Monarquia, Cidadania, Democracia


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Sempre Portugueses, Portugueses Sempre!

‘Pensemos no País, sem outras ideias do que a que devemos ter sempre presente: Nascemos Portugueses, queremos reviver as glórias passadas, queremos levantar bem alto o nome de Portugal, queremos viver e morrer PORTUGUESES!

– S.M.F. El-Rei Dom Manuel II de Portugal

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Em Memória dos Santos Mártires Imperiais da Rússia

Há exactamente 100 anos, consequência totalmente incompreensível da Revolução de Outubro de 1917, no dia 17 de Julho de 1918, a Família Imperial da Rússia foi barbaramente assassinada.
O Tzar Nicolau II, a Tzarina Alexandra, o Tzarevich Alexis, as Tzaritsas Olga, Tatiana, Maria e Anastásia, mais quatro empregados, foram executados por uma fuzilaria e depois trespassados pelas baionetas de um pelotão bolchevique vermelho, a mando de Lenine, na cave da Casa Ipatiev, em Ekaterimburgo.

Os Romanov imolados pelos Bolcheviques Vermelhos são hoje Santos Mártires Imperiais da Rússia.

Sob a liderança de Yakov Yurovsky, além do Czar Nicolau II, a imperatriz consorte Alexandra Feodorovna (Alice de Hesse e Reno), as quatro filhas, Olga Nikolaevna da Rússia, Tatiana Nikolaevna da Rússia, Maria Nikolaevna da Rússia, Anastásia Nikolaevna da Rússia e Alexei Nikolaevich, Czarevich da Rússia, não foram poupados, também, o médico pessoal Eugene Botkin, a empregada da imperatriz Anna Demidova, o cozinheiro da família Ivan Kharitonov e o criado Alexei Trupp.
Baleado múltiplas vezes na cabeça e no peito por Yurovsky, o Czar Nicolau foi o primeiro a morrer. As últimas a morrer foram as Grã-Duquesas Anastásia, Tatiana, Olga e Maria, que foram também golpeadas por baionetas, e de acordo com o diário de Leon Trotsky, a ordem para a execução veio de Lenine e Sverdlov.

Um guarda, descreverá a barbárie, assim:

‘Na noite de 16 para 17 de Julho, entre as sete e as oito da noite, quando o meu turno tinha acabado de começar, o comandante Yurovsky (chefe do esquadrão de execução) ordenou-me que fosse buscar os revolveres Nagan aos guardas e que os levasse até ele. Recolhi doze revolveres dos sentinelas e de outros guardas e levei-os ao escritório do comandante.
O Yurovsky disse-me, “Temos de os matar hoje à noite, por isso avisa os guardas para não se assustarem se ouvirem tiros”. Percebi então que o Yurovsky tinha todas as intenções de matar a família inteira do czar, bem como o médico e os criados que estavam com eles, mas não lhe perguntei onde nem quem tinha tomado essa decisão. Cerca das dez da noite, seguindo a ordem de Yurovsky, informei os guardas para não se assustarem caso ouvissem disparos.

Cerca da meia-noite, o Yurovsky acordou a família do czar. Não sei se lhes disse a razão pela qual tinham sido acordados ou para onde seriam levados, mas tenho a certeza que foi o Yurovsky que entrou no quarto ocupado pela família do czar. Cerca de uma hora depois, a família inteira, o médico, a criada da czarina e os criados do czar levantaram-se, lavaram-se e vestiram-se.

Pouco antes de o Yurovsky ir acordar a família, dois membros da Comissão Extraordinária (do Soviete de Ekaterinburg) chegaram à Casa Ipatiev. Pouco depois da uma da manhã, o czar, a czarina, as suas quatro filhas, a criada, o médico, o cozinheiro e os criados saíram dos seus quartos. O czar levava o filho nos braços. O imperador e o herdeiro estavam vestidos de uniforme e levavam capas. A imperatriz, as suas filhas e os outros seguiam-nos. O Yurovsky, o seu assistente e os outros dois que mencionei em cima, membros da Comissão Extraordinária acompanharam-nos. Eu também estava presente.

Enquanto estive presente, nenhum membro da família do czar fez perguntas. Não choraram nem se lamentaram. Depois de descer as escadas da Casa Ipatiev para o primeiro andar, fomos para o quintal e, daí, entramos na segunda porta (do lado do portão), chegando à cave da casa. Quando chegamos à sala, adjunta à dispensa e com uma porta fechada atrás, o Yurovsky ordenou que se trouxessem cadeiras e o seu assistente trouxe três cadeiras. Uma delas foi dada ao imperador, uma à imperatriz e a terceira ao herdeiro.

