Monarquia, Cidadania, Democracia


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D. Carlos I – O Rei do Portugal Maior

‘A cada ano que passa, esta figura cresce, a ponto de me parecer um dos maiores Reis da sua dinastia. Já redobra de proporções e não se tira do horizonte da nossa consciência.

Não foram os seus defeitos que o mataram, foram as suas qualidades. Só o assassinaram quando ele tomou a sério o seu papel de reinar, e quando, João Franco, quis realizar dentro da Monarquia o sonho de Portugal Maior.’

– Raul Brandão, in “Memórias”, 1.º Volume, Renascença Portuguesa, Porto, 1919, p. 289


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Família Real Portuguesa e os Animais de Estimação

Era bem pública e reconhecida a estima que a Família Real Portuguesa nutria pelos animais e a enorme afeição que dedicava aos seus animais de estimação.

Cavalos, mas sobretudo os cães, acompanhavam sempre a Família Real que com eles se ocupava em inúmeras recreações.

Na fotografia, cliché do Verão de 1909, tendo como cenário o Palácio da Pena, vê-se Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal e a Rainha Senhora Dona Amélia – ainda de luto – com os seus três cães de companhia: o Grand Danois TEJO (em destaque), o labrador CHAMROCK (que na foto recebe a atenção da Rainha) e, deitada, a BOX, a cadelinha branca irish terrier, que para muito desgosto de Sua Majestade a Rainha, ficaria em Mafra após a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910, consequência da precipitação dos acontecimentos e da partida abrupta para o exílio.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Príncipe Real – Aquele Que Era a Esperança

‘O Príncipe [D. Luís Filipe] sabia que o Pai [D. Carlos I] lhe estava preparando uma grande Pátria. O muito amor por seu Pai era, a par da admiração de filho, a profunda, consciente gratidão de Português, que assistia ao engrandecimento incessante de trabalho de patriota.

O sentimento patriótico tão característico no Príncipe Real, o seu espírito eminentemente culto fizeram-no entrar admiravelmente na realização dessa ideia que o alto senso político d’El-Rei D. Carlos imediatamente aprovara.

Da forte personalidade do Príncipe Real emanava um singular atracção: a amenidade do trato e a seriedade do carácter, a alegre comunicabilidade da sua mocidade eram outros tantos elementos da simpatia que despertava.’

– António Coelho Vasconcellos Porto, Ministro da Guerra D’El-Rei D. Carlos I (1908) in ‘A Marcha Para O Renascimento – El-Rei D. Carlos e o seu Reinado’


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D. Carlos I e o Projecto de Renascimento de Portugal

‘El-Rei Dom Carlos levantara-nos no conceito do estrangeiro, com a obra pessoal da sua política internacional; o exército estava a cobrir-se de glória; a vida pública, ao seu desaparecimento estava olhando por ela, com um escrúpulo, uma devoção, um entusiasmo de grandeza moral que, para poder exigir civismo aos outros, foi o primeiro a submeter a sua majestática figura a debate de que a sua consciência não se assustava, mas que lisonjeavam a sinceridade com que adoptara a última fase do seu reinado – trabalhava como um pioneiro!

Nesse curto reinado de D. Carlos galgou-se dos abatimentos da decadência às cumeadas do renascimento!’

– António Coelho Vasconcellos Porto, Ministro da Guerra D’El-Rei D. Carlos I (1908) in ‘A Marcha Para O Renascimento – El-Rei D. Carlos e o seu Reinado’


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Sobre… El-Rei D. Carlos

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‘O Rei D. Carlos poderia ter fraquezas como toda a criatura humana, mas não tinha crimes, e tinha os mais altos dons de coração e espírito que enobrece a humanidade. Tinha a honradez, tinha a indulgência, tinha o bom humor, tinha a benignidade, tinha o talento, tinha a coragem, e, como emanação dessas qualidades juntas, tinha e exercia sobre todos aqueles que o conheceram e trataram em Portugal e nas cortes estrangeiras essa espécie de sortilégio que se chama o prestígio.

Amava a sua terra como Rei…’

– Ramalho Ortigão in ‘El-Rei D. Carlos’, Jornal ‘O Correio – Semanário Monarchico’, Porto, 1 de Fevereiro de 1913