Monarquia, Cidadania, Democracia


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D. Catarina de Bragança – O Chá em Inglaterra e Muito, Muito Mais

A 25 de Novembro de 1638 nascia D. Catarina de Bragança, Infanta de Portugal e Rainha de Inglaterra ao casar, em 1662, com o Rei Carlos II e que foi responsável pela introdução, em Inglaterra, do Chá e Muito Mais.
Em 1661, a Rainha regente D. Luísa de Gusmão, digníssima viúva d’El Rei Dom João IV, o Restaurador, declarou em Cortes o contrato nupcial, aprovado pelo Conselho de Estado, do casamento da Infanta Dona Catarina Henriqueta de Portugal com o Rei Carlos II de Inglaterra. Seguiu-se um contrato de paz, com artigos muito curiosos, publicado no Gabinete histórico, de Frei Cláudio da Conceição, onde vem a descrição do real consórcio:

«0 nosso augusto Soberano Lorde Carlos II, pela Graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, Defensor da Fé e a Ilustríssima Princesa D. Catarina, Infanta de Portugal, filha do falecido D. João IV, e irmã de D. Afonso, presente rei de Portugal, foram casados em Portsmouth na quinta-feira, vigésimo segundo dia de Maio, do ano do N. Sr. de 1662, 14.º do reinado de SM, pelo R. R. F. in G. Gilbert, Bispo Lorde de Londres, Deão da Real Capela de Sua Majestade na presença de grande parte da nobreza dos domínios de Sua Majestade e da de Portugal.»

Dona Catarina não foi uma rainha popular em Inglaterra por não ter descendência e por ser católica – o que a impediu de ser coroada -, mas uma infanta nascida e criada no seio de uma família real ilustrada, culta; educada nos costumes e hábitos tradicionais portugueses não podia deixar de ter uma influência indelével na nação que, apesar de tudo, a não acolhera. Assim, entre muitos hábitos e práticas que levou, ficará, para sempre, como a responsável pela introdução do chá em Inglaterra. De facto, Dona Catarina levou como dote os territórios de Bombaim (actual Mumbai) e Tânger – ganhando assim a Inglaterra o início de um Império -, mas muito mais.
Natural da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI. Assim, este foi um hábito que Dona Catarina levou de casa e que continuou a seguir em Inglaterra, organizando reuniões de senhoras a meio da tarde na qual se bebericava a famosa e reconfortante bebida.
O hábito de beber chá já existiria, num período em que a Companhia das Índias Orientais o estava a vender abaixo do preço comercializado pelos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, epilepsia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, pedra, letargia, enxaquecas e vertigem – um verdadeiro cura tudo e mais alguma coisa -, mas foi Dona Catarina de Bragança que o transformou na “instituição” que os ingleses hoje conhecem por “Chá das Cinco”, o tão famoso quanto imprescindível “five o’clock tea”. Bom, na realidade o chá não era tomado às cinco, mas sim às quatro, e o nome chá em inglês é TEA , ora essa palavra é oriunda do português pois referia-se ao nome dos barcos que o transportavam e que eram chamados de ‘Transporte de Ervas Aromáticas’.
Acresce que, o consumo deste produto era apanágio das esferas mais altas da sociedade. Em consequência, também, surgiu a expressão: “Ter falta de chá!”, dirigida a alguém que não tem educação ou que não tem maneiras, uma vez que o chá era originariamente consumido por famílias nobres, presumidamente mais sofisticadas. Hoje, claro que numa sociedade burguesa e plutocrata, em que o dinheiro é o mote, não está garantido que haja na alta-roda muito chá, até porque podem-no não ter tomado em pequeno!
Assim, Dona Catarina de Bragança deixou pelo menos a Inglaterra a rotina de beber chá que se tornou um dos hábitos tipicamente britânicos, mas que não foi o único: deixou, também, o costume do consumo da geleia de laranja. A compota de laranja que os ingleses designam de “marmelade”, usando, erroneamente, o termo português marmelada, foi levada pela Infanta portuguesa que recebia regularmente as remessas de cestas de laranjas enviadas pela mãe, algumas das quais azedavam na viagem. Dona Catarina conservara o costume português de fazer compotas e, curiosamente, a Rainha de Inglaterra servia a sua vingançazinha ao guardar a compota de laranjas doces para si, para as suas damas de companhia e amigas e a de laranjas amargas para as inimigas, particularmente, para as concubinas de Carlos II.
Mas a revolução cultural que Dona Catarina, Infanta de Portugal e Rainha de Inglaterra, operou na Corte inglesa não ficou por aqui. Também lá introduziu o uso dos talheres – pois antes disso os ingleses, mesmo a realeza e a aristocracia mais fina, comiam com as mãos, levando os alimentos à boca com três dedos (polegar, indicador e médio) da mão direita. Apesar de o garfo já ser conhecido só era usado para trinchar ou servir, ora na Corte Portuguesa, que à época ditava o bem ser, Catarina estava habituada a utilizá-lo para levar os alimentos à boca e, em breve, todos começaram a seguir o exemplo da Rainha portuguesa de Inglaterra.
Também foi Dona Catarina a introduzir o tabaco em Terras de Sua Majestade e em breve todos os ingleses passaram a andar de caixinha de rapé no bolso do colete.
Há já muito tempo que, em Portugal, se utilizavam pratos de porcelana para comer, ora em Inglaterra, ainda comiam em pratos de ouro ou de prata, muito menos higiénicos e que não conservavam a refeição quente; ora com a Infanta de Portugal a utilizar a ‘fine china’, a partir de aí, o uso de louça de porcelana generalizou-se, também, por lá.
Era hábito na Corte portuguesa os saraus em que se ouvia ópera, ora como Dona Catarina levara no seu séquito uma orquestra de músicos portugueses, foi por sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra, legando dessa forma mais uma importante herança cultural.
E não é que a Infanta e Rainha da Casa de Bragança ainda lançou moda para equitação.
E haveria Império britânico sem o fabuloso dote de Dona Catarina de Bragança que para além da uma exorbitante quantia em dinheiro incluía ainda a cidade de Tânger, no Norte de África e a ilha de Bombaim, na Índia?! Pelo que, depois de receber a importante e estratégica Bombaim dos portugueses, o monarca inglês rei Carlos II autorizou a Companhia das Índias Orientais a adquirir mais territórios, nascendo, desse modo, o Império Britânico!
Por último, deram o seu nome a um bairro da Colónia de Nova Iorque (ainda não existiam os EUA) – Queens -, onde existe uma estátua de D. Catarina de Bragança.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