A imperatriz sentou-se perto da parede, junto à janela, perto do pilar negro do arco. Atrás delas estavam três das suas filhas. Conhecia bem as caras delas porque as via todos os dias quando elas iam passear pelo jardim, mas não sabia como se chamavam. O herdeiro e o imperador sentaram-se lado a lado, quase a meio da sala. O doutor Botkin estava atrás do herdeiro. A criada, uma mulher muito alta, estava à esquerda da porta que dava para a dispensa, ao seu lado estava a filha mais nova do czar (Anastásia). Os outros dois estavam encostados à parede, à esquerda da porta de entrada para a sala.

A criada levava uma almofada. As filhas do czar também tinham almofadas pequenas com elas. Uma delas foi colocada na cadeira da imperatriz e outra na do herdeiro. Parecia que adivinhavam o seu destino, mas nenhum deles falou. Neste momento entraram onze homens na sala: O Yurovsky, o assistente, dois membros da Comissão Extraordinária e quatro operativos da Cheka (polícia secreta).

O Yurovsky ordenou-me que saísse, dizendo: “Vai até à rua, vê se está lá alguém e espera para ver se se conseguem ouvir os tiros.” Saí para o quintal, que era protegido por uma vedação, mas antes de chegar à rua ouvi disparos. Regressei imediatamente à casa, só tinham passado dois ou três minutos, e quando entrei na sala onde a execução tinha acontecido vi que todos os membros da família do czar estavam deitados no chão, gravemente feridos ou mortos. O sangue corria como um riacho. O médico, a criada e os dois serventes também tinham sido atingidos. Quando entrei o herdeiro ainda estava vivo e gemia um pouco. O Yurovsky foi até ele e disparou mais dois ou três tiros contra ele. Depois o herdeiro ficou quieto.”

Em 1 de Outubro de 2008, o Supremo Tribunal da Rússia reabilitou formalmente o último Czar, Nicolau II, declarando que o assassínio do monarca e da sua família, em Ecaterimburgo, representou uma acção ilegal das autoridades soviéticas.
A 30 de Setembro de 2008, o Supremo Tribunal da Rússia reabilitou a família real russa e o czar Nicolau II, 90 anos após sua morte. O Supremo Tribunal Russo declarou que a sua execução foi ilegal e que a família real russa foi vítima de um crime, da repressão bolchevique.

Em 1981, Os Romanov foram canonizados pela Igreja Ortodoxa Russa no Exterior como Neomártires. Em 2000, a Igreja Ortodoxa Russa, dentro da Rússia canonizou a família como Portadores da Paixão.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Maria I – O Reinado da “Ressurreição”

D. Maria I (1734-1816) – O Reinado da “Ressurreição”

“Ressurreição”, assim foi eufemisticamente apelidada a libertação massiva, ordenada por S.M.F. a Rainha Dona Maria I de Portugal, dos presos que, despótica e arbitrariamente, o Secretário de Estado do Rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Mello, vulgo Marquês de Pombal, no seu consulado, tinha enviado para o cárcere injustamente. O Povo deu-lhe esse nome, porque foram soltos milhares de indivíduos que haviam sido encarcerados – no projecto de consolidação do poder pessoal do Marquês, que entretanto se demitiu – há tanto tempo que ninguém acreditava que ainda estivessem vivos.

A este acto da Rainha seguiram-se inúmeras manifestações de júbilo popular que se prolongou ao longo de dias até à Aclamação (1777) da novel Rainha de Portugal, a primeira Soberana. Com D. Maria I, a Piedosa, a primeira mulher Rainha Soberana de Portugal, restabelece-se a Monarquia de Tradição Portuguesa segundo o qual o poder era entregue ao Rei para governar de acordo com o bem comum, não sendo nunca um poder pessoal, extirpado de qualquer forma de absolutismo, mas uma posição de privilégio com a obrigação de servir, governando com Justiça, sendo do ofício do Monarca manter os direitos e interesses de cada um dos súbditos e o bem comum do Reino de Portugal com a promulgação das competentes Leis justas. Com Sua Majestade Fidelíssima A Rainha Dona Maria I de Portugal, verifica-se o regresso da vocação de serviço da Monarquia Portuguesa em que o Monarca aceita que o seu poder é limitado pelas Leis Fundamentais do Reino, que foram expressas nas Actas das Cortes de Lamego – que apesar de serem apócrifas, se tornaram na Lei Fundamental do Reino, uma vez que o seu teor jurídico é aquele que correspondia ao Costume, e por isso se tratam da codificação do direito da Monarquia Portuguesa:

‘Estas são as Leis da herança do nosso Reino: boas são, justas são, queremos que valham por nós, e por nossos descendentes, que depois vierem.’

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Afonso III E O Poder Municipal

Foi com El-Rei Dom Afonso III de Portugal, nas Cortes de Leiria de 1254, que as liberdades municipais passaram a ser uma regra essencial de governação, pois a representação nacional foi alargada aos Municípios. O papel democrático dos municípios tornava-o em real representante de toda a comunidade local diante do Rei que valorizava o apoio popular, tornando a Monarquia Portuguesa uma democracia orgânica, pois os conselhos municipais compostos por ‘vizinhos’ tinham capacidade política e um enorme conjunto de liberdades fundamentais, regalias e seguranças, normalmente consignadas em carta de Foral – que elencava as matérias relativas à liberdade das pessoas, ao direito de asilo, à defesa dos direitos em juízo, à tributação, à inviolabilidade do domicílio – tudo isto em plena Idade Média. A importância destes concelhos era tal que eram enviados representantes às cúrias extraordinárias, as Cortes, tendo assim participação na governação. Era pois, já nesses iniciais tempos Portugueses uma Monarquia democrática e igualmente popular na qual, por exemplo, a qualquer hora do dia ou da noite o Juiz do Povo se poderia apresentar no Paço à Presença do Rei e reclamar de injustiças ou peticionar graças – que diria hoje, Sua Excelência O Senhor Protocolo de Estado diante de igual cenário?! A democracia popular ficava à porta, certamente!

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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Não Se Fez Uma Verdadeira República

Não Se Fez Uma Verdadeira República

‘Em 1910 abolia-se a Realeza… Fez-se uma verdadeira República? Não se fez…

Não passava de formalismo político, sem conteúdo reformador na economia e na educação. Não se aperfeiçoou a economia existente, nem se democratizou realmente nada, nenhum dos factores de importância básica na vida económica e rural (como a propriedade, o crédito, a educação ou a assistência) sofreu as reformas que se fazia mister.’

António Sérgio | ‘Breve Interpretação da História de Portugal’, 1972

Recolha de Plataforma de Cidadania Monárquica


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Sem Rei Sucedeu O Declínio

‘Quando é vedado aos homens honrar o seu Rei, passam antes a honrar milionários, atletas ou estrelas de cinema; e até prostitutas famosas e bandidos. Pois o espírito, tal como o corpo, carece de alimento; neguem-lhe comida e ele devorará veneno.’

C. S. Lewis | Escritor britânico e Autor da aclamada obra ‘Crónicas de Nárnia’

Fotografia: Coroa Real mandada realizar por D. João VI, em 1817, toda em Ouro para ser utilizada nas Cerimónias de Aclamação, e o Ceptro Real do período da Monarquia Constitucional, todo em Ouro e encimado por uma Coroa a repousar sobre a Carta Constitucional

Recolha de Plataforma de Cidadania Monárquica


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Rainha Dona Maria Pia Morreu A 5 de Julho de 1911

Rainha Dona Maria Pia Morreu A 5 de Julho de 1911

Quase um ano depois da revolução que implantou a república em Portugal, morria no dia 5 de Julho de 1911, no seu Piemonte natal, a penúltima Rainha de Portugal: Dona Maria Pia. No leito, instantes antes do suspiro final, pediu que a voltassem na direcção de Portugal, país onde foi Rainha durante quarenta e oito anos, primeiro como consorte do Rei Dom Luís I, depois como Rainha-mãe do grande Rei Dom Carlos I.
Dona Maria Pia de Sabóia, O Anjo da Caridade e A Mãe dos Pobres, foi uma das Rainhas mais amadas pelos Portugueses consequência da sua compaixão pelos mais necessitados e pela sua entrega às mais diversas causas sociais.
A afeição era mútua, tanto que, Dona Maria Pia gastava avultadas somas de dinheiro na ajuda dos mais carenciados, quantias que, injustamente, a propaganda anti-família real e anti-monárquica afirmava mentirosamente serem dispendidas para próprio fausto da Rainha.
Mas nunca foi esquecida, nem nunca deixou de ser estimada pelo Povo justo e bom!
Era uma Rainha muito corajosa, tendo salvo o filho, o Príncipe Real D. Carlos, Duque de Bragança – de 10 anos – de morrer afogado, quando escorregou num rochedo no Mexilhoeiro, em Cascais, em Outubro de 1873; mesmo quando o mar o arrastava, a Rainha destramente lhe apanhou a mão e nunca o largou, até o conseguir puxar.
Outro episódio de coragem foi durante a Saldanhada, quando o Marechal-Duque de Saldanha, bombardeou o Palácio da Ajuda e obrigou o Rei Dom Luís I a demitir o Ministério do Duque de Loulé e Dona Maria Pia se dirigiu ao velho leão e lhe disse: “Se fosse Rei mandava-o fuzilar!”
Nutria um enormíssimo amor pelo seu neto o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança, sendo sobejamente conhecidas fotografias onde estão registados para a posteridade inúmeros momentos de ternura.

Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica