros.
Esquadrinhando ao pormenor as contas da Família Real espanhola: em 2006, a Casa Real espanhola teve um orçamento de 8 milhões de euros. Esse valor subiu até 2009, alcançando o tecto máximo de 8,9 milhões. Desta forma, com esse corte, em 2011, a poupança ainda foi maior, e, a Monarquia espanhola teve um custo de 8,43 milhões de euros. Desta forma, o Rei não ignorou os primeiros indícios da crise, e se primeiro Dom Juan Carlos I tinha pedido para que o valor se mantivesse no ano de 2011, depois instigou o governo a diminuí-lo.

Logo, fazendo a ACAREAÇÃO da Monarquia Espanhola com a presidência da república portuguesa, em 2011, a Monarquia custou a cada espanhol 19 cêntimos, enquanto a presidência teve um importo de 1,9 euros para cada cidadão português.

Novamente, em 2012, no âmbito das medidas de austeridade aprovadas pelo Rei e pelo Governo espanhol, o orçamento da Casa Real sofreu um corte de cerca de 5% e os salários dos membros da Família Real e de todos os funcionários uma redução de 15%. Conhecidas as contas reais, ficou a saber-se que do orçamento de 2012 cerca de 300 mil euros é para o salário do Rei Dom Juan Carlos, 146 mil euros para o ordenado do Príncipe Dom Felipe e que S.M. a Rainha Dona Sofia, a Princesa Dona Letizia e as infantas Dona Elena e Dona Cristina dividem, entre si, 375 mil euros/ano. Há quem diga que não foram eleitas, mas as 1.ªs damas também não, e no entanto têm salário e despesas de vestuário pagas pelo Erário Público.
A presidência da república portuguesa no mesmo exercício orçamental custou 16,5 milhões de euros.

Continuando a fazer as contas, de acordo com o ministro das Finanças Montoro, o orçamento de 2013 da Casa Real de Espanha encolheu 2%, passando dos 8,43 milhões de euros para os 8,26 milhões de custo para o Tesouro Espanhol, o montante mais baixo desde 2007. Neste sentido – o da poupança -, também, houve mudanças na representação da Família Real espanhola que tem sido representada sobretudo por SS.MM. os Reis, pelos Príncipes das Astúrias e, ocasionalmente, acompanhando os seus pais, as pequenas Infantas Leonor e Sofia. Desta forma, este ano, as Infantas deixaram de receber gastos de representação.
Em 2013, a verba destinada para o orçamento da presidência da república portuguesa foi de 15.139.110 Euros, e, continua a manter os 500 funcionários ao serviço, ou seja, mais 200 que a Coroa Espanhola e, também, a Casa Real Britânica. Logo, por cá, não há nem grandes medidas automáticas de contenção do orçamento presidencial (no Orçamento de Estado), nem por iniciativa própria para fazer corresponder a uma imagem de moderação. Além disso, é inaceitável que os ex-presidentes da república conservem as pensões, ditas subvenções vitalícias, que figuram mais de 200 mil euros/ano por cada um dos três, ao que acresce gabinete com secretária, segurança e automóveis com motoristas.
Assim sendo, com as respectivas contabilidades apuradas conclui-se que A MONARQUIA ESPANHOLA CUSTA METADE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA; mensurem-se as dimensões dos dois Países e retirem-se as devidas conclusões.

A Sobriedade das Monarquias Europeias

Visitando o Reino dos Países-Baixos, aí as rendas outorgadas pelo governo holandês à, então, Rainha Beatriz e aos outros membros da Família Real sofreram, em 2011, um corte de 4%, pelo que a monarca recebeu 834 mil euros por ano, enquanto que, o, então, Príncipe de Orange, como herdeiro, importou a soma de 492 mil euros do Erário público e que sustém a Sua família de 5 membros. No total, o orçamento da Família Real Holandesa foi de 5,8 milhões de euros para despesas pessoais. Os gastos com segurança, visitas de Estado e manutenção dos palácios – o grosso das despesas – que, com a excepção de um, pertencem ao Estado, ficaram a cargo do governo, pelo que no total a Monarquia Holandesa custou menos de 45 milhões de euros.
Mas mais medidas de poupança anunciadas em Setembro de 2012, pelo governo de Haia para fazer frente à austeridade que se atravessa atingiram de forma assombrosa a Casa Real que nesse ano recebeu menos 5 milhões de euros que em 2011. Assim o orçamento da Casa Real passou de 44,5 milhões de euros em 2011 para 39,5 em 2012. De igual forma, os salários reais sofreram cortes e o salário da Rainha passou para 828.000 euros, em vez dos 834.000 de 2011 e o Príncipe herdeiro recebeu 480.000 euros em vez de 492.000 de 2011 e 496.000 de 2010.
Tais cortes, levaram o primeiro-ministro a declarar que “a Casa Real holandesa já poupa o suficiente”, não sendo dessa forma forçoso “cortar mais o investimento”, para 2013.
Entretanto, em 2013, com a abdicação de Beatriz Guilhermina Armgard de Orange a Coroa Holandesa, passou para Guilherme-Alexandre, que passou a auferir o mesmo salário da mãe, enquanto que, Amélie, a nova Princesa de Orange, só terá direito à provisão que o pai auferia enquanto Príncipe, a partir dos 18 anos quando passar a ocupar o cargo, que é seu por inerência, no Conselho de Estado.

Na mesma linha no Reino da Bélgica, apesar do aumento anual legalmente fixado, o Rei Alberto II anunciou, no inicio de 2012, que renunciava ao incremento do orçamento da Casa Real para os anos vindouros de 2012 e 2013, decisão que resultou numa poupança de cerca de 600 mil euros/ano para o Tesouro belga.
Mais ainda: o governo da Bélgica vendeu por 5 milhões de euros alguns terrenos contíguos a um palacete propriedade da família real na província de Oostende e que faziam parte da herança que deveria ser recebida pelo Rei do anterior Rei Leopoldo II, seu irmão.
Com a Abdicação do Rei e a entronização do novo Soberano, Filipe, esses cortes mantêm-se.
Contabilizado tudo, a Monarquia belga custa 13,7 milhões de euros ao erário público do país, mas, mesmo assim, o novo Rei já ordenou que houvesse uma significativa redução de despesas da Casa Real, pelo que vai começar a ser feita uma indagação para verem onde pode ser cortada mais verba.

Na Noruega todas as despesas com a Monarquia, que não somente com a Família Real, totalizam 28 milhões de euros, mas, por exemplo, o Rei só aufere salário desde 1947, e a manutenção dos palácios foi bastante negligenciada pelo que só começou as ser realizada nos últimos anos, o que inflaciona o custo final anual das despesas da Coroa.
Tanto as Monarquias do Reino da Dinamarca e do Reino da Suécia têm cada uma o mesmo custo anual de 12 milhões de euros e no Luxemburgo a Família Grão-Ducal fica-se pelo custo de 8,7 milhões de euros anuais.

Lembre-se, novamente, que A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA VAI CUSTAR, EM 2013, AO ERÁRIO PÚBLICO NACIONAL 15.139.110 EUROS – até ver.

O Superavit da Monarquia Britânica e o Melhor Cartão-de-visita Possível

Na Monarquia Britânica, a mais famosa e imponente Monarquia do Mundo, em 2012 a verba da Rainha rondou os 42,5 milhões de euros, uma redução de 5%, face a 2011, que já tinha tido igual queda comparando com o período de 2010.
Para 2013, a provisão anual da Rainha Isabel II ia inicialmente ter um aumento de 5,8 milhões euros no seu orçamento anual, destinado a cobrir as despesas de cada um dos elementos da Família Real com funções formais e aspectos relacionados com eventos oficiais, como o caso das despesas de deslocação, cujos custos em ano de Jubileu de Diamante aumentaram exponencialmente, por obrigação de deslocação da Rainha e de diversos membros da Família Real em representação da Soberana aos vários territórios de que Sua Majestade é Chefe de Estado, e ainda com alojamento e segurança da Família Real, a conservação dos palácios – tirando os Palácios privados, como Sandringham e Clarence House – e os vencimentos dos trabalhadores e as custas das diferentes entidades associadas à Casa Real.
Todavia, com as medidas de contenção que a Rainha Isabel II decidiu tomar de sua livre e espontânea vontade, estima-se que as provisões da Casa Real inglesa não ultrapassarão os 46,5 milhões de euros, menos 1,8 milhões do que fora estimado inicialmente.
Assim, relativamente à Lista Civil – como se chama ao orçamento real – da Monarquia britânica, há um Superavit do Input em relação ao Output.
Num breve relance comparativo da Monarquia Inglesa, com Países da mesma dimensão internacional, a presidência da república francesa gasta 112 milhões de Euros por ano e a presidência norte-americana tem um orçamento de 1.400 milhões de euros.

Fazendo a síntese histórica do financiamento da Monarquia Inglesa, antes de 1760, o monarca britânico custeava todas as despesas oficiais com as receitas do seu património, compreendendo os lucros das Propriedades da Coroa. Todavia, o Rei Jorge III, anuiu em entregar essas receitas da Coroa em troca da Lista Civil, acordo que subsiste até aos dias de hoje. Desta forma, o Monarca continua dono e senhorio das Propriedades da Coroa, mas não pode vendê-las; os imóveis passam por sucessão de um Soberano para outro.
Nos nossos dias, os lucros obtidos com as Propriedades da Coroa excedem largamente a Lista Civil e as ajudas de custo da Rainha: no exercício financeiro de 2003-2004, as Propriedades da Coroa produziram mais de £ 170 milhões para o Tesouro, enquanto o financiamento parlamentar da Rainha foi inferior a 40 milhões de libras.
A Soberana é tal-qualmente dona do Ducado de Lancaster como propriedade privada herdada, e da mesma forma, como as Propriedades da Coroa, o Ducado é mantido em confiança, e não pode ser vendido. As receitas do Ducado de Lancaster são as únicas que não precisam ser devolvidas ao Tesouro, uma vez que fazem parte da Bolsa Privada, e são utilizadas para despesas não cobertas pela Lista Civil. O Ducado da Cornualha é um imóvel idêntico, mantido em confiança para fazer face às despesas do Príncipe de Gales, que, como é o filho mais velho da Monarca é o herdeiro presuntivo do Trono.
A Rainha de Inglaterra está ainda sujeita a impostos indirectos, como o IVA, e desde 1993 a Rainha Isabel II paga imposto sobre o rendimento singular (IRS), embora, a Lista Civil e as ajudas de custo sejam utilizadas unicamente para as despesas oficiais, elas não são levadas em conta no cálculo dos impostos.
A Colecção de Artes espalhadas pelos diversos palácios reais está estimada em £1 bilião; só que a Colecção Real não é propriedade particular dos Windsor, mas é administrada pela Royal Collection Trust, uma instituição de caridade, e em última instância pertence ao Estado Britânico.