Imagem: Óleo de Peter Lely (1618-1680) | Royal Collection Trust


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Cerimónia de Entronização de S.M.I. Naruhito, Imperador do Japão

🎎 Entronização de S.M.I. Naruhito, O Imperador do Japão

Banzai! Banzai! Banzai!

Sua Majestade Imperial Naruhito foi hoje Entronizado Imperador do Japão. Recorde-se que após 30 anos de reinado consumou-se a 30 de Abril de 2019 a abdicação do imperador Akihito e o até então Príncipe herdeiro Naruhito substitui o pai no Trono do Crisântemo. Essa renúncia foi uma das várias cerimónias que marcam a transferência do domínio imperial para o seu sucessor, um evento que durou uns singelos 10 minutos, e que foi a primeira vez que um monarca do Japão abdicou do trono em mais de dois séculos.
A única abdicação até agora tinha sido a do Imperador Kôkaku (1771-1840), que renunciou em 1817, após quase quarenta anos de reinado, aventando as mesmas razões que Akihito: não poderia mais desempenhar as suas funções, devido à idade avançada. O processo de abdicação foi demorado, pois a actual Constituição Japonesa não previa tal quadro, de modo que o Parlamento aprovou uma lei específica para o caso.
Naruhito, de 59 anos, tornou-se Imperador nessa tarde e assim “o símbolo do estado e da unidade do povo” japonês, mas a Cerimónia da Sua Entronização foi realizada hoje cerimónia tradicional e muito mais simbólica e elaborada com a presença de muitas cabeças coroadas e chefes de Estado de 195 países. Na cerimónia da tarde de 1 de Maio de 2019, o novel Imperador recebeu “os três tesouros sagrados”: uma espada (kusanagui não tsurugi), uma jóia ou colar de jóias de Jade (yasakani não magatama), e um espelho (yata não kagami). Estes objectos representam as três virtudes primárias do Japão: o valor (espada), a sabedoria (espelho), e a benevolência (jóia).
Mitologicamente, a deusa solar Amaterasu se escondeu do seu irmão Usanoo, em uma caverna, removendo assim a luz ao mundo. O deus usou o espelho e jóias para tentar a curiosidade da Amaterasu e fazê-la sair da sua caverna. A mesma ao ver o seu reflexo no espelho assustou-se, deixando-a vulnerável para que pudessem tirá-la da caverna. A espada foi uma oferenda de Usanoo como pedido de desculpas pelo acontecido.

Já a Cerimónia de Entronização (Sokui-Rei) decorreu no Pavilhão Shishinden no Palácio Imperial de Quioto – antiga capital -, e que serve para as grandes cerimónias. Aí dentro encontram-se os 2 Tronos Imperiais o Takamikura (do imperador) e o Michodai (da imperatriz).


