Monarquia, Cidadania, Democracia


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D. Amélia Faleceu Há 66 Anos

A Rainha Senhora Dona Amélia (28/09/1865, Twickenham – 25/10/1951, Le Chesnay) partiu há 66 para a Casa do Senhor

‘Jen souffre car je suis Portugaise jusqu’au fond de mon coeur!’

‘Sofro porque sou Portuguesa até ao fundo do meu coração!’

– S.M. A Rainha Dona Amélia de Portugal (no exílio, em 1920, no Château de Bellevue, Chernay, França)

 

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Quando O Rei D. Carlos I Preparou o Renascimento de Portugal

Quando D. CARLOS I Preparou O Renascimento de PORTUGAL

‘Quanta vez O ouvi descrever a Esperança de edificar um futuro grandioso para a Pátria. (…)

El-Rei Dom Carlos levantara-nos no conceito do estrangeiro, com a obra pessoal da sua política internacional; o exército estava a cobrir-se de Glória; a vida pública, ao seu desaparecimento estava olhando por ela, com um escrúpulo, uma devoção, um entusiasmo de grandeza moral que, para poder exigir civismo aos outros, foi o primeiro a submeter a sua majestática figura a debate de que a sua consciência não se assustava, mas que lisonjeavam a sinceridade com que adoptara a última fase do seu reinado – trabalhava como um pioneiro!

Nesse curto reinado de D. Carlos galgou-se dos abatimentos da decadência às cumeadas do Renascimento!’

António Carlos Coelho Vasconcellos Porto, Ministro da Guerra D’El-Rei D. Carlos I in ‘A Marcha Para O Renascimento – El-Rei D. Carlos e o seu Reinado’

Fotografia: Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal fardado com o grande uniforme de Marechal-General do Exército – posto privativo do Rei de Portugal – montando o seu célebre cavalo Cursito, seguido do Ministro da Guerra, General António Carlos Coelho de Villas-Boas Vasconcellos Porto, passando revista às tropas em parada no Juramento de Bandeira, no Hipódromo de Belém, em 1908.

Recolha do texto: Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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D. Manuel II de Portugal – O Rei Que Queria Ficar

Dom Manuel II, O Rei Que Queria Ficar:
 
‘Vão se quiserem, eu fico. Uma vez que a constituição não me nomeia nenhum papel para além de me deixar ser morto, eu obedecer-lhe-ei.’
 
‘Go if you want, I’m staying. Since the Constitution doesn’t appoint me any role other than of letting myself be killed, I will abide by it.’
 
Declarou El-Rei Dom Manuel II, Último Rei de Portugal, para o Seu Conselho Privado, quando instigado a abandonar o Paço Real das Necessidades perante os bombardeamentos dos revolucionários da Carbonária e das tropas sediciosos de Machado dos Santos.
A 4 de Outubro de 1910, a luta intensifica-se nas ruas, os ministros da Guerra e da Marinha estão completamente desorientados, o Palácio das Necessidades começa a ser bombardeado e o Rei em perigo e sem protecção de artilharia que havia sido desviada para fazer frentes aos revolucionários da Rotunda, é aconselhado pelo via telefone pelo presidente do Governo a ir para Mafra, o Rei recusa, mas os áulicos insistem e insistem e o jovem Rei anui. O Rei quase perde a vida quando uma granada é atirada contra o automóvel em que seguia a caminho de Mafra, ainda que não soubessem que nele seguia Dom Manuel II vestido à civil, contrariamente ao que pretendia, pois quis substituir o anterior uniforme de gala e vestir o pequeno uniforme de Marechal-general – posto privativo do Rei de Portugal -, mas não o deixaram. Partiria contra a Sua vontade, daí ser para sempre o Rei Saudade.
 
Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


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5 de Outubro de 1143 – Tratado de Zamora

5 DE OUTUBRO DE 1143 – INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Em 5 de Outubro de 1143 foi celebrado um Tratado na cidade leonesa, homónima, de Zamora, desfecho da conferência de paz organizada pelo Arcebispo de Braga Dom João Peculiar e que teve como intervenientes Dom Afonso Henriques e o seu primo Afonso VII de Leão e Castela, sob os auspícios do enviado papal, o Cardeal Guido de Vivo.

Com a assinatura deste tratado resultou, há 874 anos, o nascimento daquele que é considerado o mais antigo Estado-Nação do mundo ocidental: PORTUGAL.

De facto e de direito, Portugal não começou há 107 anos, isso foi a república portuguesa! Antes, durante 771 anos existiu o Reino de Portugal e dos Algarves. Portugal, País forjado à espadada e valentia por Reis e heróis extraordinários. O Reino de Portugal e depois, também, dos Algarves, e depois, também, d’Aquém e d’Além-Mar, com o seu desejo oceânico fruiu o Mundo e esses tempos de Glória de Portugal, não podem ser encarados como meras recordações, ecos ensurdecidos, pois em Monarquia ultrapassamos sempre as crises: granjeamos a Nação Portucalense, expulsamos os sarracenos, sobrevivemos à ocupação castelhana, às Invasões Napoleónicas com a sua política de delapidação e terra-queimada, sobrevivemos a Ultimatos e guerrilhas

Por isso, hoje, 5 de Outubro, os Monárquicos, e os Portugueses em geral, celebram o nascimento do Reino de Portugal, em 1143.

Neste Tratado de Zamora, ficou assente que Afonso VII de Castela e Leão concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’- Rei de Portugal, embora continuasse, apesar do reconhecimento da Independência, como vassalo do Rei de Castela e Leão, que se intitulava Imperador da Hispânia. Porém, caso único entre todos os Reis da Ibéria, dom Afonso Henriques nunca prestou essa vassalagem. A partir desta data, Dom Afonso Henriques passou a enviar ao Papa remissórias declarando-se vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia em ouro, pelo que, em 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconheceu Dom Afonso Henriques como Rex.

Alexandre Herculano escreveu que “o imperador reconheceu o título de rei que seu primo tomara, e que este recebeu dele o senhorio de Astorga, considerando-se por essa tenência seu vassalo. Não é menos provável que, ainda como rei de Portugal ficasse numa espécie de dependência política de Afonso VII, o imperador das Espanhas ou de toda a Espanha, como ele se intitulava nos seus diplomas”. Todavia, na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.

Assim sendo, tendo ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado naquele 5 de Outubro de 1143, Portugal encontra-se a 26 anos de completar 900 anos de existência – que celebre a data já novamente como Reino é o nosso desejo.

Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia!

VIVA PORTUGAL Independente e Soberano!

Miguel Villas-Boas |Plataforma de Cidadania Monárquica


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Proclamação de Paiva Couceiro a 4/10/1911

Proclamação de Paiva Couceiro na véspera da 1.ª Incursão Monárquica de 5 de Outubro de 1911:

‘AO POVO!
Portugueses!
Esses homens que, sob o falso nome de republicanos, se proclamaram, – por entre bombas de dinamite e tiroteios, – governantes da nossa gloriosa Pátria, estão-nos enganando!
Liberdade, Igualdade, Fraternidade nos prometeram eles! Tirania, privilégios de seita, delações e vinganças – foi o que nos deram!
O nosso País era dantes aquele em que as claridades do sol quase perene, e a limpidez azul de um céu sem mancha, fielmente retratavam os primores de carácter, e as humanas tendências de um povo afectuoso e nobre!
Azul e branco tínhamos por cores.
O nosso País é hoje um outro muito diverso, – de desconfiança e de ódios verdes, que envenenam o mesmo ar que se respira, – de pistolas Browning a atestarem, de dentro do bolso a cada português, as paixões vermelhas de sangue, que nos conturbam o espírito nacional!
Verde e vermelho temos agora por emblema; e, à força, verdes e vermelhos nos querem fazer!
Bandeira, religião e tradições, tudo, – sem dó nem respeito, – nos ofenderam, espezinharam ou destruíram!
Em nome do Povo, dizem eles.
Decerto não falam, nem obram, em nome do Povo, esses mesmos para quem o Povo não passa de uma retórica de fórmulas aparentes, mas que mascaram o mais opressor dos fundos jacobinos!
Portugueses, fomos enganados!
Viva a Pátria e a Liberdade, com a nossa velha Bandeira Azul e Branca!’

– Henrique de Paiva Couceiro
|Recolha – Plataforma de Cidadania Monárquica