Mas não é só por isso que a Monarquia resulta largamente lucrativa para a Nação Britânica. Além dos Monarcas e suas Famílias ficaram mais baratas para o Erário Público, outro aspecto, muito relevante, é que AS FAMÍLIAS REAIS, muito especialmente a Britânica, TRAZEM RETORNO FINANCEIRO aos seus Países.
De facto, a Rainha Isabel II do Reino Unido, os Príncipes William e Catherine, o Príncipe George de Cambridge e o Príncipe Harry são REALmente as pessoas mais famosas da Terra, título que, também, usam sem qualquer possível contestação.
Um momento muito relevante foi, sem dúvidas, o nascimento a 22 de Julho passado, do bebé real! O filho primogénito dos Duques de Cambridge teve, não só impacto na vida da Família Real, como também na economia do Reino Unido, uma vez que estimulou as receitas do turismo – com os hotéis de Londres a ficarem esgotados -, lembranças, indústria têxtil, e, festividades, o que originou um impacto na economia de mais de 303 milhões de euros. Mal fora anunciada a gravidez de Kate, “abrira a caça” a todo o tipo de memorabilia e artigos relacionados com a maternidade e com roupa de bebé, que se intensificou à medida que se aproximava a data do parto. Com o nascimento do Príncipe George, o povo saiu às ruas a festejar o nascimento, não só do filho dos seus adorados William e Kate, mas, também, do neto de Lady Diana Spencer, Princesa de Gales. E como os súbditos de Sua Majestade sabem festejar… a economia só ficou a ganhar.
Agora com o Baptizado, no próximo dia 23 de Outubro, já começou mais uma corrida aos “souvenirs”: entre cópias do traje que o Príncipe George vai usar na cerimónia, réplicas da bacia de prata, usada há décadas pela Família Windsor, que vai conter a Água Baptismal do Rio Jordão que baptizará o Principezinho, assim como a emissão de uma Moeda Comemorativa cunhada em prata ou ouro e que entre os diversos metais, pesos e medidas tem um preço que oscila entre 15 e os 60.000 euros.
Além disso, as visitas do público ao Palácio de Buckingham geram anualmente, com o pagamento das entradas e a venda de merchandising, uma receita de mais de 50 milhões de libras. Também, acontecimentos, como o Trooping The Color, a Abertura do Ano Parlamentar e os Casamentos Reais, originaram enormes receitas entre recordações e turismo. Assim nestes 3 últimos anos de Casamento de William e Kate, Jubileu da Rainha Isabel II e Nascimento e Baptizado Real, estima-se que a Família Real Inglesa dê um retorno financeiro de mais de 6 mil milhões de euros ao Reino Unido. E para o exercício financeiro de 2014 já está previsto mais um acontecimento mediático que vai “encher os cofres” da economia britânica: o casamento real do Príncipe Harry com Cressida Bonas, a jovem aristocrata de 24 anos que derreteu o coração do filho mais novo de Carlos e Diana.
A popularidade da Família Real Britânica é um facto e o melhor cartão-de-visita possível o que, também, deve ser levado em conta depois de ser divulgado que Londres é a 2.ª cidade mais visitada do Mundo e que as receitas do turismo britânico atingiram um máximo histórico de 115 mil milhões de euros. Os turistas quando vão a Londres têm sempre a esperança, ainda que remota, de vislumbrar um membro da Família Real, e elegem como locais de eleição para visitar: os Palácios de Buckingham, St. James, Kensington, Clarence House, a Torre de Londres (habitação dos reis medievais ingleses), e o Castelo de Windsor a poucos quilómetros; por isso a cidade não seria a mesma, nem teria a mesma atracção, sem essa “iconografia real”.
A importância de um símbolo é deveras evidente; basta, por exemplo, pronunciar a expressão “A Rainha” e ninguém terá dúvidas que se refere a Isabel II.
Que república ou republicano pode presumir-se ter uma tal influência social e económica? Nenhum. Por isso, CONTRA FACTOS MONÁRQUICOS, não há argumentos republicanos!

Bibliografia:

. Jornal “El Mundo”
. Jornal “The Guardian”
. Euronews
. Reportagem TVI
. Orçamento Geral do Estado 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014

* Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica


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Verdadeira Importância de Se Chamar GEORGE ou a MONARQUIA Mais Famosa Do Mundo


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* Autor: Miguel Villas Boas

By George!
Príncipe George Alexandar Louis de Cambridge, com o tratamento de Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge, foi o nome que, dois dias após o nascimento (22 de Julho de 2013), os Duques de Cambridge, Príncipes William e Kate escolheram para o seu primogénito. O primeiro bisneto varão de Sua Majestade Britânica a Rainha Isabel II passou a ocupar o terceiro lugar na sucessão ao Trono do Reino Unido e Irlanda do Norte, destronando o, agora seu tio, Príncipe Harry de Gales.
Nenhuma outra notícia no Mundo inteiro despertou mais curiosidade ou teve mais importância mediática do que o nascimento do novo Principezinho, gerando uma onda de interesse verdadeiramente tsunami. Por todo o Globo foi notícia de abertura de noticiários, parangona de jornais, ocupou a quase totalidade do tempo de antena dos Países da Commonwelth e, pasme-se ou não, do País dos Cowboys. Em Hollywood as estrelas daquele firmamento disputaram entre si a prémio daquele que melhor conhece William e Kate, como se, esse sim, fosse o galardão mais cobiçado, a estatueta mais dourada que se pode alcançar. De facto, os Duques de Cambridge, a sua avó – A Rainha – e o novo Príncipe George de Cambridge, são real e incontestavelmente as pessoas mais famosas da Terra, título também que acumulam sem qualquer possível constatação.
A gerência dos prazos, diga-se perfeita, com as notícias a serem reveladas respeitando os compassos e os tempos de uma grande sinfonia de cerimonial e emoções alimentava ainda mais a curiosidade e o apetite pelas novas. Gerou-se uma dependência por factos que veio de uma vez por todas dispersar qualquer dúvida sobre a relevância e a utilidade da Monarquia, não só a britânica, mas em geral.
Todos somos natural e intrinsecamente monárquicos: entre a Realeza e o Povo permanece uma relação quase familiar, pois fundamenta-se nos princípios do direito natural. Há uma relação imediata entre um Rei e os cidadãos do seu país, que divisam no Rei a referência e, a Instituição, que sentirá as suas urgências e que será o Paladino ante a provável e fácil dominação dos políticos. É essa ligação directa e emblemática entre o Rei e o Indivíduo da Nação que faz todos sentirem-se parte de um todo, porque o Monarca é o original guarda da tradição dos antepassados dos homens e dos costumes da Nação. O Rei no meio do seu Povo escuta os seus problemas e, sentindo com ele, dá voz aos seus anseios junto das instâncias governativas, emaranhadas em conveniências partidárias e que estranham as questões superiores.
George Alexander Louis, Príncipe de Cambridge, é isso mesmo: é o renovar da Esperança do Povo Britânico e, para os que não são, a Ideia do que, numa situação idêntica, podem vir a ter.
O Príncipe George de Cambridge assegura que a Casa de Windsor reinará por mais de uma centena de anos, e que, a Família Real, se perpetuará pelo próximo milénios. “Que Reine Por Mais Mil Anos!”, ouviu-se nas ruas de Londres, aludindo ao desejo de ver a Casa Reinante Inglesa atravessar este e o novo século e os seguintes no Trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte assim como Chefe de Estado dos outros quinze Estados soberanos independentes conhecidos como os reinos da Commonwealth: Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, e São Cristóvão e Nevis. Em todos esses países também não se pouparam nas homenagens ao novo Príncipe.
Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge é assim terceiro, depois do avô Carlos, Príncipe de Gales, e do pai Príncipe William, Duque de Cambridge, na linha de sucessão ao Trono de dezasseis Estados Soberanos, e a garantia de que continuarão assim. Independentemente, do primeiro, o novo membro da Família Real Britânica tem três nomes próprios, como é apanágio – o pai e avô até têm quatro e outros reis tiveram mais. Este costume refere-se ao facto de quando for Rei ter uma bouquet maior de nomes por onde escolher o nome com o qual reinará. O nome George sem dúvida que foi escolhido para marcar a continuidade da Casa de Windsor, nome adoptado pela Família Real Britânica, a partir de George V, e também porque era o nome do pai da Rainha Isabel II, George VI. Quando reinar, George Alexander Louis, será, muito provavelmente, George VII, um número augúrio de boa sorte. Ainda há o famoso “By George!”- reminiscência da invocação do Santo Padroeiro Inglês, São Jorge que venceu o Dragão, símbolo da derrota de e de todo o Mal. Já Alexander especula-se que será uma homenagem aos três reis escoceses com esse nome e que pretende assegurar a União com a Escócia – note-se que o Duque de Cambridge, também, é Conde de Strathearn (título escocês) -, além da Bisavó da Rainha, também, se ter chamado Alexandra. Louis, além de ser o quarto dos nomes do Príncipe William (William Arthur Philip Louis), será, também, uma homenagem a Lorde Louis Mountbatten, Conde de Burma, padrinho do Príncipe Carlos, último Vice-Rei e primeiro Governador-Geral da Índia, além de Comandante Supremo das Forças Aliadas no Pacífico durante a II.ª Grande Guerra.
Respectivamente, I.º, 3.º e 5.ºs nomes na Bolsa de apostas sobre o nome do Bebé Real, a escolha acolheu o maior entusiasmo por parte dos britânicos e do mundo em geral. Sua Majestade a Rainha Isabel II foi informada da escolha dos Duques de Cambridge aquando da sua visita ao Palácio de Kensington na manhã do dia 24 de Julho de 2013, escolha essa que foi anunciada ao Mundo às 18h10m do mesmo dia.
Como nasceu um rapaz, não serão aplicadas as novas alterações à Lei de Sucessão introduzidas na Reunião da Comunidade Britânica ocorrida na Austrália, em 28 de Outubro de 2011, com a Presença de Sua Majestade a Rainha Isabel II, em que foram introduzidas modificações somente estabelecidas para os descendentes do Príncipe Carlos de Gales e que garantiram a igualdade de género na Linha de Sucessão ao Trono, e que foram ratificadas por todos os Países da Commonwealth há exactamente 9 meses.
A primeira aparição pública dos Duques de Cambridge e do novel Príncipe Real, a 23 de Julho, marcou também a renovação no estilo da Família Real. Vestidos de azul, de forma despretensiosa, mas aprimorada, os Príncipes saíram com toda a naturalidade pelas portas da Ala Lindo do Hospital de St. Mary’s, em Paddington, Londres, para serem ovacionados e aclamados por entusiastas “Hey’s!”. A Princesa Kate carregava o recém-nascido – na altura ainda sem nome oficial – nos braços, que depois passou ao babado William, que também se estreou no mais importante papel da sua vida, o de pai. Aproximaram-se dos repórteres e sem evitar qualquer questão responderam à curiosidade alheia do Planeta. De resto, os Duques de Cambridge já fizeram saber que vão optar por uma educação normal, sem amas (nanny’s) e com o próprio Príncipe William a, também, trocar as fraldas e dar banhinho ao seu “robusto” bebé de três quilos e oitocentos gramas. Muitas fotografias depois, e também depois de tantos flashes e perguntas dos jornalistas, despedindo-se de toda a equipe que os acolheu durante dois dias no hospital de St. Mary’s, o Príncipe William acomodou, aplicadamente, o Príncipe de Cambridge na cadeirinha e com a Duquesa no lugar de trás ao lado do bebé, abandonarem o hospital, com o Duque de Cambridge ao volante do seu automóvel privado, com destino ao Palácio de Kensington – é nos simples gestos que se reconhece a nobreza de carácter e não é pelo facto de caminhar por entre pompa e circunstância que se é importante. Essa redoma, tão querida dos republicanos que exercem funções oficiais, torna-os ainda mais distantes do Povo que dizem que os elegeu, mas o que só aparentemente acontece, pois rapidamente quebram o contrato social com esses últimos.
Após a visita privada da Rainha, a 24 de Julho de 2013, os Duques de Cambridge e o Principezinho terão partido para a localidade nos arredores de Londres, Bucklebury, residência dos pais de Kate, onde ficarão nos próximos tempos. Terminada a licença de paternidade, o Príncipe William partirá para Gales, onde reassumirá as suas funções de comandante de helicóptero de salvamento na RAF, ficando a Princesa Catherine apoiada pela mãe Carol e pela irmã Pippa, na pequena vila do Condado de Berkshire, indo o Duque passar os fins-de-semana à moradia Midletton.
Finda a carreira militar do Príncipe William, o que acontecerá já no Outono próximo, uma vez que irá passar a realizar as funções do Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, o avô já com idade avançada, os Duques de Cambridge mudar-se-ão, com o seu Príncipe George, para o seu reformado apartamento A1 no Palácio de Kensington, em Londres.

A Casa Real de Windsor Ou A Monarquia Mais Famosa do Planeta

A Dinastia Windsor é a Casa Real de Inglaterra, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha, sendo presentemente a Dinastia reinante no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos países da Commonwealth. O seu actual soberano é a Rainha Isabel II. Com o fim da Casa reinante de Stuart, pois a Rainha Ana de Inglaterra não teve descendência, em 1714, o Eleitor Jorge de Hanôver, tornou-se Jorge I da Grã-Bretanha. A sua pretensão, que assegurava a sucessão protestante, baseou-se no facto de ser bisneto do Rei Jaime I de Inglaterra (VI da Escócia) através da sua mãe a Condessa Palatina, Sofia de Simmern. Embora, ainda houvesse membros mais chegados da Casa de Stuart, como James Francis Edward Stuart, como eram católicos, o Príncipe (um dos Nove Príncipe Eleitores Germânicos, donde era escolhido o Kaiser) de confissão protestante foi preferido pelo Parlamento britânico.
Depois, com o casamento da Rainha Vitória a Casa de Hanôver deu lugar à de Saxe-Coburgo-Gotha.
A Família Real Britânica passou a ter a denominação actual de Windsor no ano de 1917, durante a I.ª Grande Guerra, altura em que um sentimento exacerbado anti-germânico no povo inglês fez com que o Rei Jorge V – brilhante estratega em relações públicas e em modernizar a Monarquia; pode-se mesmo dizer que foi Sua Majestade que a trouxe para o século XX – alterasse para versões em inglês todos os seus títulos e sobrenomes alemães. E nada melhor do que Windsor, pois o Castelo homónimo remonta aos tempo de Guilherme I, o Conquistador.
O nome alemão reporta ao casamento da Rainha Vitória com o Príncipe Albert, filho do Duque Ernesth de Saxe-Coburgo-Gotha, em Fevereiro de 1840. Todavia, Saxe-Coburgo-Gotha não era o sobrenome pessoal do Príncipe Consorte, mas o sobrenome dinástico da sua família – o seu apelido era von Vettin. Desta forma, através de uma Ordem ao Conselho (Order-in-Council) o Rei Jorge V transformou o von Vettin em Windsor. Porém, a Ordem ao Conselho, como era costume, aludia apenas “aos” descendentes da Rainha Vitória, e não inevitavelmente “às” descendentes. Em Abril de 1952, dois meses volvidos da sua entronização, a Rainha Isabel II terminou o descuido do lapsus lingue com o nome dinástico e decretou ao seu Conselho Particular a sua “vontade e satisfação de que eu e meus filhos sejamos chamados e conhecidos como membros da Casa e Família de Windsor, e que meus descendentes que se casem e seus respectivos descendentes carreguem o nome Windsor.”
Ulteriormente, a 8 de Fevereiro de 1960, a Soberana proclamou outra Ordem ao Conselho corroborando que Ela e os seus quatro filhos seriam conhecidos como Dinastia, Casa e Família de Windsor e que Ela e outros descendentes da linhagem masculina (exceptuando aqueles que fruíam do título de Príncipe ou Princesa e eram conhecidos como “Sua Alteza Real”) seriam conhecidos pelo nome de Mountbatten-Windsor. Mountbatten é o apelido do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, depois de adoptar a nacionalidade inglesa e de renunciar a todos os seus títulos reais estrangeiros, pois era Príncipe Real da Grécia e da Dinamarca. Nascido Philippos Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca era filho do Príncipe André da Grécia (tio do actual Rei Constantino – não reinante) e da Princesa Alice de Battenberg. Assim, Filipe adoptou o nome anglicizado de sua mãe, transformando Battenberg em Mountbatten.
Na Inglaterra, a Revolução Gloriosa de 1688 levou a uma monarquia constitucional restringida por leis como o Bill of Rights de 1689 e da Lei de Estabelecimento de 1701, apesar de limites ao poder do monarca, “a monarquia limitada “, são muito mais velhos e remontam à Magna Carta. Ao mesmo tempo, na Escócia, a Convenção de Estates promulgou a reivindicação de Right Act 1689 que colocou limites semelhantes sobre a monarquia escocesa. Com a Casa de Hanôver a assegurar a Sucessão dinástica na Grã-Bretanha, os monarcas viram os seus poderes transferir-se ainda mais para os seus primeiros-ministros, e a neutralidade real na política consolidou-se no início do reinado da Rainha Vitória. Hoje, o papel é, por convenção efectivamente cerimonial. Em vez disso, Cabe ao Parlamento Britânico e ao Governo – principalmente ao primeiro-ministro exercer os poderes executivos sob Prerrogativa Real, isto é, em nome do monarca e com os poderes ainda formalmente havidos pelo monarca. Nenhuma pessoa pode aceitar um cargo público importante, sem prestar um juramento de fidelidade à Rainha.
Com acontecimentos, como o Trooping The Color, a Abertura do Ano Parlamentar, os Casamentos Reais, e agora, o nascimento do Príncipe George, estima-se que a Família Real Inglesa dê um retorno financeiro de mais de 3 mil milhões de euros ao Reino Unido no exercício financeiro de 2013. Só o nascimento real deverá originar, com o estímulo da economia britânica, receitas de € 303.325.581,14, principalmente a partir do turismo, aquisição de lembranças, incentivo da indústria têxtil, e, das festividades relacionadas com o nascimento.

Que república ou republicano pode presumir-se ter uma tal influência social e económica? Nenhum.

God Save Prince George! Long May He Live!


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PARABÉNS MA’AM: O BEBÉ REAL É UM RAPAZ!

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*Autor: Miguel Villas-Boas

Nasceu o Bebé Real dos Duques de Cambridge: Príncipe George Alexander Louis, que terá o tratamento de Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge.
A Princesa Catherine Midletton Mountbatten-Windsor, Duquesa de Cambridge, entrou em trabalho de parto, anteontem às 05h30m, no Palácio de Kensington, em Londres, tendo-se dirigido, acompanhada pelo marido, Príncipe William, para o Hospital de St. Mary’s, Paddington, Londres, onde foi admitida às 6h00 na Lindo Wing. De facto, a Princesa Kate já não se encontrava na Vila de Bucklebury, no Berkshire, onde se situa a residência dos pais, mas nos aposentos provisórios do Palácio de Kensington.
Após um parto natural normal, a Duquesa deu à luz, às 16h24m, anteontem 22 de Julho de 2013, um Rapaz saudável com 3,800 kg. Tanto a real parturiente como o novo Principezinho, assim como o Príncipe William passaram a noite no hospital.
Inicialmente previsto para 13 de Julho de 2013, o que não se verificou, – até William foi jogar Pólo e Pippa estava em Viena da Áustria – o nascimento do primogénito do Príncipe William e sua mulher, Princesa Catherine, Duques de Cambridge, ocorreu ontem. Quinta-feira passada, Sua Majestade, a Rainha Isabel II, quando interpelada por uma criança numa das suas sempre concorridas visitas oficiais, declarou que para além de não ter preferência pelo género do bisneto, que esperava que nascesse até ao fim-de-semana, uma vez que 2.ª feira partiria de férias para o Castelo de Balmoral, na Escócia. Entretanto a Rainha Isabel II, que estava a passar o fim-de-semana no Castelo de Windsor, adiou as suas férias e chegou às 14h00 de anteontem ao Palácio de Buckingham, Londres, onde já se concentrava uma multidão entusiasta.
De acordo com o gabinete de imprensa do Palácio de Buckingham, o Duque e a Duquesa de Cambridge optaram por não saber o sexo do seu bebé antes do nascimento. O nascimento ocorreu na Ala Lindo do Hospital de St. Mary, Paddington, em Londres – o mesmo hospital que o Príncipe William e seu irmão, o Príncipe Harry, nasceram, em 1982 e 1984, respectivamente – e onde equipas de reportagem dos quatro cantos do Planeta marcavam já lugar há várias semanas.
O parto natural, ao qual assistiu o Príncipe William – como havia feito o Príncipe de Gales, há 31 anos – foi realizado pelo obstetra Professor Dr. Marcus Setchell, ex-ginecologista da Rainha, assistido da sua equipa, o qual afirmou que já não toca numa gota de álcool há quase três semanas, e, aos 80 anos de idade, optou por só se reformar nos próximos meses, para poder orientar ao parto real.
Após o nascimento, o anúncio foi feito por um comunicado de imprensa emitido pelo Palácio de Kensington, e depois através do envio de um boletim oficial, assinado pela equipa médica, e que foi entregue à central de portas do Palácio de Buckingham, sob escolta policial. Contudo, nenhuma declaração pública foi emitida até que Sua Majestade a Rainha e membros ilustres da Família Real, assim como os membros mais directos da família da Duquesa de Cambridge, fossem informados sobre o nascimento real.
Note-se que desta feita, o Príncipe William decidiu quebrar o Protocolo Real e quando nasceu o Príncipe de Cambridge, o novo pai telefonou à sua avô, a Rainha, por um telemóvel encriptado, a dar a boa nova. Ao mesmo tempo, o secretário particular do casal William e Catherine de Cambridge telefonou ao primeiro-ministro David Cameron a comunicar que nasceu o futuro Chefe de Estado do seu país. Após o telefonema para a Rainha, pode supor-se que o príncipe contactou a família mais próxima do casal: SS.AA.RR. o Príncipe de Gales, a Duquesa de Cornwall, e Michael e Carole Middleton. Enquanto ele continuou a fazer telefonemas pessoais, as rodas da máquina do Palácio continuaram a girar: funcionários do Palácio de Buckingham notificaram os primeiros-ministros de cada um dos 54 países da Commonwealth e os primeiros-ministros da Escócia, Gales e Irlanda do Norte.
Ainda assim, o boletim oficial impresso e preenchido e assinado pelo obstetra real e pela sua equipa anunciando o nascimento foi colocado num cavalete e colocado aos portões do Palácio de Buckingham, onde constituiu uma enorme atracção turística. Ontem, 23 de Julho, às 14h00 – pontualidade britânica -, começaram a ser ouvidas as salvas de 62 e de 41 tiros de canhão respectivamente na Torre de Londres, pela Honorável Companhia de Artilharia, e em Green Park, pela Artilharia da Guarda a Cavalo do Rei, ao que se seguiu o repicar dos sinos na Abadia de Westminster.
Depois de receberem à tarde as visitas de Carol e Mike Midletton, e, depois, do Príncipe de Gales e da Duquesa da Cornualha, a primeira aparição pública dos Príncipes e do Royal Baby Boy ocorreu ontem, 23 de Julho, às 18h00. Os Duques de Cambridge, vestidos de azul, de forma simples e elegante, saíram pelas portas da Ala Lindo e foram recebidos por “Vivas!” entusiastas e por uma avalanche de flashs. A Princesa Kate transportava carinhosamente o recém-nascido real nos braços, tendo-o passado ao babado pai antes de se acercarem dos repórteres para responder a algumas questões. Dando provas do seu contentamento de recém-papás, esclareceram que ainda estão a pensar no nome do principezinho. Depois, despedindo-se de toda a equipe que os acolheu durante dois dias no hospital de St. Mary’s, o Príncipe William acomodou, diligentemente, o Príncipe de Cambridge na cadeirinha e com a Duquesa no lugar de trás ao lado do bebé, abandonarem o hospital com o Duque de Cambridge ao volante do seu Range Rover.
Hoje, 24 de Julho de 2013, os Duques e o Príncipe de Cambridge receberam a visita privada de Sua Majestade a Rainha Isabel II, transportada numa viatura privada. A visita da Rainha do Reino Unido ao seu primeiro bisneto do género masculino teve a duração de 34 minutos.
Uma vez que a tradição britânica vê a moeda de prata como um amuleto de boa sorte, riqueza e saúde, todos os casais pais de bebés que nasceram no mesmo dia do novo Príncipe ou Princesa Real serão presenteados com uma moeda de prata da Royal Mint, apresentadas em embalagens azuis para os meninos e cor-de-rosa para as meninas, juntamente com um cartão onde está impresso: “Moeda de Prata sólida de boa sorte”. Além disso, serão distinguidos com inúmeras outras ofertas relacionadas com bebés, de empresas do ramo.
O nascimento real deverá gerar receitas de £ 260.000.000, o equivalente a € 303.325.581,14, principalmente a partir do turismo, lembranças, e, das festividades relacionadas com o nascimento. Após o aguardado nascimento real, a loja do Palácio de Buckingham produzirá uma linha de produtos homenageando o bebé príncipe. Entre a memorabilia contar-se-ão: louça, DVD’s, pins, brinquedos e livros. Também, a Party Pieces, empresa de acessórios para eventos infantis, propriedade dos Middleton, já reduplicou os ganhos devido a uma gama de acessórios intitulada “Princes & Princesses”.
Durante o puerpério, a Princesa Kate irá primeiro uns dias para os seus aposentos no Palácio de Kensington, em Londres, e depois, especula-se que para a recentemente adquirida casa dos pais – uma moradia de 8 milhões de libras esterlinas – para ter o apoio da sua mãe e irmã. Enquanto isso, depois de gozar a licença de paternidade, o Príncipe William regressará às suas tarefas na R.A.F., que prontamente cessarão uma vez que irá passar a realizar as funções do avô, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo. Então, o Duque e a Duquesa de Cambridge deverão mudar-se, com o seu filho, para o seu renovado apartamento A1 no Palácio de Kensington, o que acontecerá já no próximo Outono.
A Rainha Isabel II, avó do Duque de Cambridge, já havia declarado há meses que a criança seria um Príncipe com o título de Alteza Real. Seguindo o costume dos recém-nascidos de Príncipes Reais que possuem um Ducado Real, o bebé vai ser denominado Príncipe “Nome” de Cambridge. Muitas apostas foram feitas sobre o nome do bebé real; George (como o pai da Rainha, Jorge VI), James, Edward, Louis, Charles ou Michael – uma estreia – apresentavam-se como os mais prováveis. Hoje, dia 24 de Julho de 2013 a Casa Real Britânica comunicou que os Duques de Cambridge decidiram chamar ao principezinho: Príncipe George Alexander Louis, que terá o tratamento de Sua Alteza Real o Príncipe George de Cambridge. Independentemente, do primeiro, o novo membro da Família Real Britânica tem três nomes próprios, como é apanágio, o pai e avô têm quatro e outros reis tiveram mais. Este costume refere-se ao facto de quando for Rei ter uma panóplia maior de nomes por onde optar para a escolha do nome com que reinará.
O bebé será o terceiro na linha de sucessão aos tronos de dezasseis Estados soberanos independentes conhecidos como os reinos da Commonwealth: Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, e São Cristóvão e Nevis. Será terceiro depois do avô Carlos, Príncipe de Gales, e do pai Príncipe William, Duque de Cambridge.
Como nasceu um rapaz, não serão aplicadas as novas alterações à Lei de Sucessão introduzidas na Reunião da Comunidade Britânica (Commonwealth) ocorrida na Austrália, em 28 de Outubro de 2011, com a Presença de Sua Majestade a Rainha Isabel II, em que foram introduzidas modificações unicamente aplicadas aos descendentes de Carlos, Príncipe de Gales e que garantiam a igualdade de género na Linha de Sucessão ao Trono, e que haviam sido ratificadas por todos os Países da Commonwealth há exactamente 9 meses.

God Save The Royal Baby. Long Live The Royal Baby!

LONGA VIDA À CASA REAL DE WINDSOR!