O Palácio Imperial de Kyoto (jīng dōu yù suǒ, Kyoto-gosho) é o antigo palácio do Imperador do Japão. Desde então, os imperadores ter no Palácio Imperial de Tóquio após a Restauração Meiji em 1869, e a preservação do Palácio Imperial de Kyoto foi ordenada em 1877. Hoje, os terrenos estão abertos ao público, e a agência da casa imperial recebe o público. Passeios pelos edifícios várias vezes por dia. O Palácio Imperial de Kyoto é o mais recente dos palácios imperial construídos em ou perto do seu local na parte nordeste da antiga capital de Heian-kyō (agora conhecida como Kyoto) após o abandono do Palácio de Heian original (dà nèi lǐ, Dai-dairi) que estava localizado a oeste do actual palácio durante o período Heian. O Palácio perdeu grande parte da sua função na época da Restauração Meiji, quando as funções de capital foram transferidas para Tóquio em 1869. No entanto, o Imperador Taisho e o Showa ainda tiveram suas cerimónias de entronização no palácio.
Durante a cerimónia desta manhã de terça-feira, o Imperador vestiu o Quimono tradicional da corte e caminhou rumo ao trono de Takamikura, no principal hall do Palácio Imperial.
O trono de Takamikura é o trono cerimonial do soberano japonês e é o trono mais antigo usado pela monarquia japonesa. O trono assenta num estrado octogonal levantado cinco metros acima do chão e encontra- se dentro de um dojo, o Daigoku-den com cortinas e uma porta deslizante conhecida como kenjo no shoji que pode esconder o imperador da vista na sala do trono. No telhado, o Daigoku-den apresenta uma Fénix.


Em seguida, o Imperador Naruhito fará um discurso declarando sua ascensão ao trono perante chefes de estado e outros visitantes convidados.


Na tarde desta terça-feira, o Banquete da Entronização será realizado no Palácio Imperial com a participação de Reis, Príncipes, Chefes de Estado e demais dignitários, entre os quais Suas Majestades os Reis de Espanha, Suas Majestades os Reis dos Belgas, S.M. o Rei da Suécia, Sua Alteza Real o Grão-Duque do Luxemburgo, Sua Alteza Real o Príncipe Carlos, Príncipe de Gales, etc.


Um cortejo imperial que fora programado para terça-feira, em seguida à cerimónia de entronização, foi adiado pelo governo para o dia 10 de Novembro, concentrando nos esforços de recuperação das áreas que foram seriamente afectadas pelo Tufão Hagibis.
Diferente de outras monarquias, o Japão não possui coroas. Os objectos mais especiais da cerimónia de entronização são conhecidos como “Três Tesouros Sagrados do Japão”.
A era imperial que começou no dia 1 de Maio no Japão, 30 de Abril no Ocidente, é apelidada de ‘Reiwa’ (lê-se ‘Reina’), uma junção das palavras “ordem” e “harmonia”.
O novel Imperador Naruhito Kōtaishi Denka é o filho varão primogénito do ex-Imperador Akihito e da ex-Imperatriz Michiko, e nasceu em 23 de Fevereiro de 1960, no Palácio Imperial de Tóquio com o título de Príncipe Hero, tornando-se o herdeiro aparente do Trono do Crisântemo com a morte de seu avô, o Imperador Showa (Hirohito), em 7 de Janeiro de 1989.


Naruhito tornou-se o 126.º Soberano do Japão, numa linhagem contínua da Dinastia Yamato – a mais longeva dinastia reinante do mundo -, que remonta até ao Imperador Jimmu, que terá reinado há mais de dois mil e quinhentos anos e morrido aos 126 anos de idade, e até a figuras semi-lendárias, uma vez que os japoneses crêem que os seus Imperadores, que são a mais alta autoridade da fé xintoísta, descendem directamente da divindade mitológica Amaterasu, a deusa do sol.
Sua Majestade Imperial Naruhito é casado com a agora Imperatriz Masako Owada e têm uma filha: Sua Alteza Imperial Princesa Aiko a Princesa Toshi.


Uma vez que, de acordo com a lei sucessória japonesa só o primogénito do sexo masculino pode suceder, prescrevendo a primogenitura agnática ou primogenitura varonil absoluta, as mulheres não podem suceder ao Trono, o novel Imperador terá como herdeiro presuntivo seu irmão mais novo, o Príncipe Akishino, seguido pelo filho deste, o Príncipe Hisahito de Akishino, actualmente com nove anos de idade. A Linha de Sucessão tem ainda mais dois nomes: o Príncipe Hitachi, de oitenta anos, irmão do anterior Imperador, que não tem filhos; e o Príncipe Mikasa, de cem anos, tio-avô de Sua Majestade Imperial, cujos três filhos homens faleceram sem deixar descendência varonil.

Teno Heika Banzai! – Longa Vida ao Imperador!
Banzai! Banzai! Banzai!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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LV Governo da Monarquia Constitucional Portuguesa (não existiam quaisquer laços familiares entre o seus membros)

LV Governo da Monarquia Constitucional Portuguesa (não existia qualquer relação familiar entre os seus membros)

O 55.º Governo da Monarquia Constitucional e 27.º governo desde a Regeneração, Ministério presidido por João Franco, foi nomeado por Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I, em consequência da vitória eleitoral do Partido Regenerador Liberal, a 19 de Maio de 1906 e exonerado a 4 de Fevereiro de 1908 (em consequência do Regicídio de 1908) por El-Rei Dom Manuel II. Neste governo não existia qualquer relação familiar entre os seus membros.

Na sequência da fotografia, a sua constituição era a seguinte:
De pé: em primeiro, Luís de Magalhães, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (Mai. 1906 – Mai. 1907); José Malheiro Reimão, Ministro e secretário de Estado dos Negócios das Obras Públicas, Comércio e Indústria; António Carlos Coelho de V.B. Vasconcellos Porto, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Guerra (Mai. 1906 – Fev. 1908) e Ministro e secretário de Estado interino dos Negócios da Marinha e Ultramar (Jun. – Set. 1907); Ayres D’Ornellas, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar (Mai. 1906 – Jun. 1907 e Set. 1907 – Fev. 1908);
Sentados: José Novais, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça (Mai.1906 – Mai. 1907 sendo substituído por António José Teixeira de Abreu, Ministro e secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, dessa data a Fev. 1908); João Franco Castello-Branco, presidente do Conselho de Ministros e Ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino; e Ernesto Driesel Schröeter, Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Fazenda (Mai. 1906 – Mai. 1907).

Reitera-se que entre os Conselheiros – assim era o tratamento dedicado aos Ministros – retratados não existia qualquer laço familiar ou parentesco; deu-se este a título de exemplo assim como se poderiam referir os anteriores e seguintes Governos da Monarquia Constitucional Portuguesa.  O Rei reinava – e tinha o seu herdeiro presuntivo -, o Governo – sem qualquer laço familiar com a Família Real – governava!

Realmente, uma MONARQUIA não é uma república!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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24 de Junho de 1128 – Primeiro Dia de Portugal

A primeira tarde portuguesa’ aconteceu nesse 24 de Junho de 1128, que foi dia um de Portugal, que se conquistou e fundou Nação nessa Batalha de São Mamede, em Guimarães, onde o Infante Dom Afonso Henriques à frente dos Portucalenses se torna Princeps ao derrotar a facção estrangeira capitaneada pela própria Mãe.

Com a Reconquista, formaram-se diversos reinos na retaguarda da vanguarda cristã: Astúrias, Oviedo, Leão, Castela e Aragão. Uns implodiram, uns anexaram outros, outros agregaram-se, todavia, asseguraram o domínio cristão na Península Ibérica. Foi neste cenário da época da Reconquista que acorreram à Ibéria uma plêiade de cavaleiros estrangeiros, normalmente, filhos-segundos e terceiros da nobreza que sem título e fortuna para herdar, vieram em busca de riqueza e/ou auréola militar e com ambições políticas, incorporando-se nos regimentos dos Reis cristãos da península.

Foi na leva (re)conquistadora que vieram para a Ibéria, Henrique de Borgonha e o primo Raimundo, ambos da Casa Ducal de Borgonha, bisnetos de Roberto II Capeto Rei de França, e sobrinho-netos de Hugo o abade de Cluny, para servir nos exércitos de D. Afonso VI de Leão, Castela e Galiza, autoproclamado Imperador das Espanhas. A importância do sangue destes Borgonheses é notória pois a Henrique foi concedida em casamento Dona Teresa, filha natural de Afonso VI, enquanto Raimundo casou com D. Urraca, primogénita do Rei-Imperador.

Porém, intensificaram-se as acometidas dos Almorávidas o que precipitou a distribuição dos poderes militares e por esta altura os territórios de todo o Norte e Centro da Ibéria Ocidental passaram para a administração de Raimundo de Borgonha casado com D. Urraca. Mas com o governo entregue a Raimundo, este, não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo – tendo perdido Lisboa que fora cedida aos Reis de Leão pelo califa de Badajoz. Assim Afonso VI decide fortalecer ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando, em 1095, a mais exposta a D. Henrique da Borgonha.

