Monarquia, Cidadania, Democracia


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DIVULGUE A MONARQUIA!

1422397_324458874359226_421949257_nNão são reformas de almanaque que evitarão o colapso originado pela colisão entre modelos teóricos do século passado e o novo mundo, deste ainda novo e eruptivo século. Em cada “tombo” da História surge um novo Indivíduo, com precisões e índole renovados, pelo que é fundamental uma leitura sentida, particularmente, aos perfis políticos e socioculturais da metamorfose.
Nós que somos Monárquicos já conhecemos o modelo que trará a fórmula que a presente situação exige: a Monarquia Constitucional Parlamentar. Porém, a difusão das vantagens deste regímen que pretendemos ver restaurado no nosso amado e quase milenar País é imprescindível ser feita entre aqueles que ainda não conhecem o Modelo, que com perfeição é aplicado nas Monarquias europeias como Reino Unido, Suécia, Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Mónaco, Liechtenstein e Andorra.
Para os que não são monárquicos é indispensável um processo de formação de consciência arrolando as vantagens do regímen monárquico e expondo a sucessão de más práticas que a implantação republicana originou. Não se pense que não irá ser uma tarefa espinhosa, pois, 103 anos de revisionismo histórico provocou os seus danos durante a ablução, mas felizmente essa lavagem ainda não conseguiu completar o ciclo. É preciso ensiná-los a acordarem desse torpor, fazer eclodir a consciência do equívoco republicano e conduzi-los à verdade, sistematizando os benefícios de um regresso à Monarquia.
Essa descoberta revelar-lhes-á a premência da permuta entre um sistema de valores e de instituições escleróticos, por um sistema de governo contemporâneo, verdadeiramente democrático, organizado, adaptado à realidade do novo milénio que é a Monarquia Constitucional Parlamentar, exemplarmente representada pela pessoa de um Rei.

* Texto da autoria da Plataforma de Cidadania Monárquica


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Dom Duarte tinha razão (3.a parte)

No ambito da Plataforma de Cidadania Monárquica, tenho procurado recolher afirmações de SAR O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Herdeiro do Trono de Portugal, que demonstram como conseguiu há uns anos atrás, prever os infortúnios em que Portugal está a viver neste momento.

De facto, Dom Duarte de Bragança muitas vezes não foi ouvido, sendo até injustamente várias vezes ofendido e/ou gozado, quando o que efectivamente devia ter acontecido, era precisamente o oposto, ser ouvido, e ser tomado a sério, sobretudo!

Hoje, na actual conjuntura em que Portugal se encontra, façamos justiça aos alertas e que foram muitos e variados, feitos pelo Herdeiros dos Reis de Portugal.

Esta semana, vou me reportar exclusivamente ao ano de 2010 – o ano das comemorações do Centenário da República, as quais o Estado decidiu gastar 10 milhões de Euros!

Convido pois, à leitura das afirmações do Senhor Dom Duarte, há 3 anos atrás!

Em primeiro lugar, ao Diário de Viseu, em Abril de 2010:

“Não percebo como é que o país aceita impávido e sereno que 10 milhões de euros sejam gastos sem concursos, de uma maneira puramente arbitrária, não se sabe bem em quê”, disse.

 

Ainda sobre este assunto, sugeriu que dos 10 milhões de euros, um milhão fosse gasto na “reposição dos factos e da verdade histórica”, sobre o período final da monarquia e o início da República. Os restantes nove milhões, defendeu, devem ser utilizados para “acções sociais úteis” e não “desperdiçados em propaganda política inútil”.

Numa Entrevista ao Jornal “O Expresso”, em Outubro desse ano:

“É melhor tentar gastar menos enquanto é tempo”

Em sua opinião, “é melhor corrigir e tentar gastar menos enquanto é tempo, se não, qualquer dia vão ser outros a tomar conta de nós, seja o FMI ou outra instituição qualquer”.

“Estou muito otimista porque finalmente os governantes decidiram tomar as medidas necessárias”, acentuou.

Questionado sobre os resultados obtidos pelas diferentes repúblicas, em termos económicos e sociais, D. Duarte defendeu que “a situação atual desacredita um bocado os resultados da República”.

“Depois de 100 anos conseguimos chegar ao último lugar da Europa em termos de desenvolvimento humano e em muitos outros aspetos, com exceção da Albânia, e até mesmo os países da Europa de Leste passaram à nossa frente”, lamentou.”

E já vamos, neste momento em 103 anos de República, continuando a assistir ao maior afundanço da nossa bem amada Pátria.
O Rei tinha razão. Continua a ter razão. Por que será? Fica a questão no ar.

Fonte: Excertos retirados do Site da Casa Real Portuguesa


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Ser Monárquico – a diferença pela qualidade

bandeira monarquica - a bandeira d portugal[1]Certa vez, alguém me disse uma frase que até hoje me tem marcado profundamente:

“Ser Monárquico é ser diferente, para melhor!”

Não vou questionar o que para mim é ser Monárquico, mas sim, procurar definir a postura correcta, na minha opinião, que um Monárquico deve ter, quando se revê na Instituição Real e que a quer defender.

Na minha opinião, repito, acredito que um Monárquico deve se pautar:

1- pelo caracter na postura e no serviço, isto é, ter a humildade de perceber que por ser Monárquico, não é intocável, não é mais do que os outros e sobretudo entender que todos os regimes são imperfeitos.

2- focando-se na postura, ao defender concretamente a Monarquia não pode defender uma ideologia, seja ela qual for. A Monarquia é uma forma de governo global, onde todos – sejam socialistas ou democratas-cristãos entre outros – estão obviamente incluídos, enquanto Cidadãos livres e iguais em direitos e deveres.

3- de acordo com as respectivas predisposições pessoais, o monárquico tem que ter a noção que defender a Monarquia não é apenas dizer que é para substituir o Presidente da República pelo Rei. Mudanças de cosmética não existem em política. Portugal, com Monarquia terá que se dotar de uma nova Constituição e novas regras de funcionamento do Estado e da Sociedade – no fundo, um novo Pacto Social.

4- cada Monárquico é diferente. Não há um único monárquico igual. Somos todos diferentes, daqui sai a riqueza do Movimento Monárquico e todas as diferenças devem se unir no ponto comum; a defesa da Instituição Real e a procura de um consenso fundamental para a apresentação de um modelo de Monarquia Democrática para Portugal.

5- qualidade. Este ponto é muito importante. A imagem que se transmite ou que se quer transmitir da Monarquia é vital para o sucesso das nossas intenções. Defendendo uma alternativa de forma de governo democrático para Portugal, devemos ter todos a consciência de que a imagem que transmitimos para o público em geral tem que ser limpa, tem que ter coerência, e sobretudo, não pode ser nunca confundida com um programa de governo com forte cariz ideológico. A qualidade também se pauta pela postura de quem defende a Monarquia.

Sentido de responsabilidade para quem é Monárquico:

De facto, torna-se imprescindível para o Monárquico não procurar criar clivagens dentro do próprio movimento. Sabemos que a sociedade é diversa a todos os níveis e é da responsabilidade do monárquico respeitar todo e cada Português. Pelo que criticar quem tem opções ou estratégias de vida diversificada, pode ser considerado ofensivo e afastar as pessoas do movimento monárquico. No fundo, é fundamental termos nos quadros monárquicos pessoas com alto sentido de responsabilidade, desde as organizações até às redes sociais!

Posicionamento:

a) Defender a Monarquia defendida pelo Chefe da Casa Real Portuguesa e não andar a inventar formas de governo que não sejam Democráticas pois nunca terão aceitação nacional; é uma questão de Lealdade devida a todo o Monárquico que se preze.

b) Defender a Monarquia não é apenas recordar o passado. Quem olha demasiado para o passado fica imobilizado e não consegue progredir rumo ao futuro.

c) É junto da população, seja nas ruas, seja nas redes sociais, que os Monárquicos devem apelar ao apoio popular. Quem é a favor da Monarquia não pode:

    1- encostar-se ao sofá à espera que a Monarquia caia do céu;

    2- impedir quem quer fazer, de ter espirito de livre iniciativa.

d) Quando se é Monárquico, nenhum é superior ao outro. Quanto muito, quem chega recentemente, quer aprender com quem já defende a Monarquia há mais anos. Foi assim comigo e é assim com a generalidade dos jovens, o que é normal.

Em conclusão:

Com este texto, longe de mim querer dar lições a alguém. Eu também tenho os meus defeitos e olhando para eles, quero sempre melhorar. Talvez seja útil os monárquicos reflectirem sobre o bom e o mau que foi feito ao longo destes anos, e procurar corrigir os erros do passado para melhorarmos hoje e ganharmos o futuro.


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Regresso ao futuro

regresso_ao_futuro123_1_450Quando alguém diz no seu meio social que é monárquico, as pessoas ficam surpreendidas, começam também logo a dizer que é um fenómeno do passado e que por isso está ultrapassado, e depois também há os argumentos dos gastos, usando mesmo por vezes a palavra de “roubo”.

Mas eu quero pegar na expressão “fenómeno do passado”.

Quantas vezes nós não dizemos que temos saudades de um tempo que não vivenciámos?

Quantas vezes terá dito Teixeira de Pascoais que tinha “saudades do futuro”?

E agora digo eu, e que tal regressarmos ao futuro?

Quero dizer com isto que precisamos reflectir sobre a memória positiva da Monarquia Portuguesa que foi bruscamente interrompida a 5 de Outubro de 1910 e procurar uma transição pacífica e democrática para reconquistarmos o que perdemos e que foi a confiança pública nos nossos orgãos de soberania e nos nossos representantes.

Precisamos de regressar ao futuro, porque precisamos de abandonar um pouco a política do imediatismo.

Precisamos de regressar ao futuro, porque precisamos de pensar não só em nós, no actual momento, mas também preparar o caminho das jovens gerações de portugueses e também nas que se lhes seguirem.

Hoje, no meio desta crise hedionda, provocada pela incompetência governativa, nós Monárquicos, temos a obrigação de dizer aos Portugueses para tomarem o seu destino nas suas mãos e avaliarem o quê que vale mesmo a pena. Se vale a pena continuar a dar crédito à actual situação, a qual, acho que já vimos tudo. Ou se vale a pena acreditar que podemos ser melhor servidos.

A Plataforma de Cidadania Monárquica vai procurar ajudar nesta reflexão e apela ao bom senso das pessoas e que estas deixem para um canto argumentos precipitados e que nada se adequam à verdadeira realidade da Democracia Portuguesa.

Quero recordar uma frase do meu amigo, Professor Mendo Henriques, por ocasião numa entrevista dada ao Jornal O Diabo, há uns meses atrás:

“Eu sei que há quem goste e quem não goste de D.Duarte. Mas o futuro de um povo não se faz como o “curtir” ou o “gosto” no facebook. O facto político é que D. Duarte e a 5ª dinastia representam uma alternativa e conseguiu, com grande, dignidade trazer a ideia de monarquia desde o zero até percentagens de 20% ou 30%, conforme as sondagens.”

Se continuarmos a pensar que não se quer a Monarquia porque apenas não se gosta do Herdeiro do Trono, apesar das suas inúmeras qualidades, obviamente que não iremos a lado nenhum. E aliás eu gostaria apenas de dizer que muitas vezes, vejo pessoas que nunca leram nada sobre SAR O Senhor Dom Duarte e pouco ou nada sabem da História de vida e das suas diversas actividades em  Portugal e no estrangeiro sempre com Portugal no coração, e que mesmo assim, adoram falar mal ou ir na conversa mais vil e ignorante. Ajuízar erradamente pode custar caro a um País!

Também nesta preocupação, a Plataforma de Cidadania Monárquica vai procurar falar do Rei nomeadamente dentro da nossa Linha Editorial.

Retomar o verdadeiro rumo de Portugal. Regressar ao futuro. Reconquistar a Dignidade do Estado e do Serviço Público. São ambições válidas, porque Portugal tem potencialidades enormes e que têm sido tão irresponsavelmente subaproveitadas pela incompetência e falta de visão republicanas!