Assim, de Afonso VI recebeu D. Henrique o governo do território designado então por Terra Portucalense ou de Portucale -, mais as terras, Coimbra e Santarém, que fechava o flanco sul, fronteira sempre subordinada aos avanços ou retrocessos da Reconquista. Foi chamado de Condado Portucalense e já não Terrae pois passa a abranger todo o território entre o Minho e o Tejo.

O nosso conde D. Henrique, apoiado pelos interesses políticos da Ordem de Cluny, imiscui-se estrategicamente e com ambição na política do Reino, conquistando a sua pretensão de poder junto da Corte.

A fim de aumentar a população e valorizar o seu território, D. Henrique deu foral e fundou novas povoações, entre elas a vila de Guimarães, atraindo para ali, com várias regalias, muitos dos seus compatriotas francos. D. Henrique consolidou o seu governo do Condado, também, no cunho religioso, reforçando Braga como sede metropolitana, competindo com Toledo e tornando a arquidiocese minhota, a Igreja primaz das dioceses do Ocidente da Península.

Em Guimarães fixou D. Henrique a sua habitação, num Paço, dentro do Castelo que ali fora edificado no século anterior.

Em 1109 morre o Rei-Imperador Afonso VI sucedendo-lhe D. Urraca que depois de enviuvar casa em 2.ªs núpcias com Afonso I de Aragão, ameaçando pondo a independência de Leão o que leva a nobreza leonesa e castelhana a repudiar esse casamento e a aclamar como rei da Galiza D. Afonso Raimundes, filho do anterior casamento de D. Urraca com D. Raimundo, o que provoca uma guerra civil.

Foi neste cenário de disputa e maquinação que D. Henrique, mesmo que neutral, tentou conservar o Condado Portugalense ou Portucalense independente.

D. Henrique falece, em 1112, e o governo do condado é assumido por Dona Teresa, uma vez que, Afonso Henriques, o filho de ambos tinha apenas três anos de idade.

A seu favor colocam-se o Bispo de Santiago de Compostela e os nobres galegos, mas D. Urraca, Rainha de Leão e Castela, vence a irmã, em 1119, e assume o domínio do Condado cujo governo volta, pouco depois, a entregar a Dona Teresa mediante vassalagem.

Dona Teresa pouco fica, entretanto, a dever, a esses compromissos tão feudais e, em 1121, auto-intitula-se Rainha, mas os conflitos com o Clero e a sua relação com o fidalgo galego Fernão Peres, a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, originou a insurreição dos Portucalenses e do próprio filho o Infante D. Afonso Henriques, invariavelmente afastados, por forasteiros, da gestão dos negócios públicos.

Em 1125, com apenas 14 anos de idade, num acto de importante relevância política, o efebo D. Afonso Henriques – conforme o uso e costume dos reis – arma-se a si próprio Cavaleiro, na Catedral de Zamora, cidade onde se auto-refugiara, tornando-se assim guerreiro independente.

D. Urraca morre em 1126 e com a sucessão de seu filho, D. Afonso Raimundes feito D. Afonso VII, os acontecimentos precipitam-se, pois o novo monarca hispânico trata de relembrar à tia as incumbências feudais e exige que Dona Teresa lhe preste vassalagem.

Dona Teresa vê a sua posição enfraquecida pois associara ao governo o Conde Galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava, que Dona Teresa faz de seu valido. Em 1127, D. Afonso VII invade parte do Condado Portucalense e impõe submissão a D. Teresa.

A relação da ‘rainha’ com o nobre galego acicata contra si a reprovação do filho, os ódios da nobreza portucalense afastada do círculo de poder e a antipatia do povo que recordava com carinho D. Henrique e do clero que exigia outro tipo de comportamento à princesa da Hispânia.

Com a oposição dos Três Estados portucalenses àquele governo estavam reunidas as condições para ser afastado pois ao velho costume medieval o Rei é um mero funcionário do povo e, por isso, o povo pode livremente destroná-lo, se ele não cumprir qualquer das obrigações inerentes ao seu cargo. O Rei tem de governar rectamente: Rex eris, si recte facias, si non facias, non eris e por isso mesmo deve ser deposto. E o Rei injusto seria um castigo que Deus envia ao Povo, mas o povo não é obrigado a sofrê-lo.

Então o Infante D. Afonso Henriques insurge-se contra a mãe e prepara uma revolta militar e prepara-se para travar uma batalha decisiva.

No dia 24 de Junho de 1128, à dianteira dos barões e fidalgos portucalenses, Dom Afonso Henriques defronta no campo de São Mamede, perto de Guimarães as forças galegas comandadas por Dona Teresa e pelo seu valete Fernão Peres de Trava, derrotando-os naquela que ficou conhecida pela Batalha de São Mamede e que marcou a Fundação da Nacionalidade Portuguesa, uma vez que o Infante Dom Afonso Henriques avoca a si, o governo do Condado Portucalense com pretensões independência.

Não é ainda após esta Batalha que se auto-intitula Rei, Rex Portucalensis, pois com duas frentes de Batalha – uma contra Leão e Castela, outra contra os árabes –, tal só se viria a acontecer após a Batalha de Ourique, em 1139, quando arrasa os mouros e Dom Afonso Henriques consegue uma importante vitória que o engrandece sobremaneira e assim declara a Independência face a Castela-Leão. Nascia, assim, em 1139, o Reino de Portugal e a sua 1.ª Dinastia, com El-Rei Dom Afonso I Henriques de Borgonha.

Em 1143, quando assina a paz em Zamora, onde é reconhecido como Rei. Afonso Henriques usava já o título havia três anos, desde o torneio de Arcos de Valdevez, em 1140, após o episódio de Ourique. Desaparece, assim, e só aí, a designação histórica de Condado Portucalense e nasce o Reino de Portugal, que já tinha visto o seu alvor nessa ‘primeira tarde portuguesa’, nesse dia um de Portugal que foi o 24 de Junho de 1128.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Queremos Um Referendo, Queremos A Monarquia!

Votem na Monarquia

Portugal não começou há 107 anos, assim como o regime republicano não resultou de uma emanação popular. Na 46ª eleição geral, 37.ª eleição da 3.ª vigência da Carta que se realizou a 28 de Agosto de 1910 – portanto as últimas eleições do constitucionalismo monárquico -, estavam recenseados 695 471 eleitores, e a ida às urnas traduziu-se numa vitória com 58% dos votos (89 deputados) para os Governamentais do chamado bloco liberal Monárquico de Teixeira de Sousa, mas sobretudo numa VITÓRIA DOS PARTIDOS MONÁRQUICOS expressa nuns retumbantes 91% (33% – 51 Deputados p/ o bloco conservador das oposições monárquicas; 15% – 20 deputados regeneradores apoiantes de Campos Henriques; 13% – 23 deputados progressistas; 3% – 5 dep. franquistas; 2% – 3 dep. nacionalistas ), contra uns meros 9% (14 deputados) do Partido Republicano Português.

Assim sendo, antes sim, este Estado das Coisas republicano foi implantado a 5 de Outubro de 1910 em sequência de um golpe revolucionário apoiado nas milícias revolucionárias da Carbonária e da ralé que se lhe juntou, nas bombas dos anarquistas e nas obscuras jogadas políticas da maçonaria, salteado com cumplicidade de alguns traidores monárquicos e a omissão cobarde de outros, o que destroçou a Nação.

Ora este regime nunca foi referendado, pois nunca foi dado aos Portugueses a liberdade de escolher sobre que sistema de governo pretendem ou preferem: república ou Monarquia?

Um regímen que nunca foi plebiscitado nas urnas e que não resultou da vontade popular, mas da golpada empreendida por uma elite, não tem a mesma legitimidade que um outro resultante de derivação popular ou origem natural!

Não podem dizer que o Povo não sabia o que queria e portanto escolheram por Ele!

Desta forma, onde está a Democracia se nos negam o direito à escolha! Será que a liberdade é de fachada?! Porque recusam a democracia directa?!

O regime petrificou-se ao consagrar na alínea b) do Artigo 288.º da Constituição da república portuguesa que “as leis de revisão constitucional terão de respeitar a forma republicana de governo”, pelo que com essa imposição impede com esta cláusula um referendo nacional sobre esta matéria. Mas apesar do limite material nada impede que formalmente haja uma revisão constitucional, tudo depende da vontade em mudar de 2/3 dos deputados eleitos e em efectividade de funções. Os republicanos não podem abanar o falso argumento de que só a república defende a democracia, se hoje em toda a Europa e Japão são as Monarquias os Estados mais democráticos e avançados.

O sistema está assim blindado pelos Limites Materiais, mas a dupla revisão constitucional possibilita uma solução constitucional e democrática. República não é automaticamente sinónimo de democracia – veja-se as repúblicas populares -, e Monarquia apura ainda mais a democracia, pelo que a haver um limite material consagrado deve ser a ‘forma democrática de governo’ afastando assim qualquer fantasma anti-pluralista e anti-democrático.

Certamente que a oposição a uma revisão constitucional, que permita o referendo para optar entre os dois regimes, é menos por convicção republicana, e se deve mais à agenda dos interesses partidários que sofreriam um baque com um regime monárquico, pois haveria certamente uma descentralização do poder, e uma transferência de competências para municípios e para as forças vivas da sociedade; e, também, porque as Monarquias são um garante da soberania nacional e um entrave à fragmentação e destruição de culturas que é o federalismo europeu.

Assim, até mais do que a Causa do Rei, a defesa da Restauração da Monarquia é a Causa de Portugal, porque o Rei sempre foi símbolo da identidade nacional e a continuidade da Monarquia hereditária sempre foi o garante da continuidade de Portugal. Assim, pelo Rei, mas sobretudo por Portugal queremos ter direito à escolha! Temos Voz! Está na hora dos Monárquicos e os Portugueses em geral poderem exprimir a sua vontade democraticamente!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Manuel II na Procissão do Corpo de Deus

El-Rei Dom Manuel II, conforme era tradição dos Reis de Portugal, segurando a 1.ª Vara do Pálio, no lado direito, na Procissão do Corpo de Deus (Lisboa, 1908) e fardado com o grande uniforme de Marechal-General ou Generalíssimo (posto privativo do Rei de Portugal) e envergando o manto de San’Tiago, de cuja Ordem era Grão-Mestre. Atrás, no lugar de Príncipe Real, estava o SAR Infante D. Afonso, Duque do Porto.

O Corpus Christi ou Corpo de Deus é uma solenidade católica realizada na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade ou do Pentecostes, ou seja 60 dias depois do Domingo de Páscoa.

| Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Amélia – A Rainha Que Dava O Exemplo

Dona Amélia, A Rainha Que Dava O Exemplo

‘Da simplicidade dos seus hábitos darei um traço característico. Uma vez, em Cintra, às cinco horas do antigo terraço da Regaleira, tendo subido dos Pizões três senhoras, que desmontavam de um passeio a cavalo, discutiu-se n’um grupo em que eu me achava, o corte inglês e o corte francês das amazonas, assim como a classificação correlativa dos autores dos três exemplares presentes – Redftern, Felix e Pool. Alguém lembrou-se de perguntar: 
– Onde é que foi feita a amazona da Rainha? – E uma pessoa informada respondeu:
– Fê-la a costureira d’Ela, em Vila Viçosa.’

Ramalho Ortigão | “Perfis Contemporâneos”

Eu dei esse exemplo, pelo que respeita à indústria nacional portuguesa, pois quando vivi em Portugal, usei sempre e estabeleci como regra, na Corte, a preferência de tudo quanto ali era fabricado.’

| S.M.F. A Rainha Senhora Dona Amélia de Portugal

Fotografia: Sua Majestade a Rainha Dona Amélia, vestida de Amazona, na Tapada das Necessidades, em 1900

Recolha | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Parabéns, Plataforma de Cidadania Monárquica!

Feliz 5.º Aniversário da Plataforma de Cidadania Monárquica

A Plataforma de Cidadania Monárquica completa hoje o seu 5.º Aniversário.

A Plataforma de Cidadania Monárquica nestes cinco anos de existência, desde o lançamento a 15 de Maio de 2013, percorreu um caminho de avanços sem recuos na divulgação do ideal da Monarquia e das suas vantagens; cresceu e tornou-se incontornável no meio monárquico, como mostra o número de mais de 5.300 seguidores que possui na sua página no Facebook, assim como o enorme número de visualizações dos seus artigos e restantes conteúdos quer nas redes sociais quer no blogue, e pelas partilhas e cópias que outras páginas monárquicas fazem das publicações da PdCM. A Plataforma de Cidadania Monárquica atingiu a notoriedade pela publicação de conteúdos originais de grande qualidade, fruto de um rigoroso trabalho de investigação e pesquisa e por isso é hoje uma marca indelével na difusão da Causa da Monarquia.

Mas nem tudo foram alegrias, pois foi com a mais profunda das tristezas que vimos partir para a Casa do Senhor, em Outubro de 2014, o nosso Amigo e Co-Fundador David Garcia, tragado num curtíssimo espaço de tempo por uma doença traiçoeira.

Não podíamos, contudo, deixar acabar um projecto [Plataforma de Cidadania Monárquica] a que dedicamos tanto tempo e trabalho, pois o Regresso da Monarquia é o nosso objectivo, um desiderato sem tréguas e essa perseverança deu os frutos que são hoje públicos: a Plataforma de Cidadania Monárquica tornou-se uma das forças mais operantes e originais do Movimento Monárquico Português. E assim vamos continuar, sem hesitações, com a publicação de artigos de opinião, história «não censurada», entre outros conteúdos para promover a nossa Causa e Portugal.

Agradecemos a todos os nossos Seguidores e Amigos que têm a bondade de fielmente seguir as nossas publicações em defesa do regresso da Monarquia Portuguesa e que como nós assistem dia após dia ao colapso e à manifesta impossibilidade de regeneração do actual regímen corroído do Estado das Coisas republicano.

Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia! Viva Portugal!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Rei Bom, Bom Povo

‘Para bem governar Portugal basta ser – realmente – bom, porque a bondade dos antigos Reis, fez deste Povo, o melhor dos melhores povos do Mundo.’

Francisco Perfeito de Magalhães e Menezes de Villas-Boas, 2.º Conde de Alvelos | “O Berço Exilado”, 1945, Porto

Fotografia: Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal cumprimenta uma efusiva senhora que avançou para beijar a mão ao seu novo Rei, no Porto, em 10 de Novembro de 1908, durante a Viagem Régia de 15 dias de D. Manuel II ao Norte do Reino.

| Plataforma de Cidadania Monárquica


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Os Reis Não Tinham Criados

Os Reis Não Tinham Criados!

Uma das mistificações que se constroem em torno da Monarquia é de que a Família Real era servida por uma imensidão de criados e logo as imaginações viajam para produções cinematográficas de época e divagam fantasiando serventes de perucas e librés a restolhar. Ora este é um caso em que a realidade não supera de todo a ficção, pois os Reis, as Rainhas, os Príncipes eram auxiliadas pelo pessoal da Casa Civil e pelos oficiais às ordens. Assim, esses ‘criados’ próximos do Rei eram apenas os nobres da maior estirpe, assim como as Damas de companhia das Rainhas. Os nobres de mais elevada titularia estavam ao serviço pessoal do Rei, uns com cargos específicos na Corte, outros em sistema de rotatividade.

Por exemplo, imagine-se um banquete e o Rei a ser servido à mesa: quem serve o Monarca no prato é um Duque, a quem a terrina do consommé foi passada por um Marquês, e quem veio com a peça de louça com as vitualhas do início da Porta até à mesa foi um Conde, após um Visconde receber à porta da cozinha. Desse modo, também, não era um/a criado/o que servia o chá à Rainha, pois quem servia chá à Rainha era uma Marquesa.

 

Por isso o cargo de Aio, por exemplo, do Rei Dom Luís I foi o 1° Visconde e 1° Conde da Carreira; o Mordomo-mor da Casa Real, que transportava o característico símbolo da sua autoridade, o bordão de marfim com um castão de ébano esculpido com a forma da cabeça de uma mulher africana, no reinado de Dom Carlos I foi o 5° Conde de Sabugosa, o médico dos Reis era o Conde de Mafra, o secretário era o Conde de Arnoso, o estribeiro-mor era o Marquês  de Faial, o alferes-mor era o Conde de São Lourenço; as Damas da Senhora Rainha Dona Amélia eram as Ex.mas Duquesa de Palmela, a Senhora Marquesa de Unhão e D. Isabel Saldanha da Gama (Ponte); o secretário D’El-Rei Dom Manuel II foi o 6° Marquês de Lavrado, etc.

Aliás, quando havia solenidades ou visitas de Monarcas ou outros Chefes de Estado estrangeiros, era necessário contratar, temporariamente, para esse efeito pessoal para as carruagens, para as recepções do Palácio, numa tentativa de adequar os meios e não manter uma estrutura onerosa para o Erário.

 

São, ainda, muitas as manifestações de humildade para com, inclusive, o pessoal menor da Casa do Paço: recorde-se um episódio quando El-Rei Dom Carlos permanecia até altas horas no seu estúdio de pintura, pintando os maravilhosos pastéis que nos legou, e que quando saía para se dirigir para os aposentos descalçava as botas para estas não fazerem o soalho ranger e acordar o oficial às ordens que entretanto adormeceram na antessala; ou então, aquele dia do ano em que o Rei e o Príncipe Real serviam a sopa aos monges do Mosteiro de Mafra.

Apanágio da Realeza: – Servir! Sempre servir… até à morte e até depois dela… pelo exemplo!

Hoje, por cá usam o património e grande séquito, e, cúmulo da generosidade, em nosso nome!

E é paradoxal, mas sobretudo confrangedor, estes políticos sempre prontos a pigarrear que são republicanos e depois desfazerem-se em tantos salamaleques diante dos Reis estrangeiros